O ANDARILHO PASSAGEIRO
Todos os dias, às vezes às mesmas horas, outras não: pois ele já se perdeu na escuridão de sua realidade e cotidiano, lá estava ele obstinada em sua marcha eterna.
Por isso, ele só caminha, caminha, caminha, sem pressa e sem saber para onde. O vento o ajuda, empurrando o seu destino e estrada.
Nos bolsos, seus sonhos enrolados no nada. Na cabeça? ... Ele ainda não sabe,... nada tem... E vai atrás do acaso, que pode, talvez, alguma coisa lhe ensinar.
Assim, por enquanto, preserva o sorriso amigo nos lábios e o olhar absorto parado num mundão que ele nada sabe como é. Talvez, quem sabe somente uma máquina cheia de engrenagens e parafusos, que ele quer entender, ou parar?
Parar sim,.. pois uma coisa ele bem sabe e explica:
O mundo é esta bola gigante, que só gira levando-o a todos e muitos lugares, sem que se possa parar um instante, para buscar a razão de tudo.