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A barganha......

Dona Maria Florinda, tinha acabado de rezar para dormir, quando ouviu que alguém batia em sua porta. Seu expediente já havia encerrado, Mas quem seria aquela hora tão tarde.Mas mesmo assim, se levantou e expiou pelo olho mágico e sorriu. Abriu um pouco o roupão, soltou os cabelos e feliz abriu a porta e disse como se estivesse assustada:- Zé Quitério o que você, está fazendo aqui a esta hora homem, já encerrei meus trabalhos e tive dia suado, to cansada, que tal voltar amanhã.
:- Não disse Quitério, tem que ser agora.Por favor minha Flor, deixe eu entrar, to muito na precisão. Florzinha sorriu, um sorriso maliciososo e com voz de denguinho disse ;- Tá bem afinal você é freguês antigo e grande amigo. Com isso Quitério adentrou e foi logo dizendo.
:- Não vim bulir em você, vim como amigo, pois não confio em ninguém mais, só em você e disse de uma só vez:- Tianinha está embuxada.
Me confessou esta noite, quase na hora de dormir, to arrazado, coração
partido, alma ferida que falta me faz a mãe dela, Deus a tenha e soltando um soluço profundo começou a chorar um choro tão triste que Flor se abraçou a ele e juntos choraram eram amigos. depois passado o instante, ela limpou a face e perguntou:- Quem foi o curioso!
:- Tiberinho, respondeu Zé Quitério o filho do prefeito Tibério.Então ela pensou e disse:-Quem diria mas pare de chorar homem ele há de reparar o mal feito
:- Vai não, disse Quitério, Tianinha falou com ele mas o miliante já está prometido para se casar com a filha do doutor Elias o advogado. Você sabe, como é fortuna com fortuna e Tianinha que se dane. Flor mordeu os lábios pensou e disse:-quem mais sabe da desonra.:-Só nós dois.
Isto não vai ficar assim disse Flor com frieza, Tianinha é como uma filha para mim.Buliu agora tem que casar e fortuna compra fortuna.Preste atenção Zé Quitério, a partir de agora, você acabou de me dizer que enricou mais do que você já é. Eu, vou espalhar iso por toda a cidade e você bico calado, só confirme e fale para Tianinha guardar o segredo dela. Vá com Deus e não sofra mais, dinheiro, compra dinheiro e assim aquela noite terminou.
O dia amaheceu sol a pino e dona Florinda, aproveitou a manhã. Vestiu a melhor roupa e se dirigiu a passos apressados para a relojoaria da vila.
De frente a vitrine, olhou,tornou a olhar e por fim entrou e pediu para ver uns anéis de ouro. Flor experimentou e com muita alegria escolheu o mais caro, uma aliança de brilhantes. Escolhido o mimo, ela chamou, seu Ernesto o dono da loja e depois de uma conversa ao pé do ouvido, Flor saiu do recinto já levando nos dedos o mimo.Se dirigiu para a padaria, onde foi comprar o que precisava para fazer seus doces os bens casados que  lhe rendiam um bom dinheirinho.Com todos que  encontrava, ela dava a notícia que estava noiva do senhor José Quitério o viúvo abastado e cobiçado do lugar e mostrava a aliança.
Depois das compras ela foi até a prefeitura e conseguiu uma audiência a sós com o senhor Prefeito Doutor Tibério. A noite na reunião dos vereadores o assunto era um só. O noivado de Flor com Quitério. No dia seguinte toda a cidade comentava , era difícil de acreditar que um homem de bem como ele, ficara noivo de uma mulher dama co  aliança de brilhante e tudo.
Passado um pequeno tempo, Flor e o noivo foram vistos entrando em uma imobiliária O povo todo acompanhava o casal de pombinhos que vez ou outras se bicavam em beijinhos. Na imobiliária a casa escolhida foi a mais bela e cara e a escritura foi passado em nome de Maria Florinda Santana.A noite na visita do noivo na casa da noiva, ela sentada em seu colo trajada apenas do anel de brilhante, fazia ele dar gargalhadas de alegria e prazer, pois falavam da grande farsa combinada que estava dando certo.Florzinha disse o viúvo:- onde você guardou o papel que assinou me prometendo devolver tudo depois do acontecido.:- Está ali naquela gaveta e apontou com o seu dedo de aliança de brilhante. Confio em você sua espertinha.
:- Credo QuiQui, ela disse com aquela intimidade do desejo, explodindo no seu corpo, com o calor da sensualidade de Flor sentada em seu colo.
Assim que o noivo partiu, outro amigo veio visitá-la era Tibério que entrou, vasculhou o recinto e bulicioso, foi bulindo com suas mãos grossas as pernas de Flor como um posseiro agarrando a sua presa e mordiscando a sua carne trêmula, mas de gosto infernal. Depois ele comeu dos bens casados que ela lhe trouxera , colocando o doce na boca de flor e caçando com seus lábios carnudos e devorando excitado dizendo :- Eu sou um bem casado de Araque e ria da sua deliciosa traição com a boca cheia de doce isto era o seu fetiche.Ao sair ele disse:- Da próxima vez vou trazer um filme para a gente assistir. mas ela disse com tristeza mas eu não tenho D.v.d. Peça para ele e saiu sorrindo.
No dia seguinte ela entregou docinhos na padaria para serem vendidos e sentou-se em uma mesinha de canto e assim que o noivo adentrou, lhe fez carinhos e foi logo dizendo. :-Amor sonhei que ganhei um D.V.D. e que nós fizemos o nosso filme e assistimos e foi muito legal.Então ele disse:- Para que isso, mas se você quer terá afinal toda casa de rico tem um D.V.D. A propósito ela disse até o prefeito Tibério já sabe que você enricou contei para ele quando ele foi buscar os bens casados para a festa dos anos da Dona Mylade do Agreste como ela é chamada e ela vai ganhar um carro um FIAT. Pois você também vai ter um disse Quitério, com orgulho. Então assim que o carro chegar, contaremos a nova para Tibério e escreva até o fim do mes eles estarão casados.
E assim a profecia se realizou. O que buliu casou com a bulida, mas depois de uma semana de casada abortou.
Agora era a hora dos agradecimentos e acertar as contas do plano.
:- cadê disse Quitério, o papel que você assinou me devolvendo tudo.
Você não acredita disse Flor aos prantos, um Ladrão entrou aqui e levou
tudo o que eu tinha naquela gaveta e apontou com o anel de brilhantes, fiquei sem nada.:- Não acredito esbravejou o homem, mas quero o que foi combinado. Me devolva tudo, noivado terminado.
Calma, calma, disse Florinda, eu mereço alguma coisa, corri riscos e além de que você me usava e nunca me deu nada, sua voz era fria e calculista. O que você quer disse o homem esbravejando.
Tudo disse a mulher dama sorrindo tudo o que já tenho que meu noivo me deu e se me ameaçar tomar alguma coisa, passo o nosso filme do D.V.D. no cinema da nossa cidade para todo mundo ver.
Zé Quitério olhou ao seu redor, trincou os dentes, deu um tapa no face de Florinda sua amiga de tempo, e saiu...... Ela enquanto fechava a porta gritou;- Me chame do quiser não me importo até de P.....e fechou a porta.
Passado alguns dias Quitério partiu para outra cidade. O povo dizia que foi por desgosto do fim do noivado.
A noite FLor e Tibério comendo bens casados ela vestida só de aliança de brilhante, assistiam o filme DE Flor no D.V.D. que ganhara de QuiQui.
Dinheiro compra dinheiro e na barganha ninguém perdeu........


April
Enviado por April em 24/07/2016
Código do texto: T5707442
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Sobre a autora
April
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 69 anos
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