A tímida e o jogo da verdade (final)

Silas correu para fora da república e não encontrou mais Amanda, foi caminhando apressadamente para todas as esquinas, na esperança de encontrá-la.

Foi então que viu ao longe, cabelos vermelhos, através do vidro de uma lanchonete 24 horas.

Amanda estava esperando um café, teclando em seu celular. Ele entrou na lanchonete devagar, quando Amanda olhou para ele e voltou sua atenção para o celular novamente. Silas se sentou à sua frente.

_Desculpa por tudo aquilo! Você não merecia, mas eles são assim mesmo.

_Sinceramente, eu sabia que algo assim poderia acontecer. Sempre achei que o mundo normal não me caia bem, mas eu precisava experimentar pessoalmente. Eu pertenço ao mundo nerd e preciso me contentar com isso, disse isso arrancando seus sapatos com raiva.

_Você não precisa pertencer à um mundo ou outro, só fazer o que tem vontade. Sinceramente o mundo do Cosplay não combina com você. Pelo menos sua cara não era das mais felizes.

Amanda olha para ele sem entender, como ele sabia disso?

_Eu te vi fantasiada de Leia, ajudo na organização do evento para meu irmão.

Os dois caem na risada e Amanda coloca as mãos no rosto.

_Eu acho incrível o evento, mas não sou a pessoa ideal para me fantasiar, entende?

_Sim, mas você estava linda mesmo assim!

Amanda ri e agradece.

_Então você sabe meu nome por causa do Cosplay.

_Sim, como te disse, achei você linda e perguntei para meu irmão se te conhecia. Ele disse que sim, mas que estava acompanhada.

_Quem é seu irmão?

_Tom.

_Ah! O Mestre dos Magos!

_Esse mesmo. O Mestre dos Magos de dois metros de altura.

Os dois começam a chorar de tanto rir, até que Silas para e começa a olhar para Amanda de uma forma diferente. Amanda percebe e fica meio sem jeito, não sabia o que falar ou como se mexer em sua cadeira, o que a salvou foi a chegada do café que havia pedido.

_Quer café senhor?

_Obrigado!

_As pessoas gostam de te tratar como uma pessoa mais velha!

_Pois é, parece que está escrito professor na minha testa.

_Não se preocupe, fui tratada como senhora também.

_Você tem quantos anos?

_Vinte e três.

_Hum, sou cinco anos mais velho que você, tenho vinte e oito.

Amanda ri e Silas percebe que fez a conta por ela.

_Como se você não soubesse fazer contas né?

O silêncio novamente tomou conta do lugar e Silas finalmente pergunta:

_É verdade mesmo aquilo que você falou no jogo?

Amanda engasga com seu café, tosse e ruboriza.

_Não precisa responder.

Silas sai de seu lugar, para sentar ao lado de Amanda, que continuava vermelha. Ele passa as mãos em seus cabelos, segura seu queixo e delicadamente levanta seu rosto na altura dos seus. Olha aqueles olhos com seu leve tom avermelhado e encosta seus lábios aos dela, que estavam quentes e úmidos, pedindo aquele beijo. Se beijaram por muito tempo, o suficiente para que o café de Amanda esfriasse.

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