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Quo Vadis

O tribuno se cobriu de glória, coroou-se a si mesmo e desfilou com sua coroa de louros para uma multidão que gritavam seu nome.Enquanto isso a escrava abandonada se enrolava no manto vermelho cor da vergonha, sujo e esfiapado resto do amor.O tribuno era um homem de bem.A escrava só uma mulher abandonada, que retirou-se da vida se
escondendo em um labirinto para não ser atirada aos leões.
Passaram-se luas, sóis, estrelas cadentes cairam, até o dia que o mar,
invadiu a terra e suas águas escorregaram até ao labirinto.A escrava,
prisioneira que não sabia nadar, debateu-se naquelas ondas da vida,
mas conseguiu se agarrar em um pedaço de um tronco de uma árvore e
deixou se levar ao seu destino.Vagou, se ondulando nas ondas até que
sentiu seus pés batendo em terra firme.Exaurida de tantas emoções,
adormeceu.Acordou com um raio de sol, lhe queimando a pele, com
céu azul onde nuvens , passavam brincando, pássaros cantando.Olhou
ao seu redor e viu uma linda concha branca logo a pegou, colocou no
ouvido e escutou o sussurro do mundo.Levantou-se e ao perceber umas
pegadas na areia, começou segui-las.Foi assim que a escrava achou o
caminho que a levou ao novo amor.Êle estava, descansando debaixo de
uma sombra de uma grande pedra simplesmente olhando o horizonte.
Quanto ao tribuno ,acabou sendo devorado pelos seus próprios leões.....
April
Enviado por April em 15/07/2014
Código do texto: T4882664
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
April
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 69 anos
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