Dedico este poema para todas as mães do mundo. Especialmente para as ignoradas, as que choram seus filhos, as que não tem o direito de voz, as que sofrem sem reclamar, as que perderam o lar, as que não tem o que comer, as que vivem nos asilos abandonadas, as violentadas, as que não tem teto, as tristes e solitárias.
Pois todas elas, jamais deixarão de ser mãe pelo eterno milagre de Deus, que fez de seus ventres brotarem vidas
.(Ana Stoppa)


     Mãe Anjo de Luz


Mãe eu quero me lembrar dos teus carinhos
Quando eu acreditava nos sonhos
Quando pensava que existia papai noel
Quando fazia os barquinhos de papel


Mãe eu quero me lembrar de teus conselhos
Quando hoje me olho no espelho
E percebo que o tempo passou
Amargando a tristeza e a dor no coração


Mãe quero me lembrar de tua doce voz
Quando nas horas do banho
Você cantava para nós
Na hora da ave maria a mais lindas melodias


Mãe quero lembrar da tua incansável luta
Quando a vida parecia miragem
E você como bom timoneiro não desistia da viagem
Conduzia-nos com amor dizendo tudo é passagem


Mãe quero me lembrar das vitórias
Das derrotas assumidas
De ver você sempre pronta
A dar o amor e a guarida


Mãe às vezes a vida silencia nossa alma
E nestes momentos você nos ensina a ter a calma
Assim aprendi contigo, assim sigo o meu viver
Sabendo que preciso ainda muito aprender


Sigo mãe os teus caminhos onde passeia o carinho
Agradeço mãe querida tudo o que me ensinou
Hoje como mãe também, aprendi seguir a lida
Sei que tudo é passagem, só não passa teu amor.


Mãe querida você sabe és meu anjo de luz
A minha estrela guia que emana do bom Jesus 
Mãe se outra vida eu tiver, ja falei com nosso Deus
Sua filha  eu quero ser!


(Ana Stoppa)

Seio Vazio
Na caixa a boca sedenta de seio
sem saber onde está de onde veio
a criança chora o frio, a tormenta
o corpo que gerou não alimenta
outra mão que ampara veio a si
de tanta gratidão dentro sorri
por fim a Divina providência
abriu as portas enviou clemência
um dia o destino que é incerto
velará pela mão que protegeu
a vida em recompensa faz projeto
retorno há de fluir quem recorreu
ser mãe dom natural livre escolha
ser filho carregando sina a fado
há se houvesse do filho tal escolha
seria seleção de mãe carinho e trato

 
Jorge Cortás Sader Filho


                          Escrevendo com sangue
 
            Pois é o que lhe digo: não se escreve pelo simples prazer de teclar ou desenhar letras.  Os resultados são ruins.
            Escrever, como toda arte, necessita do aprendizado fundamental.  A língua e a literatura.  E, sobretudo a alma da verdade, o transmitir conhecimento sem ser professor, usando sua sabedoria.
            É penoso.  A língua tem que ser trabalhada em todo o trecho.  Não pode haver erro, perde-se tudo, o autor não merece crédito.  É preciso ter amplo domínio do vernáculo e da ciência do saber a comunicação com quem lê.
            O cérebro sangra, o coração sangra, os dedos tremem.  As idéias funcionam como engrenagens de uma máquina perfeita.  Além de não poder brincar com o leitor e ter por ele o máximo respeito, há que se despertar o seu interesse nas primeiras linhas, e levá-lo assim até o final.  Um processo difícil e na maioria das vezes doloroso.
            Sua verdade tem que ser exposta.  Não interessa se não é a do leitor: não podem existir mentiras, falsidades.  Quem escreve para agradar o leitor, preocupado com este pensamento, cai fatalmente em erro sem remédio.
            É bom que tenha em mente que quem lê logo percebe se o autor está enchendo o papel, ou querendo demonstrar cultura.  Escrever não é isto.  É entregar-se, num ato de doação.  Todo aquele que tem conhecimento fica na obrigação de transmiti-lo sem alterar uma letra.
            Enfim, escrever é um ato de amor, que não está sujeito a outra regra, senão esta. Doar-se.  
 

Seios vazios!
 
Aquela mãe chorava!
E o bebê mamava!
Mesmo chorando o alimentava!
Hoje os teus seios não doem!
Mas o seu coração!
Chora a falta do seu amável filho!
Aquele vazio tão grande!
Do tamanho do infinito!
Ora...
O que tu fizeste, assassino maldito!


Realmente vivenciar tamanha atrocidade!
É algo absurdo e covarde...doze mães choram, como tivesse perdido!
A sua metade... Fruto de um assassino covarde!
Lentamente, se recuperam, deste feito cruel!
Entendemos que o nosso pai divino, os acolheu e hoje os
Nossos meninos, vivem no céu!...
Gostaria de enviar-lhes, a estas mães, muita energia positiva, hoje 08/05/2011!...
O meu carinhoso abraço e os meus sentimentos.

André Fernandes e Pedra Mateus
Enviado por André Fernandes e Pedra Mateus em 08/05/2011
Reeditado em 21/05/2011
Código do texto: T2957315
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