O homem estranho e sofredor

Encostado no balcão pede mais uma está colhendo o que plantou, e sua peleja no disfarce o deixa mais vulnerável. No labirinto interno esconde as ações, as brigas os gritos, tudo foi abafados mas agora vem átona , todos desconfiam do seu jeito que apresenta todos os santos dias. A bebida sorrateiramente cria uma camada envelopando, mas no seu interior pipoca por todos cantos, a fervura de um passado onde queria apagar fogo com gasolina. Pede mais uma ao garçom, nesse embalo o sorriso não condiz a realidade és parceiro da solidão, inquilino da maldade, envenenado pelo próprio veneno, sai a procura do barraco onde pode deixar o corpo cair, e lentamente vai removendo as pedras da estrada, que um dia colocou para dificultar a vida de quem ingenuamente acreditou que era uma boa companhia.

Jova
Enviado por Jova em 20/03/2025
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