Relembrando esse jogo de palavras envolvendo o termo "vaivém" (serrote)...
Durante a nossa infância (lá se vão "ALGUUUUNS"
anos !), a pedido nosso, um contador de "causos" de nossa terra-natal
repetia aquela historinha que, resumidamente, era assim...
"Era uma vez" um homem - do tipo "venha-a-nós-e-ao-vosso-reino-nada) de uma cidadezinha de interior que, volta e meia, estava a pedir emprestado a um vizinho o vaivém (serrote) que esse vizinho tinha, para uso doméstico.
Mas, para esse vaivém vir de volta, era uma verdadeira "novela" : "Hoje eu lhe devolvo", "de amanhã não passa"...
sempre ele dispunha de uma desculpa para justificar a demora na devolução do vaivém do vizinho.
Cansado de tanto ser vítima das embromações
do vizinho "venha-a-nós-e-ao-vosso-reino-nada", o dono do serrote aguardou o próximo pedido de empréstimo do vaivém. E isso não demo-
rou a ocorrer.
Já no dia seguinte à última devolução do vaivém, novo pedido de empréstimo. Mas, desta vez, quem veio foi o filho do "vizinho-venha...."
O dono do vaivém, após dizer ao portador que
desta vez não poderia emprestar o serrote, mandou ao pai do portador
o seguinte bilhete :
"Se o vaivém fosse e viesse, o vaivém ia, mas como o vaivém
só vai e não vem, o vaivém não vai..."