Segredo e Cupido

Eu tinha um cumpadi quera doidim pela cumadi. Lias, a cumadi era uma belezura de tudo.

O cumpadi vivia encasquetado que tinha que cortejá a cumadi de quarquer jeito.

Era difícil de tudo, prucausa que a cumadi tinha muita amizade com a muié dele e ele se amoitava pramodi num se enrolá.

Teve um dia que a comadi foi fazê uma visita pra muié do meu cumpadi e ele, subino nas decisão, tomano um monte de corage, ficou esperano que a comadi fosse simbora pra modi oferecê ajuda pra ela vortar pra fazenda dela.

Ancim que a cumadi se adespediu da muié e foi saino, o cumpadi foi se chegano de mancim e nervoso de tudo, veno a chance de chegá na cumadi, ofereceu pra levá ela na charrete inté a fazenda. A cumadi de pronto aceitô.

Na charrete ele atrelou dois cavalo, Segredo e Cupido, e lá foro os dois pela estrada. O cumpadi, todo assanhado, cumeçô antão uma ladainha ancim:

- Vai Cupido, vai Segredo, quero cantaá a comadi, mas tenho medo! - e a moça quieta.

Andaro mais um tanto e lá veio o cumpadi:

- Vai Cupido, vai Segredo, quero cantá a comadi, mas tenho medo! - e a moça nada.

O cumpadi foi ficano injuriado e num conformava caquele silênço e chegano pertim da casa da cumadi, inda tentô mais ma veis:

- Vai Cupido, vai Segredo, quero cantá a cumadi, mas tenho medo! - e ela nada...

Chegano pertim da casa a moça falô:

- Compadre posso tocar essa parelha?

- Mas é craro! - ele respondeu, passano as rédia.

A cumadi pegou as rédia e mando vê:

- Vai Segredo, vai Cupido, se esse babaca tivesse cantado, já tinha comido!!!

Inté!