SEU DOTOR

Seu dotor,aperte a minha mão,agora quero um amigo,não uma receita fria de algum sábio das letras,sei que não vou resistir,por favor não se afaste,não estou doido,nem intoxicado.

Quero o amigo que não tive,a direção que não tomei.Não sei pedir perdão,não sei orar,só quero desabafar.Já não me resta muito tempo,ouça-me,se assente,deixe desta correria por um momento

,de-me um minuto de atenção!!!!

Seja meu confessor,meu pai,meu irmão mas não me deixe sozinho.

Não sinto dor,sinto não ter podido mudar tanta coisa ,a vida poderia ter sido diferente.

Bebi,bebi,fumei,noites de insônia,pra que?Hoje estou abandonado,só tenho o SR pra falar,que mal conheço,mas que olha com carinho e parece está orando por mim.

Seus olhos estaõ com lágrimas,nem meu parente é!!!

Parece o padre lá da minha infancia,na óstia consagrada,dos pequenos pecados da infancia.

O branco me confundiu,já naõ vejo direito.

Diga a Rosinha que me perdoe,ao Pedro meu filho que sempre o amei,mas turrudo nunca pude falar.....

Aos amigos do bar do Zeca,o meu até breve,pois logo vamos nos reencontrar.....

Estou lúcido,quero conversar..............

Ubirajara Cruz
Enviado por Ubirajara Cruz em 15/09/2008
Reeditado em 15/09/2008
Código do texto: T1178788
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