Alforria

Tempo... a Ti me reporto.

Onde estás que te escondes?

E na ânsia de respostas,

....escrevo-te.

Por mais que tente entender,

afastas-te de mim.

E cada segundo que passa,

leva-me contigo.

As vezes passas tão rápido,

que não consigo acompanhar-te.

Deixa- te ficar.

Assim, ao menos podemos conversar.

Atenho- me a detalhes que pareciam banais,

porém... não mais!

[ Silencio meu pensar]

Outrora pequena, contente da Vida,

vivia a sorrir.

Desenhava rostos no imaginário

tão somente para ser feliz!

Não acreditava no mal,

sequer na ausência fatal.

Desdenhava

...o que pudesse ser anormal.

Oh!

Caro Amigo Tempo.

Tenho- te ultimamente como algoz.

Acreditei em Ti.

E silenciosamente...

.... trouxeste-me realidades

que não busquei.

Foste rude?

Eu não sei.

Escrevo- te...

para dizer-te

que não corro mais atrás de Ti.

Meus passos, deixei-os lentos.

Meu Tempo sou eu quem o faço.

Podes correr na minha frente!

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Não pulo mais essas cerquinhas

para andar no mesmo passo que você!

Berta Novick
Enviado por Berta Novick em 18/03/2025
Código do texto: T8288627
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