Opressão

Estava tão acanhada, reprimida, triste

lia as próprias palavras com medo de ser punida

passava horas me autocriticando, nada era suficiente para inibir o constrangimento alheio.

Me mantive em silêncio, e as palavras me matavam, elas me entalavam a garganta

espantavam o sono, gritavam o tempo todo, "silêncio"!

Foi o autoprotesto social, que me obrigava a reconsiderar as próprias palavras.

Estava sendo, suprimida de mim mesma, enquanto eles gritavam abertamente

seus desejos e vontades, o meu lugar foi o cárcere, sem voz e sem qualquer direito de expressão,

estava exilada.

Esse isolamento, me fez questionar o propria existência, de alguém encarcerado, sem grito sem voz!

Hoje me renasce o livre arbítrio de escrever, sem medo do controle, da repreensão e da moral que me manteve oprimida.

Sempre defendi a liberdade, mas a que me foi tirada, nunca foi questionada,

pois me mantive em silêncio, o mesmo que me manteve vivo, distante de tudo e de todos.

O denfensor da igualdade, "oprimindo" o porta voz do direito de igualdade prendendo,

esse idealismo de bondade, é extremista, terrorista!

Mas afinal, o que é Justiça?

Valença Silral
Enviado por Valença Silral em 01/03/2025
Reeditado em 24/03/2025
Código do texto: T8275496
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