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Nem suas mãos posso apertar

Meu deus, mais que vontade de gritar. Nunca, absolutamente nunca tive ausência, senti estranhamento em ter que ter prudência; nunca neguei abraço, beijo e calor.
Hoje é assim, essência por essência, tudo é substância!
Não os vejo, não os engulo, não os faço sofrer... se desce um, se avanço mais três... gelada ou não, o que tenho é solidão. Eu lembro dos amigos, eu penso em meus colegas, quero meus inimigos. Mas a espuma, o copo-de-formato-de-cerveja é sempre o mesmo vácuo. Não, eu não posso! Não, eu não quero estar a sós com o meu blazer e a minha camisa social com suéter gola V.
Preciso da carne, anseio pelo Sim!
Meu pai, minha mãe (exceto meus avós paternos), não justificam o encontro do meu tédio com o fim.
Amigos, baby, nunca são o soro da felicidade. Pois sim. Mas, entretanto, dividem o tédio e confortam os mortos: meus átomos de espécie fria e finita. Um saco.

Kaio M Cardoso
Enviado por Kaio M Cardoso em 15/04/2020
Código do texto: T6917511
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kaio M Cardoso
Fortaleza - Ceará - Brasil, 21 anos
45 textos (907 leituras)
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Kaio M Cardoso