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Sobre o homem que eu mais amei...

É espantoso da minha parte escrever um verso a mais a quem estou escrevendo.
É quase motivo de falência, já que meu público não consegue mais digerir tantas músicas e poesias dedicadas a um só remetente.
Mas entendem, eu era uma mulher só.
Uma menina mulher.
Estava em algum lugar importante.
E fazia algo também importante quando ele entrou.
Abriu a porta cautelosamente e eu pude ouvir aquele ranger inconfundível.
Olhei para a minha esquerda e o vi.
Antes de descreve- lo meninas,  acho importante ressaltar que também já perdi o ar por homens fortes, com suas barbas penteadas e sei cabelo que não tinha um fio fora do lugar.
Claro que já olhei até espantada para alguns abdômens assustadoramente definidos.
Mas homem...
Daqueles que seguram o cabelo pra vomitar.
Que te dão a mão enquanto atravessa a rua, ou daqueles que te ligam cedinho pra você não perder a hora do trabalho?
Esses caras não precisam de atributos pra chamarem atenção dos olhos. O departamento deles é a alma!
Retomando, eu o vi ali. Vestido de super-herói. Ele sorriu, e ali, naquele exato instante, nos tornamos amigos. Seus olhos me confundiam com sua cor. Eles me lembram o mar!
Seus lábios rosados e carnudos. Seus extintos fios e suas mãos amigas... Que homem!
Nas madrugadas em que fazia frio na minha alma ele estava lá. Na tela mais próxima conversando e me fazendo ter novamente vontade de viver. Um dia ele disse que eu era uma incógnita, achei chique e percebi que já o amava. Mas não podia ser...
Até tentamos ficar longe mas havia algo em nós. Havia algo nas madrugadas. Havia algo nos nossos olhos e lábios que clamava por atenção!
Foi numa dessas madrugadas que seu universo todo ruiu em uma porta aberta e num segredo revelado.
Ele gritou. Ele chorou.
E depois disso se entregou ao sentimento que reprimia em seu peito.
Ele me roubou um beijo e me roubou de mim!
Naquele lugar minúsculo e secreto nos olhamos rapidamente e fugimos para nossas devidas vidas.
Falamos dos beijos pela madrugada e eu sorri.
Você deve estar se perguntando por onde andei até decidir escrever.
Eu naveguei pelos mares que citei. Eu desbravei as piores tempestades já vistas.
Quase me afoguei em algumas delas, admito, mas nunca desisti de navegar!
O amor deve ser isso: lutar para reviver os sonhos do outro coração.
E eu lutei. Ainda tenho muito o que lutar na verdade. E quem não tem? Não seria fácil demais encontrar o amor da sua vida e tudo se tornar simples?
É na dificuldade que se vê a cumplicidade e se lapida o sentimento.
 E virou ouro! Brilhando ao ponto de Qualquer um poder perceber.
No início ( pra ele até hoje, às vezes kkk) parecia que íamos nos beijar com os olhares e fazer amor com nossos sorrisos bobos.
Foi difícil.
Foram tantas idas e vindas que eu já sabia a estrada de côr.
Juramos o pra sempre tantas vezes... Mas o pra sempre é tempo demais!
E em um dia claro e quente ele partiu.
Dentro de mim fazia frio e meu coração estava dormente.
As noites eu passei em claro e os travesseiros estavam sempre molhados com meu pranto.
Em coração partido não se limita a dor e eu morri.
O tempo levou o fôlego e me ensinou guardar a dor no bolso e pegar a estrada.
A você que agora lê esse texto peço que entenda, ainda é uma história de amor!
E ao viver essa história entendi que os finais infelizes ainda são finais memoráveis. Dolorosos, assumo, porém memoráveis!
Ele partiu mas o amor ainda residiu no meu lar. E talvez, em algum tempo eu consiga vê-lo com outros olhos, dizem por aí que o amor se transforma.
E em algum momento nessa caminhada, em uma das paradas para respirar, talvez eu vislumbre outros olhos profundos e um coração para fazer morada, mas sem nunca esquecer que eu sou casa para mim mesma e que o amor antes de ser do outro é meu.
Ao homem que eu mais amei deixo minha saudade e as mais doces lembranças. Deixo minhas palavras ditas e os versos antes endereçados.
Ao amor que vivemos deixo um lugar quente em meu peito, um sorriso torto e uma lágrima de dor.
E então, sem mais delongas, é hora de partir.
Aos futuros amores, ainda serei inteira e intensa. Ainda roubarei sorrisos e sextas. Ainda farei poesias e cantarei canções.
O meu coração foi quebrado um dia, mas a minha alma não!
Aos amores que ainda terei, até logo!


Jhullie Silva
Enviado por Jhullie Silva em 20/12/2019
Código do texto: T6823135
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Jhullie Silva
Brasília de Minas - Minas Gerais - Brasil, 25 anos
105 textos (1602 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/08/20 18:31)
Jhullie Silva