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Carta á Morte

Se quiseres que me entregue em tuas seduções, prometa-me que livrará a mim das amarguras e penitencias dos arrependimentos, dos afazeres não acabados, dos lamentos sofridos pelos corações aos quais, saio deixando um vazio, tal como uma tempestade de neve que pairá até onde se perpetue minhas lembranças nas finas linhas do tempo. Assim vulgarmente peço que me livre de ver ou saber das festas, comemorações, algazarra, risadas ou aglomerado invejoso que cobice tal episodio fúnebre com tanta volúpia.
Peço te um acordo no qual se permanecera a compreensão da minha humanidade fadada ao teu encontro, mas também aguardo o eufemismo das misericórdias celestiais. Se a estrada for longa, após, a consciência lucida do desencarne também aguardo auxilio nas constelações luminosas e se possível paciência para com um pobre ser pecador e ignorante.
Recebo os votos que houver nas orações daqueles que me alegram ao coração, desaparto de todo feitio, coisa material, que houver dos costumes humanos desde então. Para quando fechar os olhos do corpo poder ver na lucidez dos olhos da alma. Com carinho desejo estar nas mãos daqueles que amo na hora da minha partida, sem nenhuma lagrima, mas sim confiança e compaixão. Agradeço com veemência a possibilidade de te mandar esta carta, pois, sei que meu tempo está no fim e estão me chamando.
Com carinho me despeço do mundo, mas sei que pude trabalhar até aonde a mim, foi possível e permitido, vou em paz, caminhando e seguindo as minhas jornadas. Paz e Felicidade é o que sinto, agora pode me levar, estou pronto, só me avisa alguns minutos antes para que dê tempo de vestir minha melhor roupa.
Ângelo Luz
Enviado por Ângelo Luz em 29/06/2019
Código do texto: T6684619
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Ângelo Luz
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 19 anos
7 textos (165 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/09/19 19:07)