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UM DIA ANTES DE MORRER

Parecia um dia comum, com tarefas e planejamentos.
No céu um tom azulado tão bonito que os pássaros cantavam enquanto sobrevoavam o jardim florido de Cecília.
Os cachorros esperavam a ração que seria servida após o banho das crianças.
Havia no entanto um ar de dúvida que paraiva diante da donzela mimada, superava as lágrimas com um silêncio nos lábios, mas o olhar gritava socorro.
Enquanto ligava o rádio para animar seu dia, toca o telefone.
Seu orgulho a impede de atender.
Passa um café bem forte e o aroma dança junto com a música nada empolgante.
O telefone insiste e Cecília finge-se de surda.
Seus sentimento de indignação é visível.
Ela se sente deprimida, mas os remédios já não fazem efeito.
Tropeça em um objeto caido, decide pegá-lo. Nota que é um caderno pedindo para ser escrito. Toma a decisão de escrever uma carta para Magoo, seu namorado que na realidade parece mais um ditador qud mal a ouve e isso lhe causa a depressão que lhe consome.
Com as mãos trêmulas procura uma caneta e a encontra do lado da foto que tiraram no parque de diversões.  Estavam sorrindo, pareciam felizes, porém a realidade era muito diferente das fotos.
Inicia a carta da seguunte forma :
Eu Cecília Maria de Carvalho Martins, declaro através destas linhas o meu desejo de acabar com essa tristeza que perdura a anos, sem êxito os exames e tratamentos,  sendo assim me vejo incapaz de sorrir hipocritamente diante dos parentes que cobravam a presença dos dois juntos em atividades sociais,  no entanto seu Namorado argumentava desculpas relutantes aos convites familiares.
O sorriso já não existia pois temia a traição que ele disfarçava elegantemente.
As lágrimas a acompanhavam diariamente, sempre no horário de dormir. Aliás sono era um privilégio dos Deuses em uma Terra de ateus, afinal de conta ela se afastara de tudo e de todos, sendo assim o sono não afagava suas noites, sabia que a solidão estava a sufocando.
Nestas linhas deixo meu último sussurro e um desiso de perdão às crianças, já que sou uma covarde para enfrentar os problemas da vida e ao mesmo tempo sou corajosa por enfrentar uma desconhecida chamada morte, temida por tantos, pela beleza de sua imponencia.
Deixo registrado o meu grito de socorro que não foi gritado e por isso não foi ouvido.
Apenas não me vejo nesse mundo onde tantos são falsos, hipócritas e egoistas.
Prefiro sumir já que não farei falta pela negatividade que me acompanha.
Ainda não tomei a decisão de qual seria a melhor forma de fazê-lo, mas assim será.
Não chorem por mim, afinal de contas o sorriso de vocês sempre foram melhores sem mim.
A D E U S.

E assim finalizava sua carta de despedida.
No dia seguinte seu namorado a abraçou e a vontade era morrer de amor...
CIDA MOURA
Enviado por CIDA MOURA em 27/05/2019
Código do texto: T6658197
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
CIDA MOURA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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CIDA MOURA