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||A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (28/10/2018)

Este foi o livro que eu carreguei segurando com firmeza enquanto caminhava em direção a urna de votação.
Eu (mesma) em pessoa e em cores do começo ao fim.]
Minha cabeça silenciosa em meio a multidão estava barulhenta demais diante do ruidoso silêncio de todas aquelas gentes.
O céu é purpura...
é vermelho ...
é vermelhidão...
A menina que roubava livros significa muito mais do que (até o mais próximo dos próximos consegue entender).
Embora a cor que eu ame seja o preto
o meu mundo é branco de(paz)mais para ser negro
neste dia a menina que roubava livros conseguia respirar em firmes passos em direção a urna de votação
silenciosamente lembrei de todas as dificuldades para as letras naqueles dias de chumbo.
dos jornais em pedaços e dos gibis encontrados no lixo.
dos livros que roubei pra eu ler enquanto era proibida de ler.
Não tem como esquecer.
A menina que roubava livros (sou eu).
Quando a morte conta uma história você deve parar ler.
De todos esses anos o dia de hoje não dá pra esquecer.
Quase não dá pra acreditar que aqueles dias desbotados que estavam na gaveta estavam ali na minha boca e eu quase consigo sentir um gosto de sangue...
Tive vontade de dizer qualquer coisa, mas contive meu impeto.
A menina que roubava livros é você agora...
Os seres humanos deste nosso tempo me assombram...
Serpente Angel
Enviado por Serpente Angel em 04/11/2018
Reeditado em 04/11/2018
Código do texto: T6494156
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Serpente Angel
Vernier - Geneva - Suíça
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Serpente Angel