segue o baile

E foi assim que deu-se.

Quando eu vi, já estava compartilhando com outro.

Já estava beijando outro, rindo com outro, abraçando outro, trocando olhares com outro, chorando na frente de outro, saindo com outro, transando com outro.

O seu sorriso era como meu guia. Fechava os meus olhos e via.

E agora? Há o sorriso de outro.

Depois que o destino separou nós dois, o seu sorriso ainda prevaleceu.

Só que aos poucos, bem aos poucos, ele foi se borrando.

E se borrava cada vez mais, à medida que o tempo passava.

Á medida que um te amo e um bom dia seu se tornava-se presente.

Um dia sem o seu “bom dia amor” era um dia sem graça, agora depois de tanto acostumar-me sem essa mensagem e com a sua ausência, é só mais um dia normal.

Quem eu quero enganar?

Posso enganar-me até eu mesma, mas se você, B, olhar em meus olhos saberá que nada mudou.

Nada.

Definitivamente, nada.

Eu sinto vontade de saber onde você está, se está bem, ou se já até encontrou um novo amor... provavelmente sim.

Você é rápido com as coisas, mesmo gostando de um certo alguém, deixa fluir com outrem.

Mas será que o nosso amor pode ser incluído com isso? Mas será?

Será que os meses que partilhamos juntos, foi- se tão ao buraco para ter sido só mais um.

Eu não acredito, por ser rude.

Não acredito que nós caímos nesse amor.

Nesse meio amor de século vinte e um

Que quando se finda é só mais um.