Cartas Pessoais - Amor nunca foi uma simples flor, nem um sentimento que nascesse longe do impossível
O ano era o mesmo em que deixei ódios e amores pela metade, sentimentos que por mais fortes que pudessem parecer, jamais seriam restaurados por completo. Ainda penso no amor, o amor que sempre esteve do outra lado da balança, contraponde-se ao ódio e sentimentos que equilibravam aquela bobagem de bem e mau. O amor que pode ser decidido em – Eros, Philos e Ágape. Três amores. O mesmo amor que leva nomes quando se está sentindo de verdade.
Amor nunca foi uma simples flor, nem um sentimento que nascesse longe do impossível. O amor provém daquele que sabe amar, assim como o pensamento epicurista que provém do corpo de Epícuro, as necessidades transformam-se em virtudes, transformam desejos em realidade, amores são necessidades, e virtudes o que recebemos em troca ao amarmos.
Penso que o amor pertence aos jardins de Epícuro e não á mitologia inventada por Platão, que mantém os homens no medo. Para nós. Platão nunca viria a ser um “mestre”, não aceitávamos muito do que se ensinava ou simplesmente no que se tinha por escrito, era como deixar de crer em Deuses – O ateísmo tranquilo sem alvoroço ou ódio declarado, somente deixamos de pensar como mitomaníacos cristãos.
Quando pensamos em fatos que marcam nossas vidas, queremos de um modo geral acreditar que somente fatos bons estarão gravados na memória, ou talvez somente fatos que são importantes de forma idiossincrática... Creio que fora isso que me levou a escrever aqui o que marcou a minha vida e a vida de cada um deles, Mauricio, Camila, Benjamin e Basílio. Durante muito tempo, acreditei que cada palavra pronunciada poderia ser escrita. Todo meu trabalho como escritor não era simplesmente criando uma nova vida. Uma história que pudesse ser aproveitada por qualquer um que pretendesse abrir meus livros.
Página 10 - Livro - Primeira Parte