CONSELHO DA GAZELA
Jura que não voltou pra ela, aquela fera, com voz de bela, de nome Hera? Lembra que a megera te deixou na espera da mortadela e tua fome era uma rodela? Agora, se diz donzela, abre fácil louca tramela, joga beijo pela janela, diz que é dela, somente dela, late isso feito cadela!
Vê agora se tu coopera, fecha o peito numa tela, se esmera...se esmera!
Porque senão isso mela, verás ali uma quimera, e tua alma que é tão singela, vai ser comida numa tigela, a meia luz, pela goela, dessa louca requenguela, falsa lágrima que congela e galopeia sem a cela.
Vire então nessa viela, pule a calçada amarela, limpe os pés na passarela, trava a tranca e a manivela, pra que não entre nem fivela; e a consciência na panela, não é carne, é o frio que gela...não dê trela! Tu nasceste aquarela, então porque ser berinjela?