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A ironia da inocente esperança
Publicado por: Paulo Keno Zhërus
Data: 14/09/2021
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
Voz e edição do próprio autor.


Texto

Ironia da inocente esperança

Que desesperador fosse outro sono pandêmico
Com conivência por silêncio e sonho anêmico
Desestabilizando as rosas, que murcharam,
Desvalidas quando brevemente feneceram.

Mas é vindo amar o sol outra vez, que
A petulância desinibida da ornada altivez,
Apondo às ganhas a gana de seus anjos risonhos,
Terna à certeza de suas esperanças em sonhos.

Apregoa-se alçar aos cimos e não obstar
Coroar o ser que ousar se alçar e obstinar
Enquanto forte for o som de seu diapasão,
Sê tom altivo em seu altar de elevação.

Que desesperador fosse outro garbo esbanjado
Outro caso chocado depois de embrutecido
Que não se chateiem em charcos de desesperanças
Se se pôde fincar no solo que somos de temperanças

Ternássemos certezas em manifestos de alma
Que da alva régia pluma desejais o sagrado
Imaginado como peste e defendido ressignificado
E que (des)orna o mundo depois de mal-ofendido.

Que acalentador fossem as mágoas que não encorpadas
Sonhos de esperanças não mais assim inibidos
Alçados no terreno onde partem pessimizados
Marginalizados conquanto diz-se concebidos.
Paulo Keno Zhërus
Enviado por Paulo Keno Zhërus em 23/08/2021
Reeditado em 23/08/2021
Código do texto: T7326935
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Keno Zhërus
Caraguatatuba - São Paulo - Brasil
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Paulo Keno Zhërus
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