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Walkiria

Você dormiu pela manhã,
A noite toda
E na aurora lá estava,
Lá fora,
Sempre amargurado
Em querer ver o sol nascer
Seu cabelo sem pentear,
Desarrumado
Mais um cigarro aceso,
Pelo isqueiro velho em sua mão tremula
Hálito fedorento,
Seus olhos haviam remelas
Então o sol,
Pelo jeito viu meia luz acesa...
Ou não.
Nem importa, volta,
Adentra a casa,
Joga a guimba,
acende outro
Se assenta no sofá,
Toma a garrafa,
e mais um gole,
e goles
E pega a pensar,
a se lamentar por aquela mulher,
Não lembra se era loira,
Se morena, alta ou pequena.
Seu cérebro cozido,
Agora lhe diz que é ela:
essa com asas,
 e que voa.
Cabelos verdes...
Ou toda verde
Como o gramado
Do quintal ao lado,
Do vizinho mesquinho
Que o odeia.

Ah, chá de erva cidreira, carqueja...
Café amargo ou pouco doce, geleias...
Bolo de cenoura até sorvete...
 Lembra que ela lhe trazia
Saudade, né!
Sei, sabe; o nome dela era Walkiria

Mas, a amante fada verde,
É obsessiva,
Lhe deixa inerte,
É ardilosa.
Ela quer exterminá-lo
Quem socorro pede é a alma tolhida

- Venha luz bonita, infinita
Venha me novamente Walkiria
 quebrar a estatua
Pela boca que se abre lamuriosa...
Claudemir Lima Poesias
Enviado por Claudemir Lima Poesias em 10/01/2019
Reeditado em 11/01/2019
Código do texto: T6547535
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Claudemir Lima Poesias
São Paulo - São Paulo - Brasil
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