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Rosh Hashaná - Ano Novo Judaico - Ano: 5778
Publicado por: JUDD MARRIOTT MENDES
Data: 27/09/2017
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
Rosh Hashaná - Ano Novo Judaico - Ano: 5778
Feliz ano Novo!
Que seja doce, Shalom Adonai.
O Ano Novo Judaico é o Dia do Julgamento, quando Deus determina o destino de cada um para o ano que se inicia. Parte principal do serviço de Rosh Hashaná é o toque do shofar que desperta as pessoas para o arrependimento. Judd

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Judd Marriott Mendes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Texto

Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, pois todas as coisas existem por meio da Sua palavra.



Rosh Hashaná – 5778 -  Feliz ano novo judaico,
...que seja doce.
Shalom Adonai -  A Paz do Senhor.




 
Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה , literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo judaico. Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico, sétimo mês no calendário bíblico e nono mês no calendário gregoriano.

Os judeus celebraram nesta quarta-feira em Israel e no resto do mundo o Ano Novo Judaico, o 5778 do calendário, com mel, maças e romãs, uma festa que, segundo a ortodoxia, festeja a criação de Adão e Eva, para os laicos ou religiosos.

A improbabilidade de que esse seja o número de sementes de cada fruto não impede que as romãs estejam nas mesas de todos que celebram o Ano Novo Judaico, seja laico ou religioso.

O Ano Novo Judaico, conhecido como Rosh Hashaná, é um dos feriados mais significativos dos judeus. Ao contrário das celebrações dos finais de ano convencionais, comemorados com muitas festas e queimas de fogos, esta passagem da mística judaica envolve uma profunda meditação sobre o passado, durante a qual se faz um balanço de tudo que passou no ano que ficou para trás, o que se concretizou, o que se deixou de realizar, como se agiu, de que forma se poderia ter atuado, entre várias outras questões existenciais. A partir daí, planeja-se um período melhor no futuro, as pessoas têm a chance de avaliar seus erros e se redimir de seus pecados diante de Deus.
Esta festa é realizada com refeições tradicionais em família, geralmente acompanhadas de maçã e mel. O termômetro para se avaliar a importância de um evento judaico, é a extensão do feriado dedicado a ele. Neste caso, o Rosh Hashaná é um dos dois Grandes Feriados do judaísmo. O outro é uma sequência deste, o Yom Kipur, que se inicia dez dias depois do Ano Novo Judaico. Juntos, eles tecem o que se conhece como a era dos Grandes Feriados.
De fato, o Rosh Hashaná abrange quatro eventos que se interconectam: o Ano Novo judaico, o dia do julgamento, o dia da lembrança e o dia do toque do shofar. Estes acontecimentos estão essencialmente ligados à criação do Homem, a qual, segundo o Talmud, teria se concretizado no primeiro dia do mês chamado de Tishrei. Assim, este evento marca o dia em que essa geração se processou, como se a cada ano se reciclasse este ato criador, oferecendo a todos a oportunidade de se renovar e de se purificar, conquistando assim um novo recomeço.
Assim que os judeus fugiram do Egito, o Criador transmitiu a Moshe Rabenu as leis que se referem ao princípio de cada mês, o qual normalmente ocorre simultaneamente ao nascer de cada nova lua. Desta forma, ao fim de um ciclo de 19 anos, os judeus acrescentam um mês a mais para contrabalançar o calendário lunar, mais curto. Aliás, o calendário da religião judaica, ao contrário do gregoriano adotado pelo Ocidente, foi estabelecido por Hillel II, em meados de 359, fundamentado não só no sol, mas também na lua.
Traduzindo, Rosh Hashaná significa ‘cabeça do ano’, uma referência à importância do cérebro para o Homem na estruturação de sua existência, mas ao contrário da tradição ocidental, ele não incide sobre o primeiro dia do ano judaico, portanto é mais representativo do que algo exato, preciso. É uma forma de oferecer a cada um o dia do julgamento, durante o qual o homem pode se decidir pela retificação de seus erros, por meio do arrependimento – teshuvah -, da oração – tfiloh – e da caridade – tzedakah. O judeu é valorizado em seu livre arbítrio, ele tem o poder da escolha que parte da consciência, detém o potencial de mergulhar em si mesmo e de perceber o que deve ser mudado. Ele então é ‘inscrito e selado no Livro da Vida’, saudação comum entre os judeus neste momento.
Os judeus acreditam que seus nomes são, neste período, registrados neste Livro da Vida. Aí entra a importância do Yom Kipur na seqüência, quando este Livro é selado. Enquanto este momento não chega, considera-se que o indivíduo está vivendo os dias de temor. O dia da lembrança marca a rememoração do quase sacrifício de Isaac, filho de Abraão, pelo próprio pai, a pedido do Senhor, ato de extrema subserviência a Deus, recordando assim a cada judeu a importância de servir ao Criador. O shofar é um instrumento de sopro construído com chifre de carneiro. O soar dele desperta na memória dos judeus o episódio de Isaac, traz à mente a lembrança de uma coroação e também comemora a criação da Humanidade, além de despertar os judeus para a presença de Deus em suas vidas.
Durante os banquetes realizados ao longo de duas noites, os judeus costumam submergir a Chalá, pão particularmente trançado, e pedaços de maçã em mel, representando assim suas expectativas quanto a um ano doce. Tudo que é então consumido, de frutas a vegetais, têm não só um sabor especial, mas também uma simbologia específica. Ao se comer cada alimento, faz-se antes um pedido. Alguns destes desejos estão de certa forma associados ao nome da comida, em hebraico.
 
As observâncias de Rosh Hashaná incluem acendimento de velas à noite, refeições festivas com doces durante a noite e o dia, serviços de prece que incluem o toque do shofar (chifre de carneiro) nas duas manhãs, e não fazer trabalho criativo.

 
 

A Torá refere-se a este dia como o Dia da Aclamação
(Yom Teruá Levítico 23:24).

Rosh Hashaná é também considerado o "dia do juízo" - quando Deus inscreve, em três livros, o destino dos justos, dos não tão justos e dos absolutamente ímpios, respectivamente. Os justos são imediatamente selados no livro da vida; aos não tão justos, são dados 10 dias para reparar e refletir sobre suas transgressões (até Yom Kippur); os ímpios, segundo o Talmud, "são riscados do livro da vida para sempre." Por essa razão, na primeira noite de Rosh Hashanah, após as preces vespertinas, é costume, entre os asquenazim e os hassidim, desejar L'shana tovah tikoteiv v'tichoteim (le'alter lechaim tovim u'leshalom), o que significa: "Que você seja (imediatamente) inscrito e selado (no livro da vida) para ter um bom ano (e uma vida boa e pacífica)"  Em muitos lugares, costuma-se dizer simplesmente a gut yoar ("um bom ano", em iídiche).
Já entre os sefardim, a saudação formal é Tizku leshanim rabbot ("que você mereça muitos anos"), à qual se responde ne'imot ve-tovot ("bons e agradáveis").

Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel.
O início de um período de instrospecção e meditação de dez dias (Yamim Noraim) que acaba no primeiro dia de Yom Kipur, um período no qual se crê que o Criador julga os homens, escrevendo-os no livro da vida ou não. Shana Tová é a saudação tradicional do Rosh Hashanah e significa "Bom ano" (em hebraico: שנה טובה). Alternativamente, usa-se Shana Tovah Umetukah, que significa "Um ano bom e doce"
(em hebraico: שנה טובה ומתוקה) e Ketiva ve-chatima tovah
("Que você seja inscrito e selado para um bom ano."
(em hebraico: כתיבה וחתימה טובה)
 
Nomes desta festividade:

Os nomes relativos às festividades judaicas têm origem normalmente na Torá (a instrução escrita na Bíblia), Torá oral (a instrução oralmente transmitida entre as gerações desde o recebimento da Torá até a época dos Tanaim culminando com a escrita da Mishná e do Talmud).

Shana Tova
Este nome é atribuído pela tradição rabínica ao dia da concepção do mundo. Portanto neste dia começa o novo ano judaico.
A primeira citação escrita deste nome está na Mishná no tratado de Rosh Hashaná. Lá cita-se que existem quatro começos de ano diferentes. O primeiro dia do mês de nissan marca o começo da contagem dos anos de reinado dos reis de Israel na Bíblia e o começo do ciclo das festividades judaicas de acordo com a Torá. O primeiro dia do mês de elul corresponde ao início do ano para assuntos ligados ao dízimo animal (quando era necessário dar aos sacerdotes 1/10 dos animais nascidos neste ano até aquela data). O primeiro dia do mês de Tishrei é o começo do ano para a contagem dos anos a partir da criação do mundo (de acordo com a tradição judaica), do ciclo de sete anos e do ciclo de 50 anos - segundo leis específicas da Torá. E o último dos começos de ano é o dia 15 do mês de shevat - o ano novo das árvores, quando se conta a idade das árvores e que se refere a leis da Torá sobre a proibição do consumo dos frutos de uma árvore até completados quatro anos desde a sua plantação na terra de Israel.

Yom Teruá (dia do toque do shofar )
Segundo a Torá, é o dia do toque de um instrumento conhecido como shofar, que possui um toque que é relacionado ao chorar de uma pessoa.
Geralmente o shofar é feito de chifre de carneiro, mas pode ser usado o chifre de qualquer animal kosher, exceto a vaca e o boi. A primeira citação deste nome está na Torá no livro de Bamidbar. O toque do shofar é um preceito da Torá de alta importância neste dia e é interpretado pelos sábios do Talmud como um sinal sonoro para incentivar o sentimento de arrependimento por atos errados que os membros da congregação possam ter cometido.

Yom Hadin (dia do juízo) 
De acordo com a tradição judaica Rosh Hashaná é o dia em que D'us julga todas as almas em relação ao próximo ano. O ano novo judaico é tomado como um dia de introspecção e reflexão sobre os atos passados no ano anterior, e de pedidos e rezas para o ano vindouro, ou seja, um dia de julgamento pessoal que cada um deve fazer de si mesmo.

Yom Hazikaron (dia da memória)
De acordo com a tradição judaica, neste dia são invocadas as recordações de nossos atos perante D'us para que Ele faça o nosso julgamento. E por isso uma parte da reza de mussaf de Rosh Hashaná (chamado zichronot: "lembrança") é dedicada à recordação de fatos bíblicos que têm como objetivo evocar a piedade divina durante o julgamento.
Este dia também é chamado na Torá de Yom Teruah (dia do som das trombetas) ou Zichron Teruá (dia da lembrança no nome de D'us)

 











 
 

 




Comidas especiais :

No jantar da véspera de Rosh Hashaná, costuma-se trazer à mesa comidas típicas como sinal para um ano novo bom e doce. Segundo a mística judaica da cabala, esses símbolos têm o poder de mudar o destino, mas, de acordo com linhas mais racionalistas, eles são símbolos que fazem nosso ponto de vista mudar com relação a fatos passados e futuros - a perspectiva que temos de um fato pode mudar o significado do que ele é para nós.
•    Chalá Redonda (o pão redondo)
•    Maçã com mel
•    Romã
•    Tâmara
•    Peixe
•    Cabeça de carneiro (ou de peixe)


 














Seder Rosh Hashaná 
- Uma Antiga Tradição Portuguesa -



Um seder é um jantar com uma ordem de comidas simbólicas. Os rabinos antigos criaram um seder para marcar o primeiro mês do calendário judaico e o início do ano litúrgico judeu, Pesach. Os judeus em Espanha e Portugal, na idade média, marcaram também o início de um ano novo com um seder. 
O seder tem lugar depois da escuridão, na primeira noite de Rosh ha Shaná.
O Seder começa com o Kiddush de Rosh ha Shaná. Usa-se a mesma melodia para o kidush das Três Festas Pesach, Shavuot e Sukot. Comemos challá redonda com mel em vez de sal.

Preces e louvores judaicos:

Barúch atá adonái, elohénu mélech ha-olám, boré pri hagáfen.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que crias o fruto da videira.
(No Shabát incluímos as palavras em parênteses. O texto seguinte é de acordo com a tradição asquenazita, comum nas sinagogas progressistas):


Barúch atá adonái, elohénu mélech ha-olám, ashér bachár bánu mikól am, veromemánu mikól lashón, vekidshánu bemitzvotáv. Vatitén lánu, adonái elohénu beahavá et iom (hashabát hasé veét iom) hasikarón hasé, iom (sikarón) teruá (beahavá) mikrá kodésch, sécher litziát mitzráim. Ki bánu bachárta, veotánu kidáshta mikól ha-amím, udvarchá emét vekaiám la-ád. Baruch atá adonaí, mélech al kol ha-áretz, mekadésh (hashabát we) Israel, veióm hasikarón.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos escolheste entre todos os povos, elevaste-nos acima de todas as línguas e nos santificaste com Teus mandamentos.  Adonai nosso Deus, Tu nos outorgaste com amor este dia (de Shabat e este dia) da recordação, Iom há Sikarón, Dia do toque do Shofar, de convocação santa (com amor), em comemoração do Êxodo do Egipto. Porque Tu nos escolheste e nos santificaste entre todos os povos e Tua palavra é verdadeira e permanece eterna. Bendito sejas Tu, o Eterno, Rei sobre toda a Terra, que santificas (o Shabat), Israel e o Dia da Recordação.


Barúch attá adonái, elohénu mélech ha‘olám, shehecheiánu vekie-mánu vehigi-ánu lasmán hasé.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos conservaste em vida e nos amparaste e nos trouxeste até ao dia de hoje.

 
Barúch atá adonái, elohénu mélech ha‘olám, hamotzí lechém min há-arétz.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que extrai o pão da terra.
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 Ao comer maçã mergulhada no mel, rezemos:
 
Iehí ratzón milfanécha, adonái elohénu, velohé avoténu, shetechadésh alénu shaná tová umetuká.

Que seja Sua vontade, o Eterno, o nosso Deus e Deus de nossos patriarcas e matriarcas, de renovar para nós um ano novo doce.


Barúch atá adonái, elohénu mélech ha’olám, boré pri haétz.

Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da árvore.
               Come se a maçã mergulhada no mel.
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 Ao comer romã, rezemos:



 Iehí ratzón milfanécha, adonái elohénu, velohé avoténu, sheirbú sechuioténu kerimón.

Que seja Sua vontade, o Eterno, o nosso Deus e Deus de nossos patriarcas e matriarcas, de tornar os nossos méritos tantos como sementes da romã.
*Comem-se caroços de romã. Pode também comer-se abóbora ou tâmara, ou outras comidas redondas com muitas sementes.
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 Ao comer cenouras, rezemos:

 Iehí ratzón milfanécha, adonái elohénu, velohé avoténu shetikrá ró-a gesár dinénu.

Que seja Sua vontade, o Eterno, o nosso Deus e Deus de nossos patriarcas e matriarcas, de rasgar a dureza do nosso decreto de julgamento.



Barúch atá adonái, elohénu mélech ha’olám, boré pri hadamá.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da terra.

Comem-se rodelas de cenoura. A forma redonda das rodelas lembra as moedas. Desejamos ter os meios para viver no próximo ano.
* Podem-se também comer outras frutas redondas da terra, por exemplo beterrabas ou alho-porro.
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 Ao comer peixe
(originalmente a cabeça de um peixe), rezemos:

 

Iehí ratzón milfanécha, adonái elohénu, velohé avoténu shenihié lerósh veló lesanáv.
Que seja sua vontade, o Eterno, o nosso Deus e Deus de nossos patriarcas e matriarcas, que sejamos a cabeça e não a cauda, que olhamos em frente e não para trás.

 
Barúch atá adonái, elohénu mélech ha’olám, shehakól nihjé bidvaró.
Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, pois todas as coisas existem por meio da Sua palavra.
*Come-se peixe. Depois segue-se o jantar.
 
 

Barúch atá adonái, elohénu mélech ha’olám,
shehakól nihjé bidvaró.  Shalom Adonai



Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, pois todas as coisas existem por meio da Sua palavra. 
Shalom Adonai


Que o Grande Arquiteto do Universo, te inscreva no livro
da vida. E nos dê uma belo ano de prosperidade,
paz, saúde e felicidade!

Shalom 
Judd M. Mendes.·.

 
 



 
JUDD MARRIOTT MENDES
Enviado por JUDD MARRIOTT MENDES em 27/09/2017
Reeditado em 27/09/2017
Código do texto: T6126620
Classificação de conteúdo: seguro

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