O CAMINHO DA VIDA

Falam as Escrituras de um caminho da vida, e precisamos saber a que ela refere-se e o que o mesmo significa, a fim de também entrarmos por ele.

Desde a antigüidade que ele é mencionado nas escrituras antigas, no pentatêuco, quando Deus, cumprindo a Sua promessa feita a Abraão, retirou os descendentes deste da terra do Egito, e constituiu a nação de Israel como povo Seu. Quando isso aconteceu, Deus mandou a Moisés que fizesse um pacto com a nação então recém criada, o que ocorreu em Horebe, em frente ao monte Sinai. Esse pacto feito com sangue de animais é o do qual fala o missivista da epístola aos Hebreus, que diz que o povo de Israel não permaneceu nele, e que Deus não atentou para eles. Hb. 8:9, ú. parte. E que consistia de mandamento carnal, e que foi abrogado por causa da sua fraqueza e inutilidade.

Esse primeiro pacto foi restrito ao povo de Israel e aos que a ele se agregaram quando da sua saída do Egito, e está narrado em Êxodo 24. O segundo foi feito após o amadurecimento da nação israelita, e incluía todos os que haviam sido agregados à nação de Israel nominal, como aqueles que viessem a se agregar a ela no futuro, quando fosse rompida e desfeita a parede de inimizade que existia entre os povos, o povo de Israel e o povo gentio. E desse pacto trata Moisés em Dt. 29:9-15. A partir de então, todo o que fosse agregado ao povo de Israel estaria sujeito às mesmas leis e mandamentos a que estava sujeito o que descendia de Abraão, e retirado do Egito.

Deus foi bem explicito nesse pacto quanto às condições requeridas por Ele, e das quais dependia a bênção ou a maldição enumeradas no capítulo 28 de Deuteronômio. E já não mais constava apenas no livro da lei de Moisés, mas já havia sido gravada nos seus corações, veja:

Porque este mandamento, que hoje vos ordeno, te não é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que nô-lo traga, e nô-lo faça ouvir, para que o façamos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós dalém do mar, para que nô-lo traga, e nô-lo faça ouvir, para que o façamos? Porque esta palavra está muito perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a fazeres. Dt. 30:11-14.

Depois, falando Deus por Jeremias, disse: E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte. Jr. 21:8. E desse caminho havia falado Deus por Moisés quando disse: Vê aqui, hoje te tenho proposto a vida e a morte, o bem e o mal. Dt. 30:15.

Vemos aí que o caminho da vida estava condicionado à guarda dos mandamentos do Senhor, e que é a própria vida.

Disse mais Moisés: Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua semente. Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e te achegando a Ele, pois Ele é a tua vida, e a longura dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar. Dt. 30:19 e 20.

O mandamento é o novo e vivo caminho do qual fala o missivista aos Hebreus. Hb. 10:20.

Assim, se queres entrar pela porta estreita, segue o caminho da vida, guarda os Mandamentos do Senhor. Pois Ele disse: Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos! Mt. 19:17, ú.parte.