Dizem que eram loucos, que erraram o compasso
Que dançavam sozinhos no ritmo do espaço.
Diziam que viam o que não existia
Falavam com sombras, ressuscitavam Marias.
Riam de Ariano e seu pavão misterioso
De Einstein, torcendo o tempo, tecendo
O relativo. Chamavam de loucos
Os que viam além - Raul, em seu rock
Cantando Gita, sóbrio como ninguém!
Foram esses loucos que nos deram o brilho
Que pintaram as cores no tom do impossível
Que viram no nada, o avesso do tudo!
A loucura é o berço do gênio inquieto
Do verbo concreto que já nasce imperfeito.
Se há sanidade, que seja em excesso...
Para crer no improvável e no impossível
Descobrir novos versos.
Que venham os loucos, que dancem
Sem medos... pois são eles, os "insanos"
Que mudam os enredos.