A costa do mar encosta no cotovelo de um lugar chamado João,
O selo do lugar dos beijos nossos
Onde o sol não consegue secar nossos lábios
Quando os pingos do céu caem sobre nós
Nossas vestes,
sim, secam
E também as folhas caídas do jardim de uma praça do nordeste
A lama volta a ser chão
De tão lépida que é a garoa
Sobre as falésias de João Pessoa
E se faz uma fumaça nos beijos nossos