ARTIGO – A pandemia da Covid-19 – 14.01.2021 (PRL)
 
ARTIGO – A pandemia da Covid-19 – 14.01.2021 (PRL)
 
 
Aproxima-se a data prevista pelo Ministério da Saúde, a fim de iniciar o ciclo de vacinação no nosso país contra a Covid-19 – 20.01.2021.

Pelo andar da carruagem, ou seja, do jeito que as coisas andam, talvez não haja autorização ao Butantan e Fiocruz para aproveitamento dos seus produtos, eis que ainda estão devendo de 20 a 30% de informações e/ou documentos necessários à aprovação de suas vacinas em caráter extraordinário e emergencial, segundo se deduz das notícias da mídia de hoje à tarde.

Na semana que passou, utilizando-se de todo o seu aparato estadual, constituído de autoridades da área da saúde, bem assim dirigentes do Butantan e outras pessoas de gabarito profissional, o Doutor Governador do Estado, João Dória, fez o país vibrar com a notícia de que a Coronovac tinha, com certeza, 78% de eficácia garantida, números que foram mudados recentemente para 50,38%, beirando o limite admitido pela OMS – Organização Mundial da Saúde, que seria de 50%.

A bem da verdade, referida entrevista coletiva mais parecia uma plêiade de propagandistas do fabricante do imunizante, o Instituto Butantan, organismo que pertence ao governo do Estado de São Paulo, esse gigante, que mais se confunde com outro país. Fundado pelo referido estado, desde 23.02.1901, merece a admiração de todos os nossos concidadãos e até mesmo de outas nacionalidades.

A propósito, o governador tem se mostrado um belo apresentador de televisão, porquanto abre e comanda todas as coletivas de sua equipe dirigente, porém não consta que tenha comparecido ao encontro no exato dia em que a decepção foi geral ante a população, quero dizer quando a eficácia caiu vertiginosamente em cerca de vinte e oito por cento.

Fácil é deduzir-se que essa autoridade estaria se utilizando da situação vexatória por que passa o povo brasileiro, mostrando-se nos mais distantes rincões do país, ao vivo e em cores, pelos meios de comunicação disponíveis, com vistas à disputa da presidência da república em 2022, mas não se sabe, ao certo, se esse enorme tempo de TV e rádio está sendo pago com verbas do erário estadual ou por patrocinadores ou mesmo se está sendo oferecido de modo gratuito pelos donos das empresas.

Ao que me consta, sem que possa afirmar com segurança, apanharam algumas declarações infelizes do mais alto mandatário do país, e passaram a taxá-lo de que seria um inimigo da vacinação, quando se sabe que verbas e mais recursos do governo federal têm sido disponibilizados e liberados para prefeitos e governadores, de modo geral. Que ele não tome a vacina, como já disse, tudo bem, mas carimbá-lo com essa rigidez demasiada é desinteressante, não se justifica nem mesmo para buscar votos daqueles que o elegeram em 2018.

A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – que é vinculada ao Ministério da Saúde, sendo uma Autarquia com regime especial, está muito pressionada para aprovar a vacina do Butantan, a Coronovac, num lobby extraordinariamente poderoso, nunca dantes visto em matéria de vacina por todo o nosso território. Veja-se que, consoante informações, o Brasil imuniza, segundo dizem, mais de 300 milhões de almas a cada ano, isso para os diversos sintomas e endemias que nos afligem. O de que tenho receio é o desvio de recursos por esse país afora, eis que a máquina pública estaria sendo conduzida desonestamente em alguns recantos de nossa nação.

Por arte dos diabos, é o que penso, a aeronave que iria à Índia buscar dois milhões de doses da vacina de Oxford, da AstraZeneca, lá produzida, cuja viagem estava programada para hoje, lamentavelmente não viajou, ficando para amanhã, em mais uma perda de tempo, não por nossa culpa, mas por problemas corriqueiros que ocorrem nos aeroportos de todo o mundo, especialmente nessa época de pandemia bastante perigosa.

Resta-nos aguardar essa tão valiosa carga que, a meu entender, deveria ser manipulada com ampla e total segurança das forças nacionais, a fim de evitar contratempos desagradáveis.

Fico por aqui. Mero ponto de vista, eis que não faço opinião pública e nem tenho a veleidade de querer fazê-la.

 
SilvaGusmão
Foto: I
nternet/Google
 
ansilgus
Enviado por ansilgus em 14/01/2021
Reeditado em 14/01/2021
Código do texto: T7159845
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