História do Rock

Os Sex Pistols explodem da Inglaterra para o mundo. Músicas excessivamente curtas (para contrastar com o Progressivo) e uma revolta contra tudo e contra todos. Jovens desajustados, vestidos de preto, com brincos e alfinetes espetados pelo corpo, carecas ou com tons berrantes nos cabelos. A cultura punk rompe a década fazendo moda. O rock se revitaliza. The Police, U2, Smiths, The Cure. Os anos 80 absorvem o punk do movimento punk e o rock (a exemplo do que acontecia com várias tendências musicais expande suas influências, transformando-se num caldeirão de sonoridades com resultados dos mais diversos. Desde a depressão "gótica" do Cure até a latinidade do Police. Aconteceu de tudo nos 80's e todo mundo mostrou um pouco de "coisa nova". Iron Maiden virou lenda. The Cult camuflou sua música e Metallica renovou o metal. Siouxie & The Banshees (ainda na ativa). The Bolshoi, e tanta coisa diferente, que acaba sendo impossível falar de todos.

Enquanto isso, o Brasil acorda para o rock e a herança deixada pelos Mutantes e Cia aparece através de uma geração talentosa. Surgem Barão Vermelho, Paralamas, Blitz, titãs, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, RPM, Lobão, Camisa de Vênus, Ira! Plebe Rude e muitos outros grupos buscando um rock com identidade nacional. Todo esse barulho é impulsionado, no início, pela rádio Fluminense FM e pelo Circo Voador, no Rio de Janeiro.

Em 1982 realiza-se o Rock in Rio e o Brasil entra definitivamente para o mapa do rock mundial. Estava consolidada no país uma cultura pop/Rock. Nos anos 90, a MTV chega ao país e com ela um enorme número de novas bandas e novas tendências. Do Funk Metal dos Red hot Chili Peppers ao Hardrock do Guns N' Roses, a juventude brasileira passou a acompanhar mais de perto as rápidas mudanças do rock mundial. O novo contato com o ídolo através também da imagem e da linguagem video-clipada, foi uma grande novidade para o mercado brasileiro, que reascendeu e foi capaz de produzir o Rock in Rio II. Mas tudo no mundo do rock andava meio devagar, até que...

Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden surgem detonando as audiências. O rock mais uma vez explode em agressividade através da fortíssima cena de Seattle, o mundo vê surgir um novo movimento roqueiro, o mais forte desde o punk do fim dos anos 70. O novo movimento fica conhecido como Grunge e é polêmico, adorado e odiado, como tudo o que é bom. A velha chama subversiva, própria do rock, é reacesa. No rosto do roqueiro surge um certo sorriso de alívio. É o fim do marasmo e da "mesmice" em que se encontravam os três acordes. Para quem pensou que o sonho havia acabado, o rock respondeu com toda a sua atitude.

Smasshinq Pumpkins, Gren Day, Oasis. As bandas "pós-Seattle" produzem grandes trabalhos e confirmam a renovação. O Rock, na plenitude da vida, mostra que está em forma e pronto para a eternidade. Pronto para produzir outros Pink Floyds, outros Rushes, outros Whos. Que venham os anos, os séculos, para serem consumidos pelas cordas distorcidas das guitarras. O Rock (o bom e velho Rock n'Roll) veio para ficar. E ele sabe disso enquanto é festejado por garotos que brincam nas garagens das tardes de domingo com latas de cerveja, levando um sonzinho e comemorando a grande trajetória do rock pelo mundo, fazendo emergir a criatividade musical entre as novas gerações da distorção e do Progressivo.