Autora de Harry Potter desabafa sobre ideologia woke

A escritora britânica J.K. Rowling publicou nesta quarta, 6, uma crítica contundente em seu perfil da rede social X, destacando como a ideologia de gênero impactou negativamente diversos aspectos sociais.

Segundo Rowling, esse movimento “minou a liberdade de expressão, a verdade científica, os direitos dos gays e a segurança, privacidade e dignidade de mulheres e meninas”.

A autora argumenta que a imposição da ideologia ocorreu de forma autoritária, “de cima para baixo, por políticos, instituições de saúde, acadêmicos, partes da mídia, celebridades e até pela polícia”, sem o apoio da maioria da população.

Ela acusa ativistas de promover violência contra quem discorda, destacando que “vidas foram arruinadas, empregos perdidos e pessoas discriminadas pelo crime de saber que o sexo é real e importa”.

A autora também questiona os beneficiários dessa dinâmica, afirmando que os maiores favorecidos têm sido homens, incluindo os que se identificam como mulheres trans. “Alguns ganharam acesso a espaços antes exclusivos para mulheres, enquanto outros se aproveitam do status de vítima para ameaçar e agredir mulheres”, disse.

Rowling aponta que as maiores vítimas foram mulheres e crianças, especialmente as mais vulneráveis, assim como pessoas gays que resistiram ao movimento. Para ela, “o movimento impactou a sociedade de forma desastrosa”, e alerta que o tempo revelará a extensão dos danos causados.

“Essa ideia de ‘por que você se importa com uma fração minúscula da população?’ é, e sempre foi, completamente ridícula.

A ideologia de gênero minou a liberdade de expressão, a verdade científica, os direitos dos gays e a segurança, privacidade e dignidade de mulheres e meninas. Também causou danos físicos irreparáveis a crianças vulneráveis.

Ninguém votou nisso, a vasta maioria das pessoas discorda, mas ainda assim foi imposto de cima para baixo por políticos, órgãos de saúde, acadêmicos, partes da mídia, celebridades e até pela polícia. Seus ativistas ameaçaram e cometeram atos de violência contra aqueles que ousaram se opor. Pessoas foram difamadas e discriminadas por questioná-la. Empregos foram perdidos e vidas arruinadas, tudo pelo ‘crime’ de saber que o sexo é real e importa.

Quando a poeira baixar, ficará mais do que evidente que isso nunca foi sobre uma suposta minoria vulnerável, apesar do fato de algumas pessoas realmente vulneráveis terem sido prejudicadas. As dinâmicas de poder que sustentam nossa sociedade foram reforçadas, não desmontadas. As vozes mais influentes durante todo esse fiasco vieram de pessoas protegidas das consequências por sua riqueza e/ou status.

Elas não correm o risco de acabar presas em uma cela com um estuprador de 1,90 metro que agora se chama Dolores. Não precisam de centros públicos de atendimento a vítimas de estupro, nem frequentam os provadores de lojas populares. Elas sorriem em sofás de programas de TV enquanto falam sobre aqueles ‘horríveis extremistas de direita’ que não querem pênis balançando nos chuveiros das meninas, seguras de que suas piscinas particulares continuam sendo os refúgios seguros de sempre.

Os maiores beneficiados pela ideologia de identidade de gênero foram homens, tanto os que se identificam como trans quanto os que não. Alguns foram recompensados por seu fetiche de vestir roupas femininas com acesso a todos os espaços antes reservados às mulheres. Outros transformaram seu conveniente novo status de vítima em uma desculpa para ameaçar, agredir e assediar mulheres.

Homens de esquerda que não se identificam como trans encontraram uma plataforma magnífica para exibir suas credenciais progressistas, zombando das necessidades de mulheres e meninas, enquanto se dão tapinhas nas costas por ceder direitos que não são deles.

As verdadeiras vítimas desse caos foram mulheres e crianças, especialmente as mais vulneráveis, além de pessoas gays que resistiram ao movimento e pagaram um preço horrível, e pessoas comuns que trabalham em ambientes onde um pronome errado pode levar à humilhação pública ou à demissão.

Não me digam que isso é sobre uma minoria vulnerável. Esse movimento impactou a sociedade de formas desastrosas, e se você tiver um pouco de juízo, estará silenciosamente apagando cada traço de mantras ativistas, ataques ad hominem, falsas equivalências e argumentos circulares de suas redes sociais, porque o dia está se aproximando em que você vai querer fingir que sempre viu através dessa loucura e nunca acreditou nela por um segundo sequer.“

Quem é J.K. Rowling

Joanne Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, é uma escritora britânica mundialmente conhecida pela série de livros Harry Potter. Uma das autoras mais bem-sucedidas da história, sua obra influenciou gerações. Nos últimos anos, se envolveu em debates públicos, especialmente sobre questões de gênero e a defesa das mulheres.

Alexandre Borges