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REINO DE DEUS – INTRODUÇÃO

Somos, à nível de Ocidente, orientados majoritariamente pelas lições do Cristo, nas formulações do Novo Testamento que se encontra dentro da Bíblia, composta também pelo Velho Testamento. São ao todo 66 livros organizados da seguinte forma:
Velho Testamento: Pentateuco (5), Históricos (12), Poéticos (5) e Proféticos (17); Novo Testamento: Evangelhos (4), Atos dos Apóstolos (1), Cartas (21) e Apocalipse (1).
Dentro dos 4 livros dos Evangelhos, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João, estão citados a vida e o ministério de Jesus Cristo. Dentro do Seu ministério encontramos as citações do Reino de Deus, objeto do nosso evento, que são:
Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:33).
Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos céus. (Mateus 19:14).
Não temas, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino. (Lucas 12:32).
Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus. (Mateus 4:17).
Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. (João 3:3).
E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus. (Lucas 10:9).
E dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. (Marcos 1:15).
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. (Mateus 5:10).
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. (João 3:5).
E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. (Mateus 16:19).
Observamos a prioridade que o Cristo dá a este Reino: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”. Nas suas parábolas educativas explicava que nada tem maior valor e importância: O Reino dos Céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos Céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos Céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. (Mateus 13:44-48).
Estas parábolas mostram que este Reino de Deus parte de uma consciência sintonizada com a verdade que o Cristo ensinava, e quando isso acontece a pessoa percebe que está frente a um tesouro pelo qual merece trocar tudo que tem por sua posse. É um valor abstrato, uma posse interior pelo qual merece ser feita uma reforma íntima, trocar e retirar de dentro de suas intenções, do coração, tudo que seja incompatível com esse tesouro, pois essa é uma condição indispensável para a sua posse.
Este é o Reino que deve existir dentro do nosso mundo íntimo para que possamos ser considerados como cidadãos do Reino de Deus, governados pelo próprio Deus, seguindo Suas leis, cumprindo Sua vontade.
Acontece que nós vivemos em sociedade, em relações uns com os outros; somos seres sociais, constituindo famílias e coletividades cada vez mais sofisticadas, com diversas interpretações filosóficas para a condução da vida. Por falta de compreensão da existência de Deus, a força sublime que do caos origina a ordem, a sabedoria suprema do Universo, são feitas ações contrárias às leis de Deus e por isso se observa o predomínio do mal, da mentira, das iniquidades em todo o planeta.
Os cidadãos do Reino de Deus têm a obrigação de levar a verdade, nos processos caritativos, educacionais; tanto a justiça exemplificada pelo Arcanjo Miguel, para a correção do mal praticado, quanto a misericórdia exemplificada pelo Mestre Jesus para aqueles arrependidos dos erros. Passa a ser nossa tarefa contribuir para a formação do Reino de Deus no exterior, ao nosso redor, eliminando a ignorância, revelando a verdade, instruindo sobre o Amor como a maior força do Universo, a essência do Criador.
Assim, podemos definir o Reino de Deus em quatro elementos: 1) o próprio governante, Deus, a sabedoria suprema do universo; 2) o reino sobre o qual o governante reina, o mundo íntimo e/ou o mundo externo; 3) sentimentos com relação ao mundo íntimo, e pessoas com relação ao mundo externo; e 4) um sistema de leis e de governo para administrar o reino, tanto no mundo íntimo quanto no mundo externo.
Dessa forma, a terminologia “Reino de Deus” deve se referir a um governo de Deus que já existe na intimidade de muitas pessoas e que deve ser ampliado para o mundo externo, criando a família universal, atingindo todo os países, contribuindo também para a evolução planetária, tendo o Brasil como a Pátria do Evangelho, devido a sua maioridade cristã, de grande responsabilidade neste projeto.
Nós, cristãos, aqui reunidos, convidados pelo espírito universitário de busca da verdade, considerando a autoridade moral do Mestre Jesus, propomos a reflexão do quanto evoluímos no aspecto científico, tecnológico e ideológico e o quanto devemos agir nas questões éticas e morais para a construção desse Reino.
Sióstio de Lapa
Enviado por Sióstio de Lapa em 03/10/2019
Código do texto: T6760153
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Sióstio de Lapa
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 67 anos
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