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A POLÍTICA HIGIENISTA DO RJ CHEIRA A EUGENIA.

          A POLÍTICA HIGIENISTA DO RJ CHEIRA A EUGENIA.

     Por VALÉRIA GUERRA REITER

    Francis Galton, criou o termo eugenia em 1883, o primo de Charles Darwin, parece ter confundido alhos com bugalhos; quando concluiu que para pertencer a “nação do futuro” o indivíduo necessitaria pertencer a etnia branca.

   O processo de eugenia foi importado pelo Brasil, e médicos, engenheiros e jornalistas entenderam que a nova ciência seria a solução para o país verde e amarelo.
 
  A elite nacional do início do século XX, achava que a maioria das epidemias que assolavam o país advinham dos negros recém-libertos em 1888.

   No Rio de Janeiro, por exemplo, os cortiços e casas do Rio Antigo, foram removidas por esta ideologia de forma literal; e seus habitantes em sua maioria ex escravos , foram expulsos para dar início as primeiras favelas, sendo despachados para os morros da futura   cidade que nasceria remodelada, em nome do progresso.

   Higienizar, segregar, excluir, depopular, termos que se traduzem em um método que beira à eugenia.

 Chegamos em 2019 e homens e mulheres das zonas pobres do estado do Rio; como a Vila Kenedy, por exemplo, são alvos desta nova forma  metodológica. Na última terça-feira um pedreiro tombou vitimado por balas de fuzil.

  José Pio Baía Junior, 45 anos, estava terminando uma laje quando foi atingido mortalmente.

 Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a atual secretária de Desenvolvimento Social e Esporte não deseja pessoas miseráveis ocupando os lugares públicos. Em entrevista à Folha de São Paulo, a vereadora do MDB, licenciada para assumir a pasta da Secretaria declarou: Morador de rua não tem o direito de ter cadeira, cama, mesa , banho, tudo na rua.

   É paradoxal tal notícia e nos remete  ao livro Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdã, especialmente no trecho que diz: Um homem que discorda de si mesmo, poderá, acaso, concordar com outro?

   "Atirar na cabecinha", é a palavra de ordem que vem sendo disseminada por uma Casa Grande que nunca deixou de existir e que agora chicoteia a Senzala descolorida e desmotivada (pela desfaçatez) de um regime policialesco capitaneado por uma tirania que assumiu um protagonismo sórdido na Cena fluminense, e carioca.
 
    E a antiga eugenia que teve adeptos (pasmem) como o idolatrado Monteio Lobato - faz parte de um projeto de poder, que ficou apenas adormecido, e hoje parece estar despertando com o objetivo de torturar, segregar e matar os sonhos e as mentes de um povo.

  A política da eugenia, ou a política dos bem-nascidos está em voga, e deseja se proliferar - as chances favorecem, já que o microambiente   se tornou propício a tal bactéria: que só se duplica em substratos nazifascistas.

#BRASILLIVRE


 
   

   




   
Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 07/09/2019
Reeditado em 07/09/2019
Código do texto: T6739529
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Valéria Guerra
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