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RESPOSTA

Através de uma pesquisa empírica  percebi houve um consenso quanto  ao fuzilamento de Willian Augusto da Silva, de vinte anos. Não estou aqui para defender nenhum ato de violência contra o  cidadão de bem, contra pessoas cansadas e assustadas  com nossa violência cotidiana. O ato de Willian Augusto da Silva foi motivo dos holofotes não só a nível nacional quanto internacional, pelo menos no exterior teve repercussão. Contudo, o que me admira é justamente uma sociedade , uma grande maioria, suporta ser massacrada por uma impetuosidade todos os dias, e fechar os olhos para essa realidade de terror e ficar embasbacada por uma espetacularização de algumas horas e esquecer por completo o real drama em que vive.
A morte de Willian Augusto da Silva foi comemorada como um frenesi pelas pessoas que ali estavam e principalmente pelo espectadores televisivos. O que Willian demonstrava ser uma pessoa desnorteada que não levou na prática nenhum perigo real aos "reféns" , uma pessoa que todo instante queria falar com os passageiros, que deixou todos de  posse dos seus celulares para se comunicarem com seus parentes, amigos, não foi agressivo.
O show mostrado  pelas redes de televisão  mostrou  como sempre as vaidades tanto dos protagonistas, quanto, já era esperado do senhor governador do Rio de Janeiro.O excelentíssimo governador promoveu uma exibição patética ao sair do helicóptero com sua dancinha particular. Para completar, condecorou e promoveu os envolvidos na ação do assassinato. Esse governador é uma comédia.
Observemos uma estatística do ano passado, 2018, entre fevereiro e agosto teve 4038 pessoas mortes violentas. Vejamos outra situação. "Em todas as regiões do Brasil, grupos criminosos são organizados dentro de uma lógica geográfica em que bandidos ocupam  espaços. No entanto, o Rio de Janeiro é o único estado em que a polícia precisa de caverões (veículos  blindados) para entrar nos territórios onde o tráfico está presente. São áreas realmente controladas pelo poder paralelo (...)
Enquanto pesquisas mostram que no Distrito Federal 80% da população confiam na polícia, esse indicador no Rio, raramente passa de 15% (...)" (Gazeta Online ).
Pois é, uma violência que  não tem parâmetros em muitos países no mundo, me vem admiradores midiáticos arrotando arrogância diante do ocorrido no ônibus Galo Branco. Enquanto a sociedade jorra sangue a olhos vistos , chamo isso de hipocrisia.
A dancinha do Senhor governador deveria realmente ser comemorada se toda essa iracúndia fosse pelo menos reduzida e que tantas vidas fossem poupadas, que o Rio de Janeiro fosse noticiado diariamente não por suas tragédias humanas, mas por sua beleza exuberante de suas paisagens, pelo seu povo tão cheio de vitalidade de alegria que demonstra ser.
inclemente
Enviado por inclemente em 21/08/2019
Código do texto: T6725898
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Sobre o autor
inclemente
Salvador - Bahia - Brasil, 60 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/09/19 11:30)