Habilidades psicossociais. Por Meraldo Zisman

As habilidades psicossociais dizem respeito às influências psicológicas e sociais em áreas como cultura, política, diplomacia e economia, no contexto do bem-estar entre as nações. Embora não constituam um conjunto formal, essas competências desempenham um papel vital em impedir guerras.

A palavra “Psychosocial” em inglês refere-se a questões que envolvem tanto aspectos psicológicos quanto sociais, descrevendo a interação entre o estado mental das pessoas envolvidas e os fatores sociais em situações e intervenções. Intervenções são ações ou medidas planejadas e executadas visando resolver problemas, melhorar situações ou alcançar resultados desejados em diversos campos, e devem visar o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da população de um país.

Particularmente, as intervenções diplomáticas visam evitar conflitos militares e promover a paz por meio de protocolos culturais que garantem o respeito mútuo, evitando o choque com a cultura de outro povo. A falência da diplomacia leva à guerra.

Feita essa introdução, posso agora citar as missivas entre Sigmund Freud a Albert Einstein em que discutiam: “Por que a Guerra?”. Não existe registro de um encontro entre Sigmund Freud e Albert Einstein para discutir as causas da guerra. No entanto, tanto Freud quanto Einstein eram figuras proeminentes em suas respectivas áreas e expressaram opiniões sobre temas relacionados à guerra e à paz em diferentes contextos.

Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, se preocupava com a natureza humana e as causas dos conflitos. Ele escreveu sobre a agressão inata e os impulsos destrutivos da psique humana, mas não se envolveu diretamente em discussões sobre política ou as causas específicas de guerras. Albert Einstein, um renomado físico, era um defensor ativo da paz. Ele escreveu cartas e artigos sobre a importância de evitar a guerra e a necessidade do controle internacional de armas nucleares. Einstein também estava envolvido no movimento pacifista e era membro do Comitê de Emergência dos Cientistas Atômicos. Ele estava preocupado com o uso de armas nucleares e suas implicações para a humanidade.

As contribuições de Freud e Einstein para o entendimento da natureza humana, da psicologia e da física, bem como suas perspectivas sobre a paz, são amplamente reconhecidas, mas eles eram figuras separadas e distintas em suas áreas de atuação, o que os levava a caminhos diferentes na análise da guerra. No contexto da era da informática e da inteligência artificial, os avanços tecnológicos podem tornar a comunicação mais ágil e prevenir conflitos entre nações. No entanto, a tecnologia não garante a paz, pois pode ser usada de maneira inadequada, como em ataques cibernéticos.

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Diferenças ideológicas, políticas e disputas por recursos naturais continuam sendo as principais fontes de conflito. Além disso, decisões políticas são influenciadas por fatores humanos, como a irracionalidade e o orgulho nacional. Dessa forma, apesar de a tecnologia ser benéfica, a paz requer esforços diplomáticos, a solução de conflitos e a cooperação internacional, além do uso responsável da tecnologia.

A tecnologia de ponta, embora hoje amplamente utilizada, nem sempre esteve alinhada com as forças armadas. Até o século XIX, as guerras eram mais resultado de mudanças organizacionais do que de inovações tecnológicas. Um exemplo disso é a descoberta da pólvora pelos chineses, que, surpreendentemente, não a consideraram inicialmente como um recurso militar. Como resultado, passaram-se mais de 600 anos para que ela fosse usada em canhões. E assim continua inexoravelmente a marcha da “Humanidade”.