CRUZ VERMELHA
O nome 'Cruz Vermelha' surgiu no distante ano de 1908, pelo olhar cuidadoso de Oswaldo Cruz, um dos precursores da medicina no Brasil. A ideia partiu da construção de um grande hospital/ambulatório, que pudesse atender pessoas vítimas de ataques e/ou correndo risco de vida.
A experiência falava por si. Socorristas treinados para receber pacientes feridos, carecendo de ajuda rápida e, sobretudo, tratamento contínuo. Ofereceu pronto atendimento a soldados que regressavam da guerra. Tinha curativo, limpeza de ferimentos, cirurgia para retirada de balas e resto de pólvora, além de internamentos (leitos). Possuía a chamada “pharmacia” e kit primeiros socorros: remédios, xaropes, antídotos, pomadas, cremes 'tira dor' e soros.
Nesse período, o jovem Crescêncio Silveira, recém formado na Saúde, caetiteense de nascimento, serviu Banco de Sangue em plena guerra do Paraguai. Foi um dos poucos, senão o único profissional baiano, designado pelo governo, para fazer parte da honrosa missão. Existiu, naturalmente, outros 'super heróis' que salvaram vidas humanas. Horas e horas sem dormirem, trocando de turno com colegas, dando início ao quadro 'plantonistas'. Importa lembrar que o país, naquela época, dispunha de número reduzido de médicos e agentes/enfermeiros.
Rede hospitalar de forte presença nos momentos de calamidade pública, como combate à doenças perigosas: rubéola, gripe espanhola e tuberculose. A Cruz Vermelha, de modo particular, torna-se referência no Brasil.
Thiago Valeriano Braga