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DA MEDICINA À CHACINA

ENTRE A MEDICINA E A CHACINA
Não estudei medicina, mas observo bem. Nosso saudoso médico, o da família, Doutor Carlos Martinez, só de olhar para a pessoa, já sabia o que se passava com ela. Pelo aspecto físico, pela textura da pele, pelos olhos, pelos cabelos, se havia alguma glândula saliente já visível, se havia sudorese. Isso de cara. Uma vez, minha irmã, entrando em seu consultório, ele já falou com espanto:"Nossa, mais que faringite, hein?!" Ainda por cima era vidente, ele não dizia, mas muitas vezes doença é somatização de problemas e ele já sabia quais eram os de qualquer pessoa que examinava.
Minha mãe, com cinco filhos, também já dignosticava de pronto e tratava, com maestria de nós todos, logicamente, nos levava ao médico, ou ele vinha em casa.
O caso da chacina de Las Vegas, fez-me pensar. Se um homem é um colecionador de armas e um jogador compulsivo, tudo indicava que isso pudesse acontecer. Por que então os amigos e familiares não olharam por ele? Às vezes tudo é tão óbvio e as pessoas não sabem enxergar?!
Aquele piloto que se suicidou em pleno voo e levou também centenas de passageiros consigo?!
Outra coisa, antidepressivos, remédios para dormir, acalmar, tudo isso é paliativo. Porque "problemas de cabeça", problemas no raciocínio, são quase sempre consequências de mau funcionamento de algum outro órgão. O organismo trabalha em sinergia, se houver falha, ataca outros órgãos e evidentemente o cérebro; ou de traumas sofridos.
Lembro do caso de uma menina de uns oito anos, que era normal, mas, do nada, começava a gritar histericamente. Tentaram de tudo: calmantes, pais de santo, remédios controlados, centro espírita, exorcismo. E nada. Até, alguém se prontificar e a encaminhar para um grande neurologista. O caso foi diagnosticado por ele e por uma equipe: problema na tireoide. Pronto, acabou tudo. E a menina passou a ter vida normal.
Muitas mulheres, levadas até a sessões de exorcismo, tinham apenas problemas hormonais, ou menopausa. Porém, não descarto a possibilidade do "maligno" ( que classifico como energia ruim) aproximar-se pela fragilidade do corpo e consequentemente mental das pessoas.
Em casos extremos, a família e os amigos devem ser "cruéis" com a pessoa que está precisando de ajuda. Como o cara da chacina viciado em jogos, como qualquer viciado em drogas ou ideias fixas. Se não houver controle, acontecem tragédias como a de Las Vegas, ou morte por overdose, ou assassinato.
VICTORIAH
Enviado por VICTORIAH em 05/10/2017
Reeditado em 05/10/2017
Código do texto: T6133626
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
VICTORIAH
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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