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Sou uma inútil que escolheu servir,
Me alistei pro exército do céu e me ocupei com as coisas daqui.
Me preocupei com o café  da manhã, almoço, lanche e jantar.
Mas esqueci de sair do arraial,  pra buscar o maná.

Preenchi o vazio com entretenimento:
Coisas daqui, vazias de conhecimento.
Fiz do meu tempo moeda de troca,
Fiz festas quando deveria me quebrantar, 
Fugi da comemoração quando deveria festejar.

Me escondi de mim mesma,
Protegi meus pecados, não os expus.
Mergulhei em mim e me perdi.
Não olhei pra Ti: sucumbi.

Com passos trôpegos caminhei,
Sem destino me vi. 
Uma inútil, fugindo de servir.
"Onde serviria eu", questionava em meu coração. 
"Não precisam de você", respondia pra mim mesma.

Até que sem perceber,
Meu coração se tornou frio como gelo,
Duro como pedra,
Escuro como carvão, 
Me perdi na escuridão...

Senhor, lança sobre mim a Tua luz.
Salva-me de mim mesma.
Me ajuda a ser pra Ti alguém que possas usar.
Que ame a Ti, antes de a si mesma amar.
Que busque a Ti como alguém que quer encontrar.
Alguém que mergulha em Ti sem medo de afogar.

Por lugares celestiais desejo caminhar. Caminhe comigo por aqui, até que nos encontremos por lá.
Leve-me pra Ti, pois só assim, posso me achar.
Abra a Porta e Fernanda Martins
Enviado por Abra a Porta em 27/07/2020
Código do texto: T7018339
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Abra a Porta
Curitiba - Paraná - Brasil, 28 anos
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Abra a Porta