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Jesus Salvador: "Salmos 145: síntese da messianidade de Jesus como Salvador ( = Is 35, 1-10; Tg 5, 7-10; Mt 11, 2-11)

La fuerza más fuerte de todas.. Es un corazón Inocente.
Victor Hugo

Somos sim obras-primas de Deus. É verdade porque Deus se importa conosco desde antes da fundação do mundo, da natureza... Ele enviou seu Filho nascido de uma Mulher na Plenitude dos tempos ... Gal 4,4

Ave Maria em Latim - Cantado
https://www.youtube.com/watch?v=JWjWf7-fndM

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Recebi agora a sua auspiciosa mensagem natalina. Vinda de um coração bom e cristão, não há alegria maior. Deus contigo esteja onde estiver. Veja o bem a cada dia. Não deixa a poeira dominar seu coração como se manchasse o lenço de suor depois de um dia exaustivo. Deus nos fez para mais e melhor. Somos do Céu: lá é o nosso lugar. Aqui é uma escada para lá chegar. Senhor de nós se fez parceiro desta existência para nos dar o gosto e gostinho do Céu. As moradas celestiais nos aguardam do material que enviarmos: as casas teremos de triunfo, troféu, prêmio pelo bem e as sofrências sentidas, sem nos derrotarmos na lide cotidiana.

J B Pereira


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INTRODUÇÃO

Vamos refletir o salmo abaixo e fazer as intertextualidades necessárias para demonstrar a conexão do antigo com o Novo Testamento no que diz respeito ao Jesus e seu anúncio ou Kerigma.

J B Pereira

Antífona de entrada: Filipenses 4, 4-5
 "Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto."

A segunda parte do salmo 145, dos versículos de 6 até 10, evidencia a messianidade de Jesus como nosso Salvador: fiel a Deus, sua ação salvífica atinge a todos em especial como no profetismo bíblico e davídico: a opção radical com e para com e pelos pobres de Javé: o oprimido ou injustiçado, a viúva, o órfão e o estrangeiro.
Jesus como o Salvador é fiel ao profetismo bíblico. Veio ser fiel às Escrituras conforme as os sinais messiânicos já vislumbrados por Is 35, 1-10; Tg 5, 7-10 e Mt 11, 2-11.

J B Pereira
Salmos, 145 - Bíblia Católica Online

"1. Aleluia. Louva, ó minha alma, o Senhor! * 2.Louvarei o Senhor por toda a vida. Salmodiarei o meu Deus enquanto existir. 3.Não coloqueis nos poderosos a vossa confiança, são apenas homens nos quais não há salvação. 4.Quando se lhe for o espírito, ele voltará ao pó, e todos os seus projetos se desvanecerão de uma só vez. 5.Feliz aquele que tem por protetor o Deus de Jacó, que põe sua esperança no Senhor, seu Deus.

6. É esse o Deus que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; que é eternamente fiel à sua palavra, 7.que faz justiça aos oprimidos, e dá pão aos que têm fome. O Senhor livra os cativos; 8.o Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor ergue os abatidos; o Senhor ama os justos. 9.O Senhor protege os peregrinos, ampara o órfão e a viúva; mas entrava os desígnios dos pecadores. 10. O Senhor reinará eternamente; ó Sião, teu Deus é rei por toda a eternidade."


Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/salmos/145/
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II. A síntese da messianidade de Jesus como Salvador
( =  Is 35, 1-10; Tg 5, 7-10; Mt 11, 2-11)

J B Pereira


a). A messianidade de Jesus como Salvador em Isaías 35, 1-10 é a perspectiva profética e ação a favor dos exilados que retornam a Jerusalém, depois do exílio da Babilônia no século 6 º antes de Cristo. O messianismo davídico se alinha na pregação profética com os sinais do Messias: abrir os olhos aos cegos, curar os coxos, liberar a língua aos surdos. O cenário é de alegria completa depois da angústia do exílio. É uma passagem bíblica da esperança. O domingo litúrgico proclama o "Exultat" e o paramento rosáceo, entre o vermelho do sangue de Jesus e o branco da pureza imaculada e virginal de Jesus e Maria Virgem Imaculada Conceição.
Suspende temporariamente o roxo, cor dos paramentos do tempo litúrgico Advento, a cor secundária entre azul e a vermelho.

b). Os sinais messiânicos em Jesus estão projetados na Parusia em Tg 5, 7-10, ou seja, a segunda vinda do Senhor Jesus como Juiz Universal. Há a metáfora da chuva do outono ou da primavera, em que o Agricultor aguarda os frutos da terra ou as primícias. Era para Israel a festa das Tendas ou da fertilidade da terra.  Tiago visualiza os valores da perseverança final, a tolerância, coragem na sofrência e paciência diante das "demoras de Deus". O exemplo está nos profetas que falam e são firmes, diante das provações e perseguições. O Cristão, seguidor de Jesus, deve praticar o bem, aguardar o Senhor que vem!

c). A conexão de Jesus com João Batista e os sinais em Is 35, 1-1 estão retoma Mt 11, 2-11: curar, libertar e salvar o povo de Deus. Jesus veio fazer a Vontade do Pai, alinhar as profecias e a pregação de João Batista à sua ação salvífica.
Jesus coloca como modelo de cumprimento da vontade divina em João Batista. E o que faz a mesma vontade de Deus no céu será maior que João o Batista.
Jesus afirma que o menor deve servir como Jesus mesmo fez. Agora, Jesus endossa que o menor é o maior no Reino de Deus se praticar a vontade do Pai, aliás, Jesus se constitui para nós como o modelo perfeito dos que fazem a vontade de Deus.
Os sinais de Jesus no anúncio do Reino de Deus são as provas de sua divindade e sua humanidade, comprometidas com os pobres, os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e oprimidos.

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ANEXOS

TEMPO DE ALEGRIA

Pe. Paulo Bazaglia, SSP
http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_roteiro.htm

Preparando-nos para o Natal, celebramos, neste terceiro domingo do Advento, o chamado “domingo da alegria”. Esperando e preparando a vinda do Senhor, somos convidados a enxergar, aqui e agora, os sinais do amor divino.

Alegrar-nos no Senhor é reconhecer que, apesar das tribulações e incertezas, somos amados por Deus, o qual se manifesta nas ações de libertação, no resgate da vida, no anúncio da Boa-Nova aos pobres.

O próprio João Batista, profeta anunciador do Messias, teve suas dúvidas. Ele nos faz pensar em nossas incertezas, na dificuldade de enxergar os sinais de vida do Reino de Deus em meio a tantas situações de injustiça e morte.

A alegria cristã não é imaginar que tudo seja um mar de rosas, sobretudo vendo tantos sofrendo injustiça ou sendo vítimas do preconceito e da ganância humana. A alegria que somos convidados a viver hoje, em vez, é a alegria do evangelho, que nos projeta para um tempo em que Deus terá a última palavra. Um tempo em que a bondade triunfará sobre todo mal, em que o amor vencerá todo ódio, em que Deus será tudo em todos.

Até lá, na alegria de quem tem fé e se compromete com a construção da paz, preparamo-nos preparando a vinda definitiva do Senhor. Como João Batista, que preparou o caminho do Senhor vivendo vida simples e austera, convidando à conversão, à mudança de mentalidade. Suas incertezas não o impediram de realizar a missão que Deus lhe havia confiado. Levado à prisão por sua coerência de vida, João nos mostra que, mesmo aprisionados, nas adversidades, podemos enxergar os sinais do Messias na vida e na ação de quem se compromete em favor dos doentes, sofredores e pobres.

Para os que se abrem a Deus, de fato, a fé operante leva à autêntica alegria, tal como expressou o papa Francisco: “A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós; a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha e está conosco”.

ROTEIRO HOMILÉTICO
 
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Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO

15.12.2019
3º DOMINGO DO ADVENTO — ANO A
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?" __

(Acender mais uma das quatro velas da coroa do Advento)

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA

VÍDEO NO YOUTUBE

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO:

O Natal que se aproxima deve ser entendido como a presença de Deus no meio do povo, é iniciativa divina que possibilita-nos participar de sua salvação. Eis o sentido principal do “Domingo da Alegria”, esta exultação manifesta-se no coração dos homens e mulheres que aguardam a vinda do Deus menino. Alegremo-nos todos no Senhor pois ele está perto!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, pouco a pouco os sinais da chegada do Senhor vão se manifestando e o nosso coração desde já se alegra por esta vinda. Por isso, a Liturgia de hoje nos convida a reavivar nossa esperança e a expressar nossa alegria por essa notícia. Alegremo- nos no Senhor! Depositemos nele nossa esperança e entremos em sua casa para cantar essa notícia que depois iremos anunciar.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Alegria da volta à Pátria, alegria da saúde readquirida, alegria pela liberdade reconquistada, através da qual se é reintegrado na vida civil e religiosa do povo: eis o fruto da intervenção de Deus que salva. Anunciada pelos profetas (1ª leitura) como novo êxodo, a volta do exílio é vista como um ato do poder e do amor exclusivo de Deus pelo seu povo, embora, depois, na realidade, tenha favorecido apenas a um pequeno resto de deportados, e não correspondido totalmente às suas expectativas. Mas o anúncio permanece sempre válido porque voltado para um tempo em que terá seu pleno acabamento. Cristo vem como aquele que guia, em sua volta para Deus, a humanidade perdida; desanimada e extenuada. Mas essa volta se explicitará no decorrer das gerações; a libertação exige tempo e fadiga; a alegria é antes, a de quem venceu uma das etapas, o que mantém viva sua esperança de atingir a meta final.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/15dezembro-terceiro-domingo-advento03.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-43-c-65-3-domingo-do-advento.pdf

TEMA
JESUS, CAUSA DE NOSSA ALEGRIA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

“Criai ânimo, não tenhais medo!” (Is 35,4)

“Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão”: essa é a mensagem de esperança que ecoa neste terceiro domingo do Advento (I leitura), o domingo da alegria. Alegria que nasce da certeza de que o próprio Deus nos salvará, da percepção dos sinais do Reinado de Deus nos gestos libertadores de Jesus e no anúncio da Boa-Nova aos pobres (evangelho). Alegria que é sustentada pela certeza da vinda do Senhor. Para vivermos este tempo novo do Reino e da graça, somos convidados também a exercitar a audácia profética de João Batista (evangelho), buscando discernir os sinais divinos mesmo em meio aos conflitos, cultivar a comunhão e viver a alegria de experimentar o grande amor de Deus, que sempre nos exorta a criar ânimo e não ter medo.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo lembra a proximidade da intervenção libertadora de Deus e acende a esperança no coração dos crentes. Diz-nos: "não vos inquieteis; alegrai-vos, pois a libertação está a chegar".

A primeira leitura anuncia a chegada de Deus, para dar vida nova ao seu Povo, para o libertar e para o conduzir, num cenário de alegria e de festa, para a terra da liberdade.


 
O Evangelho descreve-nos, de forma bem sugestiva, a ação de Jesus, o Messias (esse mesmo que esperamos neste Advento): Ele irá dar vista aos cegos, fazer com que os coxos recuperem o movimento, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos, anunciar aos pobres que o "Reino" da justiça e da paz chegou. É este quadro de vida nova e de esperança que Jesus nos vai oferecer.

A segunda leitura convida-nos a não deixar que o desespero nos envolva enquanto esperamos e aguardarmos a vinda do Senhor com paciência e confiança.

O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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TEMPO DE ALEGRIA
15/12/19.

Preparando-nos para o Natal, celebramos, neste terceiro domingo do Advento, o chamado “domingo da alegria”. Esperando e preparando a vinda do Senhor, somos convidados a enxergar, aqui e agora, os sinais do amor divino.

Alegrar-nos no Senhor é reconhecer que, apesar das tribulações e incertezas, somos amados por Deus, o qual se manifesta nas ações de libertação, no resgate da vida, no anúncio da Boa-Nova aos pobres.

O próprio João Batista, profeta anunciador do Messias, teve suas dúvidas. Ele nos faz pensar em nossas incertezas, na dificuldade de enxergar os sinais de vida do Reino de Deus em meio a tantas situações de injustiça e morte.

A alegria cristã não é imaginar que tudo seja um mar de rosas, sobretudo vendo tantos sofrendo injustiça ou sendo vítimas do preconceito e da ganância humana. A alegria que somos convidados a viver hoje, em vez, é a alegria do evangelho, que nos projeta para um tempo em que Deus terá a última palavra. Um tempo em que a bondade triunfará sobre todo mal, em que o amor vencerá todo ódio, em que Deus será tudo em todos.

Até lá, na alegria de quem tem fé e se compromete com a construção da paz, preparamo-nos preparando a vinda definitiva do Senhor. Como João Batista, que preparou o caminho do Senhor vivendo vida simples e austera, convidando à conversão, à mudança de mentalidade. Suas incertezas não o impediram de realizar a missão que Deus lhe havia confiado. Levado à prisão por sua coerência de vida, João nos mostra que, mesmo aprisionados, nas adversidades, podemos enxergar os sinais do Messias na vida e na ação de quem se compromete em favor dos doentes, sofredores e pobres.

Para os que se abrem a Deus, de fato, a fé operante leva à autêntica alegria, tal como expressou o papa Francisco: “A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós; a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha e está conosco”.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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DOMINGO DA ALEGRIA

A liturgia deste terceiro domingo do Advento nos convida à alegria, porque se aproxima o Natal de Jesus. Ele vem ao nosso encontro para nos trazer esperança, paz e salvação. Esta celebração nos anime a viver este tempo fortalecidos na fraternidade, no amor e na solidariedade com todas as pessoas.



LIÇÃO DE VIDA: A exemplo de João Batista, todos somos chamados a ser mensageiros da alegria, da paz e da salvação que Jesus vem trazer para o mundo.

RITOS INICIAIS

Filip 4, 4.5
Antífona de entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
«Alegrai-vos, sempre, no Senhor! Repito: alegrai-vos: o Senhor está a chegar». Com estas palavras, tiradas da Carta de S. Paulo aos Filipenses, a Igreja Santa, no cântico de entrada deste 3º Domingo do Advento, faz-nos um apelo veemente à alegria, virtude unida intimamente à esperança…O Senhor está a chegar e, com Ele, nos vêm todos os bens. Por isso se chama este Domingo, na tradição litúrgica, o Domingo da Alegria. Estejamos atentos à Palavra do Senhor. Ele nos aponta, mais uma vez, onde estão as verdadeiras alegrias.

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por Nosso Senhor…

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O Profeta Isaías refere-nos, num texto muito belo, a alegria dos tempos messiânicos: com a vinda de Jesus, tudo exulta com brados de alegria.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 35, 1-6.10

Leitura do livro do profeta Isaías 35 1 O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio 2 ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus. 3 Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes. 4 Dizei àqueles que têm o coração perturbado: "Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos". 5 Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; 6 então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. 10 por ali voltarão aqueles que o Senhor tiver libertado. Eles chegarão a Sião com cânticos de triunfo, e uma alegria eterna coroará sua cabeça; a alegria e o gozo possuí-los-ão; a tristeza e os queixumes fugirão.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Este texto não se limita a descrever poeticamente a alegria e felicidade dos judeus retornados do exílio, uma alegria a que a própria natureza se associa (vv. 1-2). A passagem tem um colorido messiânico e escatológico: os vv. 5-6 cumprem-se à letra com a vinda de Cristo (cf. Evangelho de hoje, Mt 11, 5); «o prazer e o contentamento» perpétuos e sem mistura de «dor e gemidos» (v. 10) tiveram o seu começo com Jesus Cristo, mas mais num sentido espiritual; a sua consumação e plenitude está reservada para o fim dos tempos, na escatologia (cf. Apoc 7, 16-17; 21, 2-4).

Salvação realizada por Deus

O texto de Is 35 faz parte do primeiro livro de Isaías (1-39), porém tem grande afinidade com o Dêutero-Isaías (40-55). A alegria por causa da salvação realizada por Deus é o tema central dessa passagem. O autor convida os exilados, que estão desanimados e sem esperança, a confiar no Senhor, pois ele intervirá e a terra será transformada, gerando a alegria em toda a criação. Essa salvação não se restringe à libertação do exílio na Babilônia, mas envolve a participação na nova criação realizada por Deus e a libertação de tudo aquilo que oprime as pessoas. Os verbos utilizados para expressar a alegria (cf. v. 10) são típicos dos anúncios de salvação. De fato, essa salvação é anunciada nos versículos anteriores. O primeiro verbo, “cantar os louvores” (v. 10), é próprio do contexto cultual. Tal expressão geralmente remete à alegria pelo retorno do exílio e tem, como contexto, a confirmação da soberania divina; ao mesmo tempo, cria a expectativa pela imediata irrupção do reinado universal de Deus, como podemos perceber em todo esse trecho de Is 35, no qual se fala da majestade e da glória divina (cf. v. 2).

A majestade divina é manifestada nas ações salvíficas de Deus, principalmente contra os adversários de Israel, conforme é expresso no v. 4. Por isso, o povo é exortado a “criar ânimo” e a “não temer”. É convidado a confiar na presença, proteção e ação salvífica de Deus, o aliado do povo, sobretudo das pessoas mais vulneráveis (cf. vv. 5-6).

AMBIENTE

Os capítulos 34-35 do Livro de Isaías são habitualmente chamados "pequeno apocalipse de Isaías", para distinguir do "grande apocalipse de Isaías", que aparece nos capítulos 24-27; descrevem os últimos combates travados por Jahwéh contra as nações, particularmente contra Edom e a vitória definitiva do Povo de Deus. Estes dois capítulos parecem poder ser relacionados com os capítulos 40-55 do Livro de Isaías, cujo autor é esse Deutero-Isaías que atuou na Babilónia entre os exilados, na fase final do Exílio. Por que razão estes dois capítulos se apresentam separados do seu "ambiente natural" (Is 40-55)? Provavelmente, foram atraídos pelas peças escatológicas soltas de Is 28-33 e, especialmente, pelo capítulo 33.

Depois de apresentar o julgamento de Deus (cf. Is 34,1-4) e o castigo de Edom (cf. Is 34,5-15), o autor descreve, por contraste, a transformação extraordinária do deserto sírio, pelo qual vão passar os israelitas libertados, que regressam do Exílio. A intenção do profeta é consolar os exilados, desanimados, frustrados e mergulhados no desespero, porque a libertação tarda e parece que Deus os abandonou. Este tema será desenvolvido em profundidade nos capítulos 40-55 do Livro de Isaías.

MENSAGEM

Temos aqui um autêntico "hino à alegria", destinado a acordar a esperança e a revitalizar o ânimo dos exilados. Qual a razão dessa alegria? É que Deus "aí está para fazer justiça": Ele vai intervir na história, vai salvar Judá do cativeiro, vai abrir uma estrada no deserto para que o seu Povo possa regressar em triunfo a Sião.

O profeta começa por interpelar a natureza e pedir-lhe que se prepare para a ação libertadora de Deus em favor do seu Povo: o deserto e o descampado, estéreis e desolados, são convidados a revestir-se de vida abundante (como o Líbano, o monte Carmelo ou a planície do Sharon, zonas proverbiais de vida e de fecundidade) e a enfeitar-se de flores de todas as formas e cores (vers. 1-2). Dessa forma, a própria natureza manifestará a sua alegria pela intervenção salvadora de Jahwéh; mas, sobretudo, será o cenário adequado para essa intervenção de Deus, destinada a levar vida nova ao Povo. Além disso, a magnificência das árvores e das plantas será a imagem da glória e da beleza do Senhor e falará a todos da grandeza de Deus, da sua capacidade para fazer brotar vida onde só há morte, desolação, esterilidade.

Depois, a palavra do profeta dirige-se aos homens (vers. 3-4). Nada de desânimo, nada de cobardia, nada de baixar os braços: Deus aí está para salvar e libertar o seu Povo. Os exilados devem unir-se à natureza nessa corrente de alegria e de vida nova, pois a libertação chegou.

O resultado da iniciativa salvadora e libertadora de Deus será que os olhos dos cegos se abrirão e se desimpedirão os ouvidos dos surdos... O coxo não apenas andará, mas saltará como um veado; o mudo não apenas falará, mas cantará de alegria (vers. 5-6). A ação de Deus é excessiva, verdadeiramente transformadora e geradora de vida nova em abundância.

A marcha do Povo da terra da escravidão para a terra da liberdade será, pois, um novo êxodo, onde se repetirão as maravilhas operadas pelo Deus libertador aquando do primeiro êxodo; no entanto, este segundo êxodo será ainda mais grandioso, quanto à manifestação e à ação de Deus. Será uma peregrinação festiva, uma procissão solene, feita na alegria e na festa. O resultado final desse segundo êxodo será o reencontro com Sião, a eterna felicidade, a alegria sem fim (vers. 10).

ATUALIZAÇÃO

Ter em conta os seguintes elementos:

• Para os otimistas, o nosso tempo é um tempo de grandes realizações, de grandes descobertas, em que se abre todo um mundo de possibilidades ao homem; para os pessimistas, o nosso tempo é um tempo de sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono, de eliminação das florestas, de risco de holocausto nuclear... Para uns e para outros, é um tempo de desafios, de interpelações, de procura, de risco... Como é que nós nos relacionamos com este mundo? Vemo-lo com os olhos da esperança, ou com os óculos negros do desespero?

• Os crentes não podem, contudo, esquecer que "Deus aí está": a sua intervenção faz com que o deserto se revista de vida e que na planície árida do desespero brote a flor da esperança. É com esta certeza da presença de Deus e com a convicção de que Ele não nos deixará abandonados nas mãos das forças da morte que somos convidados a caminhar pela vida e a enfrentar a história.

• O Advento é o tempo em que se anuncia e espera a intervenção salvadora de Deus em favor do seu Povo. No entanto, Ele só virá se eu estiver disposto a acolhê-l'O; Ele só intervirá se eu estiver disposto a receber de braços abertos a proposta de libertação que Ele me vem fazer... Estou preparado para acolher o Senhor? Ele tem lugar na minha vida? A sua proposta libertadora encontrará eco no meu coração?

• O profeta é o homem que rema contra a maré... Quando todos cruzam os braços e se afundam no desespero, o profeta é capaz de olhar para o futuro com os olhos de Deus e ver, para lá do horizonte do sol poente, um novo amanhã. Ele vai, então, gritar aos quatro ventos a esperança, fazer com que o desespero se transforme em alegria e que o imobilismo se transforme em luta empenhada por um mundo melhor. É este testemunho de esperança que procuramos dar?

Subsídios:
1ª leitura: (Is 35,1-6a.10) O júbilo da natureza, a cura dos enfermos, a volta dos exilados: sonhos de salvação – A vinda salvadora de Deus transforma o deserto em paraíso, cura os enfermos, vence a maldição do pecado de Adão (Gn 3). Liberdade, alegria, felicidade: a gente gostaria de vê-las antes de acreditar que existem, mas Deus dá um novo modo de ver, ouvir e falar (Is 35,5-6; cf. evangelho). Recebemos nova capacidade para acatar a verdade e a realidade de Deus. * 35,1-4 cf. Is 41,19-20; Hb 12,12; Is 40,10 * 35,5-6a cf. Is 29, 18-19; Mt 11,5; At 3,8 * 35,10 cf. Is 51,11; Sl 126[125].


 

Salmo Responsorial

Monição: Toda a nossa esperança deve estar sempre no Senhor Jesus; só Ele nos pode valer. Debaixo dos Céus não foi dado outro nome aos homens pelo qual eles possam ser salvos.

SALMO RESPONSORIAL – 145/146

Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!

O Senhor é fiel para sempre,
faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,
o Senhor faz erguer-se o caído,
o Senhor ama aquele que é justo.
É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órfão,
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará.

Segunda Leitura

Monição: Nesta leitura o Apóstolo São Tiago dá-nos o exemplo do agricultor, que espera pacientemente o precioso fruto da terra. Sejamos pacientes. O nosso Deus não falha no cumprimento das suas promessas.

Tiago 5,7-10

Leitura da carta de são Tiago Irmãos, 5 7 tende, pois, paciência, meus irmãos, até a vinda do Senhor. Vede o lavrador: ele aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva do outono e a da primavera. 8 Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. 9 Não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está à porta. 10 Tomai, irmãos, por modelo de paciência e de coragem os profetas, que falaram em nome do Senhor.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Os temas da leitura são a paciência e a vinda do Senhor. A paciência, virtude eminentemente cristã em que a carta insiste (cf. 1, 2-4.12), não significa uma passividade em face das injustiças, mas perseverança na fidelidade ao Senhor, na certeza de que Ele virá como Juiz remunerador; não é uma indiferença estóica perante a dor, a contrariedade e a opressão, mas é sofrer com Cristo, unindo os sofrimentos próprios à sua Paixão redentora.

7 «Como o agricultor espera pacientemente…»: temos aqui uma bela comparação tirada da vida agrícola; com efeito, na Palestina, onde chove muito pouco, todo o agricultor anseia pelas chuvas que costumam vir sobretudo em duas épocas (cf. Jr 5,24) as chuvas temporãs (Outubro-Novembro: as chamadas yoreh ou moreh), que preparam a terra para as sementeiras, e as tardias (Março-Abril: em hebraico malqox), que garantem uma boa colheita.

9 «Eis que o Juiz está à porta»: o Senhor cuja «vinda está próxima» (v. 8), é como se estivesse já em frente da nossa porta, pronto a bater e a entrar. Esta vinda do Justo Juiz no final dos tempos, antecipa-se para cada um à hora da morte. Essa vinda será terrível para os que confiaram em si mesmos e nas suas riquezas, tantas vezes iniquamente adquiridas (cf. Tg 5, 1-6), mas será libertadora para os bons cristãos. Talvez haja aqui uma referência à eminente destruição de Jerusalém, com a vinda do Juiz divino (cf. Mc 13, 29) que libertará os cristãos palestinos da opressão de maus senhores judeus.

Exortação aos batizados

A carta de Tiago, presente no Novo Testamento, faz parte das “cartas católicas”, chamadas assim por conterem uma mensagem para todos. O autor da carta exorta os batizados a assumir certas atitudes antes da vinda do Senhor. A primeira é a espera paciente, confiando na ação de Deus. Essa espera não é passiva, mas consiste numa fidelidade ativa. Para ilustrar, o autor se serve da imagem do agricultor. O agricultor faz sua parte, dá sua contribuição; sabe, porém, que quem faz crescer a semente e nascer o fruto é o próprio Deus. Outra mensagem que podemos tirar da imagem agrícola utilizada pelo redator é que Deus não abandona seu povo nos momentos de maior dificuldade; julgará com justiça e dará ao seu povo o que é necessário para viver (chuvas de outono ou de primavera – cf. Dt 11,14; Jr 5,24; Jl 2,23), mas é importante este ter paciência e ouvir os sinais dos tempos, para poder julgar com sabedoria.

A segunda atitude é ter os corações fortalecidos, isto é, saber discernir, decidir com prudência e ser perseverantes no caminho assumido, mesmo diante dos conflitos e do sofrimento. A expressão “a vinda do Senhor está próxima” (v. 8) pode ser interpretada como a vinda do Senhor no fim dos tempos, na parusia, mas também como a intervenção de Deus na história, tal como anunciavam os profetas e se manifestou na vida de Jesus Cristo (cf. Am 1,2-2,16; 3,1-8; Ml 3,1; Is 35,4).


 
A terceira atitude incentivada pelo autor da carta é a comunhão e o viver com alegria, ajudando o outro em sua caminhada, não julgando, pois o julgar pertence a Deus, o justo juiz. Por fim, exorta-se o/a batizado/a a ter audácia profética e ser mensageiro/a da ação salvífica de Deus.

AMBIENTE

A carta de onde foi extraída a nossa segunda leitura de hoje é um escrito de um tal Tiago (cf. Tg 1,1), que a tradição liga a esse Tiago "irmão" do Senhor, que presidiu à Igreja de Jerusalém e do qual os Evangelhos falam, acidentalmente, como filho de certa Maria (cf. Mt 13,55;27,56).

Teria morrido decapitado em Jerusalém no ano 62... No entanto, a atribuição deste escrito a tal personagem levanta bastantes dificuldades. O mais certo é estarmos perante um outro qualquer Tiago, desconhecido até agora (o "Tiago, filho de Alfeu" - de que se fala em Mc 3,18 e par. - e o "Tiago, filho de Zebedeu" e irmão de João - de que se fala em Mc 1,19 e par. - também não se encaixam neste perfil). É, de qualquer forma, um autor que escreve em excelente grego, recorrendo até, com frequência, à "diatribe" - um género muito usado pela filosofia popular helénica. Inspira-se particularmente na literatura sapiencial, para dela extrair lições de moral prática; mas depende também profundamente dos ensinamentos do Evangelho. Trata-se de um sábio judeo-cristão que repensa, de maneira original, as máximas da sabedoria judaica, em função do cumprimento que elas encontraram na boca e no ensinamento de Jesus.

A carta foi enviada "às doze tribos que vivem na Diáspora" (Tg 1,1). Provavelmente, a expressão alude a cristãos de origem judaica, dispersos no mundo greco-romano, sobretudo nas regiões próximas da Palestina - como a Síria ou o Egipto; mas, no geral, a carta parece dirigir-se a todos os crentes, exortando-os a que não percam os valores cristãos autênticos herdados do judaísmo através dos ensinamentos de Cristo. Denuncia, sobretudo, certas interpretações consideradas abusivas da doutrina paulina da salvação pela fé, sublinhando a importância das obras; e ataca com extrema severidade os ricos (cf. Tg 1,9-11;2,5-7;4,13-17;5,1-6).

O nosso texto pertence à terceira parte da carta (Tg 3,14-5,20). Aí, o autor apresenta, num conjunto de desenvolvimentos e de sentenças aparentemente sem ordem nem lógica, indicações concretas destinadas a favorecer uma vida cristã mais autêntica.

MENSAGEM

Depois de uma violenta denúncia dos ricos que oprimem os pobres e que enriquecem retendo os salários dos seus trabalhadores (cf. Tg 5,1-6), o autor da carta dirige-se aos pobres e convida-os a esperar com paciência a vinda do Senhor (como o agricultor, depois de ter feito o seu trabalho, fica pacientemente, mas cheio de esperança, à espera que a terra produza os seus frutos). Todo o enquadramento está dominado pela perspetiva da vinda do Senhor.

A questão é, portanto, esta: os pobres vivem numa situação intolerável de exploração e de injustiça; mas não devem resolver o seu problema com queixas e violências: devem confiar em Deus e esperar a intervenção que os salvará e libertará. A paciência e a espera confiada no Senhor são as atitudes corretas nestes tempos em que se prepara a intervenção final de Deus na história.

Haverá, aqui, um apelo à passividade, a cruzar os braços, a demitir-se da luta pelo mundo melhor? Não devemos entender o apelo de Tiago nesta perspetiva; o que há aqui é um apelo a confiar no Senhor e a não embarcar no mesmo esquema injusto e violento dos opressores... O acento é posto na esperança que deve alumiar o coração de quem sofre: a libertação está a chegar.

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes elementos:

• Muitos irmãos nossos fazem, todos os dias, a experiência intolerável de viver na injustiça, no medo, no sofrimento, à margem da vida, privados de dignidade... Tiago diz-lhes: "apesar do sem sentido da vida, apesar do sofrimento, Deus não vos abandonou nem esqueceu, mas vai libertar-vos; aproxima-se a dia da intervenção salvadora de Deus... Esperai-O, não com o coração cheio de revolta, que vos destrói e que magoa todos aqueles que, sem ter culpa, vivem e caminham a vosso lado, mas com esperança e confiança".

• Atenção: isto não significa instalar-se numa resignação que aliena e numa passividade que é renúncia à própria dignidade humana... Isto significa, sobretudo, não deixar que sentimentos agressivos e destrutivos tomem posse de nós, pois a libertação de Deus não pode chegar a qualquer coração dominado pelo ódio, pelo rancor, pelo desejo de vingança.

• Nós, Igreja de Jesus, testemunhas do projeto libertador de Deus, temos de anunciar o projeto libertador de Deus aos escravos e oprimidos e não deixar que a luz da esperança se apague... Anunciamos a salvação aos pobres e oprimidos, com as nossas palavras e com os nossos gestos?

• A salvação de Deus chega ao mundo através do nosso testemunho... Lutamos, objetivamente, para tornar realidade o projeto libertador de Deus e para silenciar a opressão, a injustiça, tudo o que rouba a vida e a dignidade a qualquer homem ou a qualquer mulher?

Subsídios:
2ª leitura: (Tg 5,7-10) Aguardar sem desistência a vinda do Senhor – Depois da advertência dirigida aos ricos em vista do Fim (Tg 5,1-6), Tiago dirige-se aos pobres: devem viver em firmeza permanente até que venha o Senhor (5,7-8). A fé do pobre é esperança; o rico não pode esperar, porque o medo o oprime. A proximidade da vinda do Senhor (5,9) provoca uma segunda admoestação: diante do juízo próximo, as rixas são proscritas. Tiago ilustra sua mensagem com exemplos: 1) o agricultor que firmemente aguarda a colheita (5,7); 2) os profetas que não se cansam em falar a palavra de Deus (5,10); 3) a paciência de Jó (5,11; fora da presente leitura). * cf. 1Cor 1,8; Mc 4,26-29: Rm 2,6-7; 1Pd 4,7.14; Mt 5,11-12; 7,1.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção, enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação! (Is 61,1).

Evangelho

Monição: No Evangelho de hoje, que vamos aclamar e escutar de pé, S. João Baptista é elogiado por Cristo como o maior entre os filhos de mulher. Ele veio como precursor, para preparar os caminhos do Senhor.

Mateus 11, 2-11

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 11 2 Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: 3 "Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?" 4 Respondeu-lhes Jesus: "Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: 5 os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres. 6 Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!" 7 Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: "Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. 9 Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. 10 É dele que está escrito: 'Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho'. 11 Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A pergunta que faz João, agrilhoado nas masmorras da fortaleza de Maqueronte situado nos rochedos da margem oriental do Mar Morto, parece ser uma pergunta destinada a encaminhar para Jesus alguns discípulos mais apegados ao Baptista e que ainda não aceitavam Jesus como Messias. É pois uma pergunta pedagógica. Dificilmente se pode entender como uma dúvida de fé do próprio Baptista, em face do que se conta em Mt 3, 16 e João 1, 29-34.

5 A resposta de Jesus apoia-se especialmente no cumprimento das profecias de Isaías (Is 35, 5, cf. 1ª leitura de hoje, e 60, 1).

6 Jesus torna-se um empecilho, «um motivo de escândalo», um tropeço, para aqueles que se aferravam à ideia de um Messias glorioso, um rei terreno poderoso. A imagem que Jesus deixa de Si nos que O vêem é a da humildade despretensiosa: Jesus oculta o que é na realidade.

11 Esta superioridade e inferioridade não se refere à santidade pessoal, mas à dignidade: João tem um ministério superior ao dos próprios profetas, pois lhe cabe apresentar directa e pessoalmente a Cristo; mas, uma vez que a Nova Lei é de uma ordem superior, nela o último em dignidade supera o mais digno da Lei Antiga. E João, enquanto preparador e anunciador da vinda do Messias, pertence à Antiga Lei.

A manbifestação da salvação de Deus

Mateus 11 pertence ao bloco das narrativas que têm como tema a rejeição do messianismo de Jesus. Percebe-se uma afinidade entre a I leitura e o evangelho. Na I leitura, o profeta anuncia a promessa de uma transformação na natureza e da manifestação da salvação de Deus, sobretudo aos mais vulneráveis. No evangelho, essa promessa se cumpre em Jesus Cristo, o verdadeiro Messias enviado por Deus. Outro tema retomado no elogio de Jesus a João Batista é o ser profeta.

O evangelista enfatiza a dúvida de João Batista sobre a identidade de Jesus, ao mostrar o profeta enviando discípulos para obter uma confirmação, dado que estava preso e sua descrição do Messias era conforme as expectativas apocalípticas. Jesus não responde simplesmente à pergunta que lhe foi feita, mas elucida os sinais da manifestação do Reino de Deus, retratado em seu ministério misericordioso e dirigido aos marginalizados. Tais sinais se evidenciam ao libertar as pessoas das suas enfermidades, dos seus males, ao restaurar a vida e anunciar a Boa-Nova da libertação aos pobres. Essa resposta também indica que acreditar no Messias não consiste em saber quem ele é ou ter um conhecimento intelectual sobre Jesus, mas em contemplar a manifestação do Reinado de Deus entre os mais pobres. Desse modo, as palavras e gestos de Jesus atestam sua identidade e sinalizam o cumprimento da justiça de Deus, a qual se expressa na benevolência, na misericórdia e na compaixão do Messias para com os marginalizados, os pobres, os aflitos, os sem vida. É a manifestação das bem-aventuranças.

Jesus termina seu discurso proclamando uma bem-aventurança: “Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. Quem é esse? É aquele que se abre à manifestação do Reino de Deus em Jesus Cristo. Feliz é aquele que não se escandaliza nem tenta fazer que o Reino de Deus seja moldado segundo seus interesses e critérios ou se ajuste às expectativas messiânicas triunfalistas, mas está disposto a acolher o projeto do Pai, que nos surpreende, nos desacomoda, pois não segue os critérios humanos.

Os discípulos de João partem para informá-lo sobre a identidade de Jesus, o qual, agora, passa a desvelar a identidade do Batista diante das multidões (cf. vv. 7-10), pois compreender a identidade e a missão desse profeta significa entender a identidade e a missão de Jesus. Nesse discurso, Jesus afirma que a missão de João Batista é preparar o caminho para a vinda do Messias. As perguntas e imagens empregadas por Jesus para descrever a identidade de João Batista (“Que saístes para ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? […] Alguém vestido em roupas finas?”) remetem-nos ao início do Evangelho segundo Mateus, que apresenta as pessoas indo para o deserto a fim de ouvir a exortação de João. Ele pregava a necessidade do arrependimento para acolher a vinda do Messias, indicando que essa preparação já testemunhava que o Reino vindouro não se adequava às expectativas da sociedade daquele tempo. De fato, a postura profética de João acenava para um Reino voltado para os pobres, marcado pela presença misericordiosa de Deus e anunciado por alguém que tinha convicção e autoridade, porque realmente vivia aquilo que anunciava e não era um “caniço agitado pelo vento”. Essas descrições entram em contraste com a imagem de Herodes Antipas, que tenta abafar a profecia de João, assassinando-o.

Em conclusão, Jesus diz que João Batista é mais do que um profeta, por ser escolhido por Deus para realizar sua vontade – preparar os caminhos para a vinda do verdadeiro Messias (cf. Ml 3,1 e Ex 23,20). E é também o maior dos homens, porque soube ser o menor, estar a serviço, doar a vida e realizar a missão dada por Deus. Assim, João Batista preparou o caminho para a epifania da obra salvífica de Deus, a qual se manifestou por meio dos gestos libertadores de Jesus.

AMBIENTE

Na secção precedente do Evangelho (cf. Mt 4,17-11,1), Mateus apresentou de forma sistemática o anúncio do "Reino", manifestado nas palavras e nos gestos de Jesus, e difundido pelos seus discípulos... Agora, começa outra secção, em que todo o interesse do evangelista é mostrar as atitudes que as distintas pessoas ou grupos vão assumir diante de Jesus (cf. Mt 11,2-12,50). A narração é retomada com a pergunta dos enviados de João Baptista, que está na prisão, por ordem de Herodes Antipas, a quem o Baptista havia criticado por viver maritalmente com a cunhada (cf. Mt 14,1-5): Jesus é mesmo "o que está para vir"?

A pergunta não é ociosa... João esperava um Messias que viesse lançar fogo à terra, castigar os maus e os pecadores, dar início ao "juízo de Deus" (cf. Mt 3,11-12); mas, ao contrário, Jesus aproximou-Se dos pecadores, dos marginais, dos impuros, estendeu-lhes a mão, mostrou-lhes o amor de Deus, ofereceu-lhes a salvação (cf. Mt 8-9). João e os seus discípulos estão, pois, desconcertados: Jesus será o Messias esperado, ou é preciso esperar um outro que venha atuar de uma forma mais decidida, mais lógica e mais justiceira?

Mateus tem um interesse especial pela figura de João Baptista. Para ele, João é o precursor que veio preparar os homens para acolher Jesus. É provável que, ao fazer esta apresentação, o evangelista se queira dirigir aos discípulos de João que ainda continuavam ativos na época em que o Evangelho foi escrito... Mateus pretende clarificar as coisas e "piscar o olho" aos discípulos de João, no sentido de que eles adiram à proposta cristã e entrem na Igreja de Jesus.

MENSAGEM

O texto de hoje divide-se em duas partes... Na primeira, Jesus responde à pergunta de João e dá a entender que Ele é o Messias (vers. 2-6); na segunda, temos a apreciação que o próprio Jesus faz da figura e da ação profética de João (vers. 7-11).

Jesus tem consciência de ser o Messias? A resposta é obviamente positiva; para dá-la, Jesus recorre a um conjunto de citações de Isaías que definem, na perspetiva dos profetas, a ação do Messias enviado de Deus: dar vida aos mortos (cf. Is 26,19), curar os surdos (cf. Is 29,18), dar vista aos cegos, dar liberdade de movimentos aos coxos (cf. Is 35,5-6), anunciar a Boa Nova aos pobres (cf. Is 61,1). Ora, se Jesus realizou estas obras (cf. Mt 8-9), é porque Ele é o Messias, enviado por Deus para libertar os homens e para lhes trazer o "Reino". A sua mensagem e os seus gestos contêm uma proposta libertadora que Deus faz aos homens.

Na segunda parte, temos a declaração de Jesus sobre o Baptista. Mateus utiliza um recurso retórico muito conhecido: uma série de perguntas que convidam os ouvintes a dar uma resposta concreta. A resposta às duas primeiras questões é, evidentemente, negativa: João não é um pregador oportunista cuja mensagem segue as modas, nem um elegante convencido que vive no luxo. A resposta à terceira é positiva: João é um profeta e mais do que um profeta. A declaração, que começa com uma referência à Escritura (cf. Ex 23,20; Mal 3,1), pretende clarificar qual a relação entre ambos e o lugar de João no "Reino": João é o precursor do Messias; é "Elias", aquele que tinha de vir antes, a fim de preparar o caminho para o Messias (cf. Mal 3,23-24)... No entanto, aqueles que entraram no "Reino" através do seguimento de Jesus são mais do que Ele.

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_roteiro.htm

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ATUALIZAÇÃO

A reflexão deste texto pode partir das seguintes questões:

• O texto evangélico identifica Jesus com a presença salvadora e libertadora de Deus no meio dos homens. Neste tempo de espera, somos convidados a aguardar a sua chegada, com a certeza de que Deus não nos abandonou, mas continua a vir ao nosso encontro e a oferecer-nos a salvação.

• Os "sinais" que Jesus realizou enquanto esteve entre nós têm de continuar a acontecer na história; agora, são os discípulos de Jesus que têm de continuar a sua missão e de perpetuar no mundo, em nome de Jesus, a ação libertadora de Deus.
Os que vivem amarrados ao desespero de uma doença incurável encontram em nós um sinal vivo do Cristo libertador que lhes traz a salvação?
Os "surdos", fechados num mundo sem comunicação e sem diálogo, encontram em nós a Palavra viva de Deus que os desperta para a comunhão e para o amor?
Os "cegos", encerrados nas trevas do egoísmo ou da violência, encontram em nós o desafio que Deus lhes apresenta de abrir os olhos à luz?
Os "coxos", impedidos de andar, encontram em nós a proximidade dos caminhos de Deus?
Os presos, privados da liberdade, escondidos atrás das grades em que a sociedade os encerra, encontram em nós a Boa Nova da liberdade?
Os "pobres", marginalizados, sem voz nem dignidade, sentem em nós o amor de Deus?

• Mais uma vez, somos interpelados e questionados pela figura vertical e coerente de João... Ele não é um pregador da moda, cujas ideias variam conforme as flutuações da opinião pública ou os interesses dos poderosos; nem é um charlatão bem vestido, que prega para ganhar dinheiro, para defender os seus interesses, ou para ter uma vida cómoda e sem grandes exigências... Mas é um profeta, que recebeu de Deus uma missão e que procura cumpri-la, com fidelidade e sem medo. A minha vida e o meu testemunho profético cumprem-se com a mesma verticalidade e honestidade, ou estou disposto e vender-me a interesses menos próprios, se isso me trouxer benefícios?

• A "dúvida" de João acerca da messianidade de Jesus não é chocante, mas é sinal de uma profunda honestidade... Devemos ter mais medo daqueles que têm certezas inamovíveis, que estão absolutamente certos das suas verdades e dos seus dogmas, do que daqueles que procuram, honestamente, as respostas às questões que a vida todos os dias coloca. Sou um fundamentalista, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, ou alguém que sabe que não tem o monopólio da verdade, que ouve os irmãos, e que procura, com eles, descobrir o caminho verdadeiro?


http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_roteiro.htm
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16 de dezembro: 3º Domingo do Advento
ALEGRIA VERDADEIRA

O terceiro domingo do Advento, conhecido como “domingo da alegria”, convida-nos a nos alegrarmos no Senhor, pois sua vinda se aproxima.

A alegria cristã tem um fundamento: a certeza de que Jesus é a Luz que ilumina os caminhos e as realidades, é o Messias e Profeta que batiza no Espírito Santo para recriar a humanidade segundo o projeto de Deus.

João Batista testemunhou, como ninguém, a vinda dessa Luz. Sua missão inspira cada cristão a viver como testemunha da Luz. Pois é Jesus o início, o fim e o centro, e nossa missão só tem sentido se fundamentada em Jesus e direcionada a ele.

O verdadeiro encontro com Jesus leva a reconhecê-lo como Aquele que vem da parte de Deus na dignidade de Messias. É encontro que leva necessariamente ao encontro dos outros, sobretudo dos pequenos, a quem Jesus veio revelar a Boa-Nova.

O Advento é tempo especial para preparar o caminho do Senhor. Preparamos a sua vinda preparando o nosso coração com a conversão da mente, assumindo hoje os mesmos sentimentos de nosso Senhor. Assim podemos ser, a exemplo de João Batista, voz profética que, transformando o coração, ilumina e transforma as realidades. Pois nosso batismo é no Espírito, que transforma e santifica. E não pode haver maior alegria, para os cristãos, do que encontrar Jesus, encontrando os menores do Reino.

O mundo está cansado de palavras e carente de testemunhos. Evangelizar é testemunhar a alegria de seguir Jesus, é expressar a certeza de que Deus vem caminhar conosco e nos ajuda a espalhar a luz do seu projeto de vida, vencendo as trevas da injustiça e da morte.

Não se trata da alegria consumista e individualista tão em moda, como diz o papa Francisco (exortação Gaudete et Exsultate, n. 128). Com efeito, “o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria”. A alegria cristã é aquela “que se vive em comunhão, que se partilha e comunica” como amor fraterno.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp



9 de dezembro: 2º Domingo do Advento
23 de dezembro: 4º Domingo do Advento


O Domingo – Palavra
O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

https://www.paulus.com.br/portal/o-domingo-palavra/16-de-dezembro-3o-domingo-do-advento#.XfeP7WRKjIU
 
J B Pereira e https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/salmos/145/ e http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_roteiro.htm
Enviado por J B Pereira em 16/12/2019
Reeditado em 16/12/2019
Código do texto: T6820157
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira