Mais amor e respeito e menos pré-julgamento. (Parte final)

Não julgueis, para que não sejais julgados. (Mat 7:1). Uma frase suscinta, mas que durante a história gerou e gera uma real controvérsia, pois muitos a usam e quando o faz já está julgando. Jesus aqui no sermão do monte fala de uma maneira, que era clara ao povo da época e aos ortodoxos da época. Aqui trataremos das razões que nos impedem de um justo julgamento.

Existem quatro razões que nos fazem incapazes de julgar a outros. Se faz bem lembrar que aqui tratamos do julgamento moral.

3 – Jesus é quem deu a expressão à principal razão que justifica o motivo no qual nós não devemos pré-julgar: Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. (Mar 10:18). A palavra grega usada aqui é: (αγαθος agathos) de boa constituição ou natureza, útil, saudável, bom, agradável, amável, alegre, feliz, excelente, distinto, honesto, honrado. Ou seja, quem de nós tem reunido em si todos os itens citados? Provavelmente ninguém. Quando Jesus diz que somente o pai é bom (Agathos), Ele nos dá a o motivo que nos impede de pré-julgar a outros.

E Jesus desenha uma imagem muito clara da pessoa que tem uma trave (viga) em seu olho e busca tirar o argueiro (cisco) que há no olho de seu próximo. Aqui fica claro que devemos limpar o nosso olhar para ver a vida como ela é e não como queremos que ela seja. Pois onde impera a verdade subjetiva, a verdade vira verdade relativa, e a verdade do amor perde o seu real valor.

E mais, somente o que é irrepreensível tem direito de procurar faltas em outros. Ninguém tem o direito de criticar a outro se não está disposto a pelo menos, tentar revisar que suas ações sejam melhores, em valores reais de pureza de coração que as do outro, a quem critica. Um exemplo comum é: Todos os domingos os estádios de futebol estão cheios de pessoas que são críticos azedos dos enganos que os jogadores cometem, mas cairiam no ridículo se eles mesmos descessem ao campo de jogo e tivessem que dirigir a bola.

E por fim a quarta razão é: Ao tecer criticas a outros devemos pelo menos estar disposto a encontrar-se na mesma situação. Ninguém é o suficientemente bom para criticar a seu próximo. Pois para criticar a outrem devemos estudar a situação com um olhar limpo dos eitos, preceitos e preconceitos, caso não possamos fazer isso o melhor é ficar quieto.

Pois Temos muito o que fazer para retificar nossas próprias vidas para que tratemos de retificar as de outros. Se faz conveniente nos concentrarmos em nossas próprias faltas, e deixar as faltas de outros ao juízo de Deus. Pois quem ocupa-se de si mesmo não tem tempo para criticar a outros. Que o amor de Cristo Jesus seja o árbitro de nossos corações.

(Molivars).

Molivars
Enviado por Molivars em 22/10/2019
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