PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA
(Lc 18,35-43)(19/11/18).
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Caríssimos, as palavras carregam em si o conteúdo existencial daqueles que as proferem, todavia, necessitam das abras que as confirmam. Ora, todos nós espelhamos à todo instante o conteúdo do que somos, do que pensamos por meio de atitudes que revelam à quem pertencemos e qual o fim à que nos destinamos. É o que nos ensina São Paulo: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção [e a morte]; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna." 
 
De fato, as palavras acompanhadas das boas ações que o Senhor nos inspira na prática da vida são comprovadamente expressão de nossa obediência aos Seus Santos Mandamentos, ou seja, da plena realização de Sua Vontade. É o que meditamos no Cântico de Zacarias: "Fomos libertos de mãos inimigas, para servirmos ao Senhor em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias da nossa vida." (Lc 1,74-75).
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O Evangelho de hoje comprova tudo o que foi dito à cima; da parte do cego de Jericó vemos fé, oração, perseverança e o desejo de vê a Cristo e segui-lo; da parte de Jesus comprovamos sua filiação divina por meio da Palavra que salva, cura e faz feliz à todos que Dele se aproximam; da parte do povo constatamos o reconhecimento da verdade, o louvor e o agradecimento pelas sinais que Deus realiza por meio de Seu Filho.
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Conclusão: As obras que o Senhor nos dá a realizar são sinais de Sua presença no meio de nós; caso elas não expressem esse propósito, não passam de propaganda enganosa para chamar a atenção sobre seus autores desejosos de holofotes e de fama. Por isso, prestemos muita atenção ao que disse São João Batista: "Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa. Importa que ele cresça e que eu diminua."
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Paz e Bem! 
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Frei Fernando Maria OFMConv.