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Só Cristo pode fundar uma Igreja e não Constantino, que tornou a Igreja pública e do Estado Romano.



A Igreja Católica foi fundada por Constantino?
 POR PROF. FELIPE AQUINO18 DE AGOSTO DE 2017VOCÊ SABIA?
 Não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino.
O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337, foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.
No início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.
 
Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição “In hoc signo vinces” – “Com este sinal vencerás” – este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.
Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : “Havemos por bem anular por completo todas as restrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos – restrições odiosas e indignas de nossa clemência – e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã”. Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.
Leia também: Quem era Constantino?

Deus enviou Jesus, e Jesus enviou a Igreja

Só Cristo pode fundar uma Igreja

Então quem fundou a Igreja Católica?

Foi o próprio Senhor Jesus Cristo.

A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembleia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus:
“…ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10,16).
Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção, encontramos em (Mt 16,18): “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja:

A escolha dos doze apóstolos:

– Depois subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em sua companhia”. (Mc 3,13-14).
– A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.

 A Última Ceia

“Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós…” (Lc 22,19-20).
Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a páscoa. Durante esta cerimônia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue.
As palavras “fazei isto em memória de mim” apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava nascendo. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o seu povo.
E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou “onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo”. O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.

Estamos vivendo um momento do cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento:

Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524.
Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido seu divórcio para se casar com Ana Bolena.
Os presbiterianos por John Knox em 1560.
Os batistas por John Smith em 1609.
Os metodistas por John wesley em 1739 quando decidiu separar-se dos anglicanos.
Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século passado.
A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910.
As assembleias de Deus têm sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa.
A igreja do evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja batista para a pentecostal.
A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962.
A renascer em Cristo surgiu a alguns anos, fundada po Estevan Hernandez.
A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo.
 
Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças em suas doutrinas e cultos.

A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade?

Como identificar a Igreja de Cristo?

No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381),
são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo:

“Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”

UNA:
A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja.

SANTA:
em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental:
“…as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).
Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: “Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade” (Jo 17,19).

CATÓLICA:
porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: “Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

APOSTÓLICA:
porque está construída sobre o “fundamento dos Apóstolos…” (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia.

Quando surgiu a “expressão” Igreja católica?

A palavra católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses:

“Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja católica”(8,2).

Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo.

 Aos poucos a palavra católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de fato seguindo a doutrina de Jesus.

No final do século II, a igreja cristã já era conhecida como Igreja católica.

Qual é a única Igreja de Cristo?

Encontramos a resposta em uma afirmação do Concílio Vaticano II: “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)…

Esta Igreja(…) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8).
 
Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.

A Pedro disse:
“…sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo:

“…haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai:

“…para que sejam um, como nós somos um… para que sejam perfeitos na unidade…” (Jo 17,22.23).

Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos.

Entretanto, a Igreja católica reconhece que nestes quase 2000 anos
de cristianismo os homens, por causa de seus pecados, arranharam
a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem “elementos de santificação e de verdade” (LG 8).

Fonte: www.veritatis.com.br


Sobre Prof. Felipe Aquino


O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012.

 Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”.

Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior.

 Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

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Desde quando a Igreja passou a usar o nome Católica?
 POR PROF. FELIPE AQUINO8 DE JUNHO DE 2018DOUTRINA E TEOLOGIA

 O adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja.

Em grego, katholiks quer dizer aquilo que é conforme o todo.

Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é sempre universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.

O primeiro documento que contém o adjetivo católico referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia endereçada à Igreja de Esmirna, quando ele estava sendo levado para o martírio em Roma.

 O Bispo de Esmirna era Policarpo, que havia conhecido pessoalmente o Apóstolo João e, para ele, Santo Inácio diz:

 Onde comparecer o Bispo aí esteja também a multidão. Da mesma forma que, onde estiver Cristo Jesus aí está também a Igreja católica.
Assim, segundo Inácio, a Igreja local está onde está o Bispo e a Igreja católica (universal) está onde está Jesus. Contudo, essa palavra não era usada apensa nesse sentido. São Justino, quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas, portanto, originalmente, o termo se aplicava à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio com seu abraço amplo.

Leia também: Por que a Igreja é Católica?

Por que a Igreja católica é chamada Romana?

Deus enviou Jesus, e Jesus enviou a Igreja

A Igreja que nasceu antes da Bíblia

Por que a Igreja Católica é Santa?

Por que a Igreja é Apostólica?

Por que a Igreja é Una?

Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que incluiu todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que incluiu toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos.

Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.

 Recentemente, houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo ‘católica’. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica, mas também romana, contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo disso foi salientar que a Igreja não é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa não estiver incluído nela.

Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja de Pedro.

Portanto, a Igreja é una e, por isso, é católica, pois, possui o todo, nada tendo jogado fora. Esta Igreja acolhe a todos que queiram unir-se a Cristo. Em Roma, no túmulo do Apóstolo Pedro está a casa de todos que se deixam abraçar pela Mãe Igreja, Santa, Católica, Romana.

Retirado do livro: “A Resposta Católica”. Padre Paulo Ricardo.
Ed. Cléofas e Ecclesiae.

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. F« A Virgem Maria salvou minha vida, assegura franciscano esfaqueado em Belém

http://cleofas.com.br/desde-quando-a-igreja-passou-a-usar-o-nome-catolica/

História da Igreja Católica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Igreja Católica

 A história da Igreja Católica cobre um período de aproximadamente dois mil anos, com início após o advento de Cristo e o dia de Pentecostes, ocorrido 50 dias após o mesmo advento. A partir destes eventos, nasce o cristianismo; Após a sucessão destes acontecimentos e o envio de missionário ao mundo, os discípulos que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estevão (Atos dos Apóstolos 11:19 - 26) caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, e reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente; e em Antioquia os discípulos de Cristo pela primeira vez foram chamados de Cristãos.

Estes relatos mostram a trajetória de uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais, religiosos, morais, políticos e socioculturais. A história da Igreja Católica é integrante da História do Cristianismo e da história da civilização ocidental.[1]

A Igreja Católica acredita que "está na História, mas ao mesmo tempo a transcende". Segundo o seu Catecismo, "é unicamente 'com os olhos da Fé' que se pode enxergar a sua realidade visível, ao mesmo tempo, uma realidade espiritual, portadora de vida divina".[2]


https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Igreja_Cat%C3%B3lica
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A História da Igreja
 
A Igreja Católica nasceu no dia de Pentecostes. Nos primeiros séculos foi perseguida, desde os anos 60, pelo Imperador Nero, até 313, quando o Imperador Constantino liberou o culto a Deus. Houve muitos mártires por conta dessa perseguição. Mártir é a pessoa que prefere ser morta a adorar outros deuses, ou a renegar sua própria religião. Em At 7,1-8,3, vemos a morte do mártir Santo Estêvão, além de um resumo da história do povo de Deus, feito pelo próprio Estêvão.

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/dout/lv03/09.htm

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A Igreja Católica foi fundada por Constantino?



 Não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino.

O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337, foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.

No início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.

Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição “In hoc signo vinces” – “Com este sinal vencerás” – este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.


J B Pereira e https://www.veritatis.com.br/a-igreja-catolica-foi-fundada-por-constantino/
Enviado por J B Pereira em 12/09/2018
Código do texto: T6446173
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira