A "Cúpula da Democracia" dos EUA versus Marrocos e Tunísia

Tal Cúpula da Democracia dos Estados Unidos, programada nos próximo mês, tem levantado uma certa polêmica, porque e como o convite é dirigido a países e outros não? O caso do Marrocos e Tunísia parece ser ignorado.

 Tal “Cúpulas da Democracia”, objeto da convocação por parte do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem excluindo alguns países do Magrebe e  países do Oriente Médio, com exceção do Iraque e Israel.

Sendo a Rússia, Turquia e China são considerados entre os países na lista de convidados, mais ao mesmo tempo protestam contra o convite do Taiwan, embora tenha sido considerada uma parte dos EUA,  uma esfera da sua soberania.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos foi objeto da materialização do convite do presidente Biden, rumo a Cúpula da Democracia pretendida, 9 e 10 de dezembro, tratando de "reforçar a democracia", e "os principais desafios que enfrentam as democracias hoje por meio da ação coletiva".

Quanto às razões de não constar na lista de convite Marrocos e Tunísia, segundo sr Aziz Ghali, presidente da Associação Marroquina defensor dos Direitos Humanos, a “cimeira de Biden” sobre a democracia pretende envolver um conjunto de debates entre os democratas (Partido Democrata Americano) e republicanos;

“Não tem consenso nem mesmo sentido para os partidos, conforme sr Bernie Sanders, candidato à presidência dos Estados Unidos; não tem como debater com países violadores dos direitos humanos. ”

A exclusão de Marrocos e Tunísia da cúpula, apesar de  não ser um dos interesses ou  das prioridades de Biden, é uma questão de influência. O secretário de Estado americano Blinken tem excluído alguns países africanos e da região; apesar da política de Biden que restringe alguns acusados de crimes contra o continente africano.

Um dos fatores pelo qual  Biden se apoia visando a “não constranger alguns países da região, como o Egito com o qual detém um relacionamento estratégico de diálogo sobre política internacional, além do  Marrocos e Tunísia; parceiros que precisam de um prazo para decidir sobre esta situação envolvendo os direitos humanos entre outros, antes da reunião prevista nos EUA.

Tais reuniões de direitos humanos no Marrocos e nos Estados Unidos da América receberam críticas, sobretudo no plano da  democracia,  considerando esse encontro, como uma cúpula formal, podendo não dar em nada, mas constitui um instrumento estratégico, face aos senadores democráticos que mantêm o desrespeito dos direitos humanos no Marrocos.

Ou seja, um dos fatos levantados a ser objeto da cúpula, das críticas à China, à Rússia e aos países com os quais a América detém um certo conflito.

Voltando a analisar o porquê dos convidados da Cúpula da Democracia Americana, os Estados Unidos vão escolher os países com que vão debater. Os países árabes foram ignorados, por duas razões: a primeira delas se enquadra na classificação dos estados de países democráticos ou antidemocráticos com base nos indicadores e dados recolhidos, envolvendo a questão das eleições e  método de governança.

O caso da Tunísia, considerado até alguns meses antes, um dos melhores países democráticos do mundo árabe, tem sido apontado anti-direitos humanos, resultado de após as decisões de Qais Saeed.

Os Estados Unidos consideraram tal método de governança como antidemocrático.

 A segunda razão é que os Estados Unidos são hostis a vários países,  China, Rússia e Turquia. Olhando a lista de países que foram convidados à cimeira, existem alguns países criticados, como Taiwan, nem reconhecido como um estado, e a Polónia na Europa União, apesar de envolver decisões polêmicas.

 

Assim, não convocar o Marrocos a este encontro, deixa os Estados Unidos da América para explicar, uma vez o Marrocos um país amigo, sem seu convite significa desistir de seus contratos e compromissos?

Os Estados Unidos cooperam com Marrocos em áreas incluindo militares, mas ao mesmo tempo se contradiz com suas políticas como país antidemocrático, ao mesmo tempo  fornecendo-lhe ajuda anual e acordos econômicos e militares,  confirmando o seu apoio a sua posição política em relação ao assunto do Saara marroquino?

 Finalmente, enquanto não tivermos dados precisos sobre esta cúpula, nem os indicadores e critérios adotados pelos Estados Unidos da América e pelo presidente Biden, muitas interrogações ficam levantadas e dúvidas sobre a relação de Washington com estes países, Marrocos, Tunísia..etc

A democracia e os direitos humanos tornaram-se objeto do Departamento  dos Estados Unidos expôs, como novos padrões, traçando as estratégias para com os 110 países convidados.

Lahcen EL MOUTAQI

Professor universitário-Marrocos

ELMOUTAQI
Enviado por ELMOUTAQI em 25/11/2021
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