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Um vereador no RJ a menos... licenciado por 120 dias???



Carlos Bolsonaro pede licença da Câmara de Vereadores do Rio
 

Carlos não alegou quais as razões para a licença.
 
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), pediu licença não remunerada das suas atividades na Câmara de Vereadores. O pedido foi feito na última sexta-feira (6), mas só foi publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (10).

 

O parlamentar enviou ofício ao presidente da Câmara Municipal do Rio, Jorge Felippe, se baseando apenas no artigo 11, inciso I, do Regimento Interno da Câmara, que versa sobre afastamento para "tratar de assuntos particulares" em um período que não pode ultrapassar 120 dias por sessão legislativa.
 
Na noite de segunda-feira, Carlos escreveu em seu perfil no Twitter que, por "vias democráticas", não haverá as mudanças rápidas desejadas no país.

"Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!", escreveu Carlos.

Ainda no fim da noite desta segunda, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, reagiu às afirmações do vereador Carlos e declarou que “não há como aceitar uma família de ditadores”. Em depoimento ao jornal Folha de São Paulo, Santa Cruz disse que “É hora dos democratas do Brasil darem um basta. Chega”.

A frase de Carlos foi antecedida por uma postagem na qual dizia que o governo do pai tenta colocar o Brasil "nos eixos", mas que os "avanços são ignorados, e os malfeitores esquecidos".

No fim de junho, Jair Bolsonaro disse que poderia explicar como o pai de Santa Cruz desapareceu durante a ditadura militar (1964-1985).

O presidente da OAB disse à época que chefe do Executivo demonstrava "crueldade e falta de empatia".

"O mandatário da República deixa patente seu desconhecimento sobre a diferença entre público e privado, demonstrando mais uma vez traços de caráter graves em um governante: a crueldade e a falta de empatia", escreveu Santa Cruz em nota.

Apontado como responsável pela estratégia do presidente nas redes sociais, Carlos provocou turbulências no primeiro semestre após ataques a integrantes do governo do pai, mas vinha evitando polêmicas nos últimos meses.

O presidente Jair Bolsonaro está internado em um hospital de São Paulo após passar por cirurgia no domingo (8), a quarta decorrente da facada que levou há um ano durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O vice-presidente, general Hamilton Mourão, ficará no comando da Presidência até quinta-feira (12).

POLÊMICAS DE CARLOS

A postagem de Carlos repercutiu rapidamente entre seus seguidores. Parte dos internautas encarou a manifestação como um apoio a um modo autoritário de governo.

A influência de Carlos no governo Bolsonaro foi motivo de críticas no começo do ano de políticos e de alguns militares ligados à administração federal.

Em um dos episódios mais ruidosos, em meio à crise das candidatas laranjas do PSL reveladas pela Folha de S.Paulo, Carlos divulgou em seu perfil no Twitter uma gravação de seu pai indicando que o presidente não havia conversado com o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, diferentemente do que este havia dito.

Chamado de mentiroso por Carlos e depois pelo próprio presidente, Bebianno acabou demitido.

Ligado ideologicamente ao escritor Olavo de Carvalho, Carlos também centrou ataques a Mourão e ao general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo que foi demitido em junho.

Jair Bolsonaro chegou a defender seu filho em março, afirmando que há pessoas que querem afastá-los, mas "não conseguirão".

Junto com a mensagem, na ocasião, publicou uma foto em que é amparado por Carlos no corredor de hospital.

"Algumas pessoas foram muito importantes em minha campanha. Porém, uma se destacou à frente das mídias sociais, com sugestões e conteúdos: Carlos Bolsonaro, meu filho. Não por acaso muitos, que nada ou nunca fizeram para o Brasil, querem afastá-lo de mim", escreveu Bolsonaro.

"Não conseguirão: estando ou não em Brasília continuarei ouvindo suas sugestões, não por ser um filho que criei, mas por ser também alguém que aprendi a admirar e respeitar pelo seu trabalho e dedicação", concluiu.


Nota do divulgador:- Esse com certeza em breve será Ministro nesse ou no próximo governo caso seja reeleito???? kkkkkkkkkkk
Ivan o terrivel
Enviado por Ivan o terrivel em 10/09/2019
Código do texto: T6741749
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ivan o terrivel
São Paulo - São Paulo - Brasil, 74 anos
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Ivan o terrivel