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A LIBERDADE... O CONHECIMENTO... O TEMPO... A VIDA... "O IMPERADOR Dom Pedro II (1825-1891), foi deposto em 15 de novembro de 1889. Vieram os Presidentes da REPÚBLICA Federativa do BRASIL"... - (9ª parte).







A LIBERDADE... O CONHECIMENTO... O TEMPO... A VIDA... “O IMPERADOR Dom Pedro II (1825 – 1891), foi deposto em 15 de novembro de 1889. Vieram os Presidentes da REPÚBLICA Federativa do BRASIL”... (9ª parte).




UM MÉDICO na PRESIDÊNCIA do BRASIL (Considerações Finais) + (Outras Considerações Curiosas) – (2ª parte).




O MÉDICO Ademar de Barros - DERROTAS SUCESSIVAS, PREFEITO do MUNICÍPIO de SÃO PAULO.



     Em 1954, o MÉDICO Paulista Ademar de Barros foi candidato derrotado ao governo do Estado de São Paulo. O ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros foi o eleito, com dezoito mil votos a mais que Ademar de Barros.
     Em 1955, candidatou-se à Presidência da REPÚBLICA pelo PSP, sendo novamente derrotado.
     O então Presidente da REPÚBLICA o ADVOGADO Potiguar Café Filho, que também era do PSP, não apoiou o MÉDICO Paulista Ademar de Barros. O MÉDICO Mineiro Juscelino Kubitschek foi eleito Presidente.
     O slogan da campanha do MÉDICO Paulista Ademar de Barros, em 1955, foi: - "O Brasil precisa é de um gerente". O ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros apoiou e pediu votos para o candidato MILITAR e Cearense Juarez Távora.
     Acusado de CORRUPÇÃO pelo "Caso dos CHEVROLET" e o "Caso dos CAMINHÕES da Força Pública" (atual Polícia Militar), exilou-se, pela segunda vez, no Paraguai e na Bolívia.
     Inocentado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, voltou ao Brasil. O Promotor Público do "Caso dos CAMINHÕES da Força Pública" foi o ADVOGADO Paulista Hélio Bicudo (também, jurista e político).
     Em 24 de março de 1957, o MÉDICO Paulista Ademar de Barros foi eleito Prefeito da Cidade de São Paulo, derrotando o ENGENHEIRO CIVIL Paulista Francisco Prestes Maia.
     Foi eleito para o mandato de 1957 a 1961, sucedendo o Prefeito, o MÉDICO Paulista Vladimir de Toledo Piza (também político).
     Governou o município de São Paulo de 08 de abril de 1957 até 07 de abril de 1961, em uma época que a cidade era chamada de "A cidade que mais cresce no mundo".
     Encontrou a Prefeitura de São Paulo com grande déficit orçamentário e EXCESSO de FUNCIONÁRIOS. O MÉDICO Paulista Ademar de Barros demitiu funcionários públicos e recuperou as finanças da Prefeitura de São Paulo. Também foram destaques nesta gestão do MÉDICO Paulista Ademar de Barros na Prefeitura de São Paulo:




Observações do escriba:



     1ª - Para não cansar os leitores (e também não cansar a minha “santa” paciência), gentileza consultar a Wikipédia ou outra fonte de informação. Mas, uma “meta” me chamou muito a atenção. Ver logo abaixo.

     
     2ª - A visita do ADVOGADO Cubano Fidel Castro (também político, guerrilheiro e revolucionário marxista-leninista), em 1958, pedindo apoio à Revolução Cubana.

     
     3ª - Mas, será o Benedito?...
 


     
     Em um livro sobre turismo na cidade de São Paulo, “Notícia de Turismo”, de 1959, que tem a apresentação feita pelo MÉDICO Ademar de Barros, São Paulo é apresentada como "A cidade que mais cresce no mundo", "A cidade da moderna arquitetura", "A cidade das PONTES e dos VIADUTOS" e "A cidade do progresso".
     Em 1958, afastou-se do cargo de Prefeito e candidatou-se novamente ao governo do Estado de São Paulo, sendo derrotado pelo ADVOGADO Paulista Carvalho Pinto (também professor e político) que tinha o apoio do ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros.
     Em 1960, licenciou-se novamente da Prefeitura de São Paulo para concorrer novamente à Presidência da REPÚBLICA, quando foi novamente derrotado.
     O ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros foi o eleito. Intitulando sua postulação como "Candidatura de Protesto", o MÉDICO Ademar de Barros obteve o TERCEIRO, com 20% dos votos válidos.
     E assim, definiu sua campanha à Presidência da REPÚBLICA, que disputou contra o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros e o MILITAR Mineiro, o Marechal Henrique Teixeira Lott:
 

“Eu protesto contra a deturpação do regime. Se não vamos entrar numa GUERRA, para que ESPADA? Se não vamos fazer ditadura, mas democracia, para que precisamos do ódio, da vingança, das perseguições e do juízo final, a que se propõe o homem da VASSOURA? "Entre a Força do Mal e o Mal da Força", simbolizados na VASSOURA e na ESPADA, eu sou o caminho. O caminho da Democracia, da Verdade e do Entendimento, simbolizado num "salva-vidas" que é o de que a Nação anda precisando neste caos em que se debate!”


     Em 1961, após a renúncia do ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros à Presidência da REPÚBLICA, foi um dos poucos políticos a apoiar o movimento chamado "CAMPANHA da LEGALIDADE" a favor da posse do ADVOGADO Gaúcho João Goulart na Presidência. Em 1962, concorreu ao Governo do Estado novamente e foi eleito.
     A 19 de julho de 1962 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.




1963 - 1966: - O SEGUNDO MANDATO como GOVERNADOR.



     

     Foi eleito, em 1962, pela segunda vez, Governador de São Paulo, derrotando o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros, com vinte mil votos de diferença, os quais foram obtidos nas pequenas cidades do interior de São Paulo, que o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros se recusou a visitar, alegando que não precisava de seus votos.
     Sucedeu, em 31 de janeiro de 1963, o Governador e ADVOGADO Paulista Carvalho Pinto, para governar até 31 de janeiro de 1967, porém governou somente até 06 de junho de 1966.
     O MÉDICO Paulista Ademar de Barros voltou a governar em parceria com o ENGENHEIRO CIVIL Paulista Francisco Prestes Maia que novamente era Prefeito de São Paulo (1961–1965).
     O ENGENHEIRO Francisco Prestes Maia fora Prefeito de São Paulo quando o MÉDICO Paulista Ademar de Barros era Interventor no Estado de São Paulo (1938–1941).
     No início do governo, em 02 de abril de 1964, lançou a "Aliança Brasileira para o Progresso", visando a incentivar o desenvolvimento econômico através de planejamento e financiamento à ciência e à tecnologia.
     O MÉDICO Paulista Ademar de Barros recebeu o MILITAR, o Presidente Francês Charles de Gaulle (também político) em 1964, em sua visita ao Brasil, visita esta sugerida por Ademar de Barros quando este visitou Charles de Gaulle, em 1961, em Paris.
     No segundo mandato focou a construção de usinas hidrelétricas, sanatórios e hospitais, iniciando as seguintes obras e medidas administrativas: - Observação do escriba: - Recomendo aos leitores consultarem a Wikipédia.


     Embora tendo apoiado a posse, em 1961, do ADVOGADO Gaúcho João Goulart na Presidência, para que o seu rival, o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros não voltasse ao poder, o MÉDICO Paulista Ademar de Barros, participou ativamente da Conspiração que resultou no golpe militar de 1964, liderando a “MARCHA da FAMÍLIA com DEUS pela LIBERDADE”, em São Paulo, em 19 de março de 1964.
     Entretanto, isto não impediu que, em 06 de junho de 1966, fosse afastado do Cargo de Governador, pelo Presidente da REPÚBLICA o MILITAR Cearense, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, e tivesse seus Direitos Políticos cassados por DEZ anos, sob a acusação de CORRUPÇÃO, e tivesse confiscadas todas as suas condecorações.
     O pretexto para a cassação do mandato do MÉDICO Paulista Ademar de Barros, que vinha fazendo oposição ao Regime Militar, foi a acusação de que o MÉDICO Paulista Ademar de Barros tinha feito NOMEAÇÕES de FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS em NÚMERO EXCESSIVO.
     No dia 04 de junho, dois dias antes de ser cassado, o MÉDICO Paulista Adhemar de Barros publicou no Diário Oficial do Estado de São Paulo uma nota, garantindo que as nomeações eram legais e uma necessidade administrativa.
     Foi substituído pelo Vice-Governador o BANQUEIRO Paulista Laudo Natel que concluiu o seu mandato e governou até 31 de janeiro de 1967.




ÚLTIMO EXÍLIO e MORTE.



     
     EXILOU-SE, pela TERCEIRA vez em sua carreira política, em Paris, capital francesa, logo depois de ter tido o Mandato de Governador Cassado. Foi o seu terceiro mandato político cassado. Portanto, foi CASSADO POLITICAMENTE três vezes, e, TRÊS vezes foi para o EXÍLIO.
     O MÉDICO Paulista Ademar de Barros foi operado, em janeiro de 1969, de hérnia e litíase.
     Em 07 de março, tentou se curar no santuário e gruta de Lourdes na França, onde se acredita haver águas milagrosas.
     Em Lourdes teve uma síncope. Faleceu, em Paris, em 12 de março de 1969, aos 68 anos, metade dos quais dedicados à vida pública.
     Seu corpo foi transladado para o Brasil. Do Aeroporto de Viracopos, que ele construíra, até São Paulo, pela Via Anhanguera, que ele também construíra, houve um grande cortejo fúnebre que chegou a dez quilômetros de extensão.
     Foi enterrado no Cemitério da Consolação, na região central da capital paulista, em 16 de março de 1969, com grande presença de público. Foi executado o toque de silêncio para o Veterano da Revolução de 1932.



HOMENAGENS.



     Recebeu uma condecoração póstuma, em 1982, pelo governo do Estado de São Paulo, através do Decreto número 18.732, de 23 de abril de 1982, pelo então Governador, o ENGENHEIRO Paulista Paulo Maluf, um “ademarista”, quando foi admitido no grau de Grã-Cruz, no Quadro Regular da Ordem do Ipiranga.
     A Lei Estadual número 2.457, de 1980, também da época do ENGENHEIRO Paulo Maluf, dá o nome de Dr. Adhemar Pereira de Barros ao Hospital das Clínicas da Faculdade de MEDICINA da USP.
     Foi homenageado, também, dando-se o seu nome à RODOVIA SP-340 (RODOVIA Governador Doutor Adhemar de Barros), que liga Campinas a Águas da Prata, pela Lei número 1.382, de 06 de setembro de 1977.
     Em 1978, na capital paulista, a Escola Municipal de 1º Grau do Jardim Ipê, tornou-se a "EMPG Prefeito Adhemar de Barros".
     A Lei Estadual número 4.369, de 09 de novembro de 1984, institui, no Estado de São Paulo, a "Semana Doutor Adhemar de Barros", a ser comemorada, anualmente, de 22 a 28 de abril.
     Em 2001, foi comemorado o centenário de nascimento do MÉDICO Paulista Ademar de Barros, tendo, sua família, doado seu arquivo particular ao Arquivo do Estado de São Paulo e lançado um site e um livro sobre sua vida e obra.
     Um Projeto de Lei, do ADVOGADO Maranhense Senador Henrique de La Rocque Almeida (também jornalista e político) de 1980, visando à Anistia ao MÉDICO Paulista Ademar de Barros, devolvendo-lhe suas condecorações, não prosperou, sendo arquivado em 1984.




O ESTILO ADEMAR de GOVERNAR.



     Construiu Usinas Hidrelétricas e muitas RODOVIAS de grande porte, continuando a tradição do Ex-Presidente da REPÚBLICA o ADVOGADO Fluminense Washington Luís, do qual o MÉDICO Paulista Ademar de Barros era admirador confesso. Ademar, em 27 de dezembro de 1938, declarou:
 

“O programa RODOVIÁRIO idealizado pelo ex-presidente Washington Luís será por mim integralmente realizado. Abrir ESTRADAS! Eis aí uma das acertadas soluções para o desenvolvimento econômico-financeiro do Estado. Convencido da oportunidade desta medida, estudei a realização de uma completa REDE RODOVIÁRIA, a unir todos os centros produtores, estes com as saídas naturais da riqueza estadual!”


     Por outro lado realizou também muitas obras e ações de caráter social, construindo escolas, bibliotecas no interior do estado, hospitais e sanatórios, afirmando, no seu manifesto de candidato à Presidência em 1960, que:
 


"Por onde passar a Energia Elétrica, passarão o TRANSPORTE, o MÉDICO e o Livro".


     
     Uma característica fundamental do MÉDICO Paulista Ademar de Barros era a ênfase no planejamento das ações de governo, no qual foi um dos pioneiros no Brasil.
     O estilo político "tocador de obra" e seu visual característico: - Mangas de camisa arregaçadas e suspensórios, se opunha ao populismo conservador e moralizante do ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros.
     Esse estilo "tocador de obra" retornaria posteriormente, nas gestões de outros governadores, como o ENGENHEIRO CIVIL Paulista Paulo Maluf e o ADVOGADO Paulista Orestes Quércia (também empresário, radialista e jornalista) que, em alguns casos, incorporaram partes desse figurino “ademarista” de tocar obras, arregaçar a camisa e amassar barro.
     O MÉDICO Paulista Ademar de Barros era capaz de grandes frases de efeito, e uma das suas frases mais conhecidas foi chamar, por ter GRANDE CONCENTRAÇÃO de COMUNISTAS, a atual Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo de "o abacaxi deixado pelo ENGENHEIRO Armando de Sales Oliveira".
     Suas campanhas eleitorais eram bem elaboradas, sendo que o MÉDICO Ademar e o EMPRESÁRIO Hugo Borghi são considerados os pioneiros do marketing eleitoral no Brasil.
     Um dos slogans de campanha eleitoral de Ademar de Barros, não assumido abertamente, era "Ademar ROUBA, MAS FAZ", que, apesar de ser uma frase cunhada por seu adversário o ADVOGADO Paulista Paulo Junqueira Duarte (também jornalista, biógrafo e arqueólogo) acabou por ser o lema de sua campanha eleitoral para Prefeito de São Paulo, em 1957, se promovendo em cima das inúmeras acusações de CORRUPÇÃO, na época, chamadas de "NEGOCIATAS".
     Era acusado também de DESVIO de VERBAS PÚBLICAS nos períodos em que era Chefe do Executivo Paulista. E quanto a desvio de verbas, seus adversários diziam que existia a "Caixinha do Ademar" para financiar suas campanhas eleitorais.
     Em reposta à crítica, os “ademaristas” tinham um refrão muito popular, composto Pelo COMPOSITOR Fluminense Herivelto Martins (também cantor, músico e ator) e pelo COMPOSITOR Fluminense Benedito Lacerda (também maestro e flautista):
 


“Quem não conhece?
Quem nunca ouviu falar?
Na famosa 'caixinha' do Adhemar.
Que deu livros, deu remédios, deu estradas.
Caixinha abençoada!"


     
     O mais comentado processo contra o MÉDICO Paulista Ademar de Barros foi, em 1956, o "Caso dos CHEVROLET (s)", (que teve início em 1955), e que teve seu desdobramento no "Caso dos CAMINHÕES da Força Pública", (a atual Polícia Militar), o qual o levou a Exilar-se no Paraguai, na Bolívia e na Argentina por 06 meses e 25 dias.
     O seu BIÓGRAFO Carlos Laranjeira, em "Histórias do Adhemar", lembrou que foram também 06 meses e 25 dias que o maior adversário do MÉDICO Ademar de Barros, o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros, permaneceu na Presidência da REPÚBLICA.
     O MÉDICO Ademar de Barros logo voltou do Exílio, dizendo que queria ser absolvido pelo povo nas urnas. Foi eleito Prefeito do Município de São Paulo em 1957.
     O Promotor do "Caso dos CAMINHÕES da Força Pública" foi o ADVOGADO Paulista Hélio Bicudo. O MÉDICO Paulista Adhemar de Barros foi defendido, no "Caso dos CAMINHÕES da Força Pública”, pelo ADVOGADO Paulista José Carlos de Ataliba Nogueira e pela ADVOGADA Paulista Esther de Figueiredo Ferraz (também professora) que se tornaria a Primeira Mulher a ocupar o cargo de Ministro de Estado no Brasil.
     Foi absolvido das acusações pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por 16 votos contra 12. O MÉDICO Paulista Ademar de Barros publicou na revista "O Mundo Ilustrado", em 1956, um relato das dificuldades que enfrentou neste seu segundo exílio.
     Entre outras dificuldades, o MÉDICO Paulista Ademar de Barros, que era piloto, conta que voou sem auxílio de instrumentos, guiado só por mapas e que quando chegou ao Paraguai lhe informaram de um plano para assassiná-lo.
     Outro caso famoso de suposta "NEGOCIATA" muito comentado foi o "Caso da Urna Marajoara" do Museu Paulista.
     O MÉDICO Paulista Ademar de Barros gostava muito de eleição e disputava todas que podia, mesmo quando tinha poucas chances de ganhar.
     Foi alvo constante de caricaturistas e humoristas e do bom humor do povo, que chamava um pequeno túnel por ele construído, no centro da Cidade de São Paulo, de “O Buraco do Ademar”.
     A Dupla de MÚSICOS Caipira "Alvarenga e Ranchinho", parodiando um anúncio radiofônico do remédio Melhoral, cantava:

 

"Ademá, Ademá, é mió e num faz má".

     

     Observação do escriba: - O MÚSICO Murilo Alvarenga é Mineiro (também compositor e cantor) e o MÚSICO Diésis dos Anjos Gaia é Paulista (também compositor, cantor, letrista, ator e rádio ator).
     

     
     Também provocava risos quando, já nos tempos do Palácio dos Bandeirantes, uma suposta amante telefonava para ele e Ademar atendia: - "Como vai, Doutor Rui?… Um beijo, Dr. Rui!", segundo depoimento do JORNALISTA Paulista Percival de Souza (também escritor e tele jornalista).
     Estava sempre se revezando na Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado de São Paulo com o ADVOGADO Mato-grossense Jânio Quadros, seu eterno rival, e cuja política era sempre suspender suas obras. Curiosamente, ambos, o MÉDICO Ademar e o ADVOGADO Jânio, eram adeptos da MAÇONARIA, como se vê na lista de Maçons Famosos nos sítios da Maçonaria Brasileira.
     Ademar de Barros foi iniciado maçom, no dia 12 de dezembro de 1949, pela "Loja Guatimozin 66", conforme consta nas atas daquela Loja.
     Na sua campanha Presidencial de 1960, o ARCEBISPO de Porto Alegre, D. Alfredo Vicente Scherer, fez campanha contra Ademar de Barros, pedindo aos católicos que não votassem em Ademar por este ser Maçom.
     

     
     Observação do escriba: - Outra briga boba entre a Igreja Católica e a Maçonaria. A Igreja Católica defende a existência de DEUS. A MAÇONARIA defende a existência do “Grande Arquiteto do Universo”. Ué? Não é a mesma coisa! Ou seja, não é o mesmo DEUS! Ou não?

     

     A visão dos “ademaristas” sobre a ascensão do “janismo” na política paulista é explicada assim por um líder “ademarista” da região de Bauru:
 

“O Brasil parou de se desenvolver quando deixaram de votar neste homem (Ademar) para votarem em Jânio Quadros!”


     A rivalidade entre o "ademarismo" e o "janismo" marcou época em São Paulo nas décadas de 1950 e 1960. Essa rivalidade e os comícios (meetings) pelo interior de São Paulo entraram para o folclore político do Estado de São Paulo e do Brasil, e se tornaram acontecimentos inesquecíveis para os paulistas daquela época. Um caso ocorrido que ilustra essa rivalidade:
     
     Num comício em Mogi-Guaçu, cidade a ser visitada por Ademar e Jânio em um intervalo de dois dias, o candidato do PSP, com adjetivos enfáticos e gestos agressivos começou a discursar: - "Entre as várias obras que fiz em São Paulo está o HOSPITAL de LOUCOS. Infelizmente, não foi possível internar todos. Um desses LOUCOS havia escapado e fará comício nesta mesma praça amanhã." Para delírio do povo “ademarista”, a gargalhada era geral.
     No dia seguinte, Jânio Quadros foi recepcionado na cidade. Um adepto “janista” relatou a ele tal acontecimento. No seu comício, deu o troco: - "Quando fui Governador de São Paulo, construí várias PENITENCIÁRIAS, mas não foi possível trancafiar todos os LADRÕES. Um escapou e fez um comício aqui mesmo nesta praça ontem."


     Observação do escriba: - O MÉDICO Ademar de Barros disse a verdade! O ADVOGADO Jânio Quadros também disse a verdade!



Três outros exemplos deste folclore político:


     
     - Em um comício em Jaú, Ademar, batendo a mão no bolso, exclamou: - "Neste bolso nunca entrou dinheiro do povo!" Alguém na multidão gritou em resposta, segundo depoimento de Paulo Silveira: "Está de calça nova, Doutor!"
     
     
     - Em São José dos Campos, segundo depoimento do Sr. Mário Carvalho de Araújo, Ademar não hesitou em descer do palanque, interrompendo seu comício, e se dirigir a um homem que estava encostado em uma árvore com um CHARUTO e fumá-lo com o homem, deixando todos surpresos e rindo.
     
     
     - Em Penápolis, houve um acontecimento inusitado: - Sempre ligado ao social, Adhemar escutou Prostitutas, no palanque, em um comício, onde elas reclamaram de suas más condições de vida, segundo depoimento da moradora Luciana de Castro. (fim da 2ª parte – no próximo “capítulo” vem “chumbo de calibre médio” contra os PETRALHAS).



     
     A luta contra a debilitante POLIOMIELITE (paralisia infantil) continua, e a luta a favor da inofensiva AUTO-HEMOTERAPIA, também continua.
      Se DEUS nos permitir voltaremos outro dia ou a qualquer momento. Boa leitura, boa saúde, pensamentos positivos e BOM DIA.
     ARACAJU, capital do Estado de SERGIPE, localizado no BRASIL, Ex-PAÍS dos fumantes de CIGARROS e futuro “PAÍS dos supostos MACONHEIROS ESQUIZOFRÊNICOS”.

     


Aracaju, segunda-feira, 19 de agosto de 2019.




       Jorge Martins Cardoso – Médico – CREMESE – 573.



     
     
     Fontes: (1) – INTERNET. (2) – Google. (3) – Wikipédia. (4) – Livro – “Chatô – O Rei do Brasil” – Autor: - Fernando Morais - 1994. (5) – Almanaque Abril – Editora Abril – 1977. (6) – Livro – “Minha Razão de Viver” – Autor: - Samuel Wainer. (7) - Outras Fontes.


jorge martins
Enviado por jorge martins em 19/08/2019
Código do texto: T6724341
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Sobre o autor
jorge martins
Aracaju - Sergipe - Brasil, 69 anos
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