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MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA A ÚLTIMA FLOR LÁCIO INCULTA E BELA

“Minha língua é minha pátria.” Esta frase é de um dos maiores escritores portugueses, José Maria Eça de Queiroz. Talvez as pessoas não se deem conta da importância das línguas de uma maneira geral, e pensem tratar-se somente de um amontoado de símbolos sem a menor importância e muito menos imaginam como a língua se formou e como se chegou ao ordenamento que se tem hoje em dia, nos aspectos fonético, estudo dos sons dos menores elementos da língua; morfológico, estudo isolado das palavras; léxico, dicionário de línguas clássicas antigas e sintaxe, estudo das palavras como elementos de uma frase.
A língua portuguesa nasceu no noroeste da Península Ibérica, tendo surgido do latim vulgar, por volta do século III de nossa era com a invasão romana e com a de outros povos. Por volta do século XIII, os árabes invadiram a península e deixaram sua marca no transcorrer dos cinco séculos que por lá permaneceram, principalmente no léxico.
Em 1290, tornou-se língua oficial de Portugal, por meio de D. Dinis I; vindo a ser normatizada 1536 com a gramática de Fernão de Oliveira e João de Barros. No Brasil, a língua chegou com os portugueses em 1500. Entretanto, logo não se tornou língua oficial, pois o tupi-guarani era falado em quase toda extensão de nossa costa. Com a chegada dos jesuítas, a língua espalhou-se mais rapidamente, misturando-se como o tupi, acolheu muitos termos desta língua, sendo novamente influenciada pelos negros vindos da África com a chegada dos escravos, nascendo a Língua Portuguesa Brasileira, que nos permitiu total integração de norte a sul.
No aspecto mundial, nossa Língua Portuguesa, com seus sotaques e diferenças regionais, hoje é falada por mais 250 milhões de pessoas.
A integração do Brasil de norte a sul, concretizada pela língua, deu-nos um país continental, embora não possa ser o marco determinante na união de um povo, pode ser considerado como um dos, pois como se vê,  uma mesma língua, como a espanhola, não uniu a América Latina Espanhola em um só país.
Abstraindo-se deste pormenor, devemos nos ater aos aspectos da língua quanto às suas dificuldades na formação e diante disso temos que a preservar, porque a degradação de uma língua ao perder suas normas e regras de escrita leva seu povo à extinção e à perda de sua identidade.
Explicando melhor. Para preservar o conhecimento, os cientistas optam por escrever e deixar seus artigos para a posteridade em latim, isso porque a língua latina, considerada morta, não sofre qualquer influência interna ou externa, e mantém intacta sua estrutura e significação das palavras de acordo com a época em que foram escritos e serão preservados e entendidos daqui a mil anos. Uma palavra ou uma frase, ditas hoje, terão o mesmo significado amanhã e poderão ser pesquisadas em dicionários, pois lá estarão registradas desafiando os séculos.
Do jeito que desprezamos nossa língua atualmente, daqui a poucos anos, ela não mais existirá como língua escrita e também falada, o que escrevermos hoje, quem ler amanhã não compreenderá, pois os dicionaristas, para registrar palavras em seus léxicos, precisam que as palavras tenham uso corrente e não tenham variação de significado ao bel-prazer dos falantes de um dia para o outro.
Isto, sem querer ser chato e acusar os esquerdistas sempre; mas acusando, é uma coisa orquestrada que vem desde o surgimento do marxismo com Lênin e Gramsci, tendo também em todos seus seguidores a mesma tendência de desprezo pelas normas, e pela falta respeito por qualquer coisa que não seja do interesse deles. Entretanto, submetem-se como cordeiros ao julgo ditatorial de muitos de seus dirigentes que se tornam verdadeiros deuses.
Por que estou escrevendo isto? Tudo tem uma finalidade e este texto também. Num discurso no congresso, um deputado do Psol referiu-se ao homem com quem vive, usando o termo meu marido. Aqui não há qualquer tentativa de preconceito sexual, mas tão somente dar nome aos bois e cultuar a nossa língua, respeitando suas regras e normas, pois os esquerdistas trataram de excluir de nossas escolas os termos certo e errado, trocando-os por adequado e inadequado.  Certo é o que é verdadeiro, de acordo com os dicionários; e adequado é o que está em conformidade com algo, adaptado ajustado, portanto, os dois termos não são sinônimos embora parecidos.
Mas voltando ao assunto do deputado, marido, de acordo com Antônio Houass, é o homem unido a uma mulher pelo casamento, esposo. Desta forma, o “nobre deputado” não tem marido, queira ele ou não, pode ter qualquer coisa, como disse, sem ofensa, mas nunca marido. Porquanto, são dois homens que vivem juntos e mesmo assim não estão unidos pelo casamento, até porque casamento, também de acordo com os dicionários é a união voluntária de um homem com uma mulher, nas condições sancionadas pelo direito, para formação de uma família legítima. E isso não ocorre quando dois homens vivem juntos.
O intuito do deputado não é só chamar a atenção, mas como todo bom esquerdista e aquele é um dos piores, pois do Psol, é desestabilizar nosso idioma, fugir da obediência às normas e desrespeitar o que levou séculos para se concretizar como língua. Será que o sujeito tem ideia do trabalho hercúleo de nossos antepassados para estruturar nosso idioma? Tenho certeza que não e mesmo se tivesse, não respeitaria, assim como não respeita nada que não seja da esquerda que sorrateiramente desrespeitado e desqualificado, sem quaisquer escrúpulos na defesa de seus interesses, o trabalho científico e inestimável de filólogos, dicionaristas, linguistas ou de qualquer pessoa que não reze pela cartilha deles.
 Uma língua não é um amontoado de símbolos sem qualquer valor e expressão, como muitas leis feitas por pessoas sem compromisso com quem quer que seja, com sua Pátria, mas somente a serviço de interesses próprios, de grupos e de partidos políticos. Portanto, senhores deputados, nobres congressistas, aqui incluo todos, pois o presidente da mesa, quando o deputado referiu-se ao seu companheiro como marido, tinha o dever de retirar a expressão do texto, respeitem nosso idioma, pois vocês são representantes do povo, da Pátria e da Nação. E à Nação, ao povo, ao País devem respeito, zelo e acima de tudo têm obrigação de defender seus símbolos máximos como a língua, o hino, a bandeira, etc..., já que o recinto do Congresso serve de palco para incentivar a homossexualidade, visto que duas mulheres despudoradamente beijaram-se naquela casa, sem nenhum decoro e sem qualquer repreensão das autoridades presentes.
E aqui, mais uma vez saliento não há qualquer homofobia, ou como diria a Anta, “mulherfobia”, embora corra o risco do STF assim considerar meu texto, declarando os dicionários e os dicionaristas homofóbicos ou “mulherfóbicos” e eu ser considerado criminoso por praticar crime ao divulgar conteúdo criminoso dos dicionários.
“Minha língua é minha pátria” e “a última flor do lácio, inculta e bela”, com mais de quinhentos anos de história, contando-se somente a partir de sua normatização, não pode ser vilipendiada, jogada no esgoto e destruída por políticos inescrupulosos que não sabem nem assinar o nome, nem quem foi Eça de Queiros ou Luís Vaz de Camões, mas tão-somente pessoas desqualificadas como Lênin, Fidel, Stalin e outros criminosos menos famosos, e foram eleitos enganando as pessoas, roubando-lhes a boa-fé,  que pela falta de esperança e pouco conhecimento se deixam levar por discursos vãos e mentirosos.
Portando, Nobre Deputado, para fazer menção a Marlon Reis, respeitem-nos, respeitem nosso País, nossa Pátria, nossa língua, já que não respeitam nossos cofres.

HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, AGOSTO/ 2019
minha
Henrique César
Enviado por Henrique César em 01/08/2019
Reeditado em 01/08/2019
Código do texto: T6710025
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Henrique César
Fortaleza - Ceará - Brasil, 67 anos
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