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ARTIGO – Marinheiro de primeira viagem – 01.05.2019 (PRL)

 
ARTIGO – Marinheiro de primeira viagem – 01.05.2019 (PRL)


Por vezes, na nossa dita independência, somos confundidos com os que votaram contra o presidente Bolsonaro. Não, não votamos, mas também não nos comprometemos com ninguém para defender o atual governo até mesmo quando achar que está redondamente enganado. Jamais faríamos isso!

Todos nós saímos das urnas com absoluta certeza de que, mantido o discurso, o nosso Capitão poderia fazer o que quisesse no comando da rédea nacional, autorizado pelas forças livres e democráticas do povo em outubro/2018.

Era público e notório que a “Reforma da Previdência” já vinha sendo rechaçada desde governos anteriores, notadamente na era Temer, porquanto os políticos tinham muito medo de não ser reeleitos e perder a boquinha do ganho fácil e do prestígio nacionalmente reconhecido.

Em sendo assim, embora não sejamos estrategistas políticos, o presidente deveria ter editado já no primeiro dia do ano a Medida Provisória 01/2019, tratando da elevação da contribuição dos que ganham muito e recolhem pouco, mas  sem prazo de vigência, o que significa dizer que poderia ser reeditada a cada período, bastando que se mudasse apenas uma palavra ou frase do texto, a fim de ter formato de novo.

Agindo assim, claro que o jogo estaria diferente, e ao invés de estar sujeito ao que a Câmara dos Deputados quer e deseja, à frente o impagável Rodrigo Maia (DEM-RJ), inclusive com a exigência ainda não confirmada de que teria de pagar fabulosa soma a cada parlamentar para aprovação da pertinente reforma, numa espécie de chantagem,  a situação seria inversa, ou seja estaria sendo chaleirado para seguir no seu intento e até revogar o ato sugerido no parágrafo anterior deste artigo.

Todavia, está bastante claro que ainda há tempo. Ora, se os deputados querem empurrar a votação para o segundo semestre do ano, é urgente que se tome a providência da emissão dessa Medida Provisória, que não mais seria 01/2019, mas na sequência em vigor. Será que temos Chefe da Casa Civil ou conselheiros políticos nesse governo?! Daqui até a votação o dinheiro arrecadado seria de montante substancial para ajudar na derrubada desse déficit que o país atravessa em seu orçamento. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!

Forçoso é reconhecermos que as coisas estão muito difíceis, notadamente agora com essa onda de que o General Mourão pensa em renunciar, segundo soubemos pela mídia, o que seria desastroso para o país, e não é isso que o povo indicou ao votar na dupla no ano passado, até porque poderia indicar aos desavisados que as forças armadas deixariam de colaborar com a segurança dos poderes institucionais, da lei e da ordem.

Que Deus dê juízo a esse povo que comanda. Continuamos com a nossa posição de que essa reforma deveria ser adiada, pois mexe com a vida de pessoas pobres, além do que ninguém jamais viu reforma para melhorar, mas sim para tumultuar ainda mais os direitos dos mais necessitados. Quando se dá um pé exigem-se duas mãos.

Mudando de assunto. Nunca vimos um primeiro de maio tão tristonho na história do Brasil, praticamente sem ter o que comemorar no dia internacional do trabalho, fato nunca ocorrido nos tempos de Getúlio Vargas, por exemplo, para citar algo de bom.

Nosso abraço.
SilvaGusmão
Foto: GOOGLE
 
INTERAÇÕES


03/05/19 20:15 - Luamor
 
Olá mestre Ansilgus excelente artigo, realmente nunca vi um 1 de Maio
muito triste para os trabalhadores, também quantos desempregados, eu
vi na televisão filas enormes de desempregados para preencher ficha de
serviço para uma vaga para um estabelecimento que será em um prédio
que vai  ser construído, é um desespero que dá dó de ver. A reforma da
previdência quem gostou? Ninguém tem que começar a mexer lá de cima
dos políticos e não dos aposentados e dos pobres, sempre é o pobre os
deficientes que pagam e sofrem tudo ... Meus aplausos Ansilgus, muita
saúde pra você, Um abraço, Vera/Lua

Muito grato cara amiga poetisa Luamor...muito me convenceram suas palavras...um abraço do ansilgus.
ansilgus
Enviado por ansilgus em 01/05/2019
Reeditado em 03/05/2019
Código do texto: T6636864
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ansilgus
Recife - Pernambuco - Brasil
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