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ARTIGO – Eleições nas pesquisas – 24.10.2018 (PRL)
 
ARTIGO – Eleições nas pesquisas - 24.10.2018 (PRL)
 
Nunca fomos favoráveis ao espetáculo monopolista que a emissora das marionetes faz ao divulgar os números das pesquisas por ela encomendadas a institutos que vivem dessa atividade. São empresas privadas, que ganham pra isso, e quanto mais essa eleição se alongar mais elas faturam na boa fé dos ingênuos brasileiros. São dinheiros nossos de qualquer maneira.

No resultado publicado ontem à noite, em dois dias de pesquisas, a diferença baixou de quase vinte para treze por cento, números que chegam a assustar, porquanto a especialidade dos marqueteiros, que parece ser os mesmos das vezes anteriores, é justamente deixar em polvorosa os eleitores, numa tentativa de contaminar a todos e reverter o quadro que se lhes apresenta desfavorável. Dessa forma, e cada vez mais agressiva a campanha do candidato do Partido dos Trabalhadores, a próxima diferença vai ser de cinco por cento, e a última certamente um empate técnico, no sábado.

Não cremos que as fraudes alegadas no primeiro turno, em face das urnas eletrônicas, possam se repetir, se é que realmente existiram. Daqui não temos a mínima condição de afirmar coisa alguma. Entretanto, vale lembrar que a máquina sempre é comandada pelas mãos humanas, o computador, por exemplo, faz o que queremos, incluímos, apagamos e modificamos dados a nosso bel prazer. Ninguém poderá negar que algum fanático pudesse colocar suas habilidades em favor de candidato A ou B. O que não se deve é desconfiar do Tribunal Superior Eleitoral, dirigido pela presidente Ministra Rosa Weber, que tem feito muito esforço no sentido de levar avante esse relevante pleito.

A nosso pensar, uma vez que não entendemos da matéria, o programa eleitoral do candidato Bolsonaro deveria ser mais contundente, falando o linguajar do povão. Vejam bem, será que um pobre matuto do sertão pernambucano, por exemplo, sabe o que é corrupção, logo ele que nunca o fez? Pensamos que não. Vamos falar mais fácil, trocando essa palavra por “ladrão”, que aí ele entende muito bem, até porque muitas vezes fora roubado pelo patrão. Também dedica muito tempo pra falar no Haddad, quando é ele o candidato. Aliás, já está na hora de decidir elevar a “bolsa família” para um salário mínimo mensal ao invés dessa porcaria que pagam hoje em dia, por volta de duzentos e cinco reais por família, teto máximo.

Dinheiro existe e muito. Aliás, há dinheiro pra tudo, bastando que se exerça ampla fiscalização e controle tanto dos gastos públicos como da arrecadação dos tributos e taxas que entram para os cofres públicos, muitos até nem chegando ao seu destino final, que é o povo de um modo geral por este país afora, mediante investimentos e aplicações indispensáveis aos setores de maior necessidade, como educação, saúde, transporte e segurança, apenas para citar alguns.

O crucial problema que se nos apresenta pela frente é justamente como fazer uma equipe de gabarito, honesta e desejosa de trabalhar em prol da população. Capacidade técnica abunda no mercado, mas nem sempre essa qualidade corre pari passu com a honestidade, pois parece que quanto mais conhecedor dos problemas e suas soluções mais o cidadão se pende para o lado da imoralidade da corrupção. A situação está de um jeito que onde quer que se abra o cofre duma repartição pública, por exemplo, se constatará roubo do dinheiro público.

Vamos ter de pensar de algum modo que o fato de um partido de má reputação por si só não enlameia a vida de um filiado que tenha pautado sua vida dentro da lei e da ordem. Associar-se a uma entidade é assim como que obrigatório pela lei, a fim de concorrer a cargo eletivo. Do contrário, será impossível governar. A depender do ambiente em sua volta o titular de qualquer cargo pode ser um malefício ou não, mas se encontrar a coisa já degringolada aí poderá não ter mais jeito. Todavia, assim como um criminoso pode ser recuperado, um viciado também poderá encontrar o caminho de volta numa boa.

A mentira divulgada pelo cantor Geraldo Azevedo, de que teria sido torturado pelo General Mourão, que tinha dezesseis anos à época, amplamente comentada no país todo, poderia ter sido de imediato respondida com a sua prisão em flagrante delito, a fim de acabar de vez com esses comportamentos prejudiciais à democracia. Mas na constituição há um artigo que proíbe a prisão de qualquer cidadão até cinco dias antes das eleições. Será que ele sabia disso ou foi pau mandado?! Mas é melhor que seja assim, pois esse artista tem muito valor para a música brasileira, embora esteja num período de decadência, próprio da vida de todos nós.
 
Nosso abraço.
 
Ansilgus
 
ansilgus
Enviado por ansilgus em 24/10/2018
Reeditado em 24/10/2018
Código do texto: T6485090
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ansilgus
Recife - Pernambuco - Brasil
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