MÍRIAM LEITÃO, torturada no regime militar


 
Míriam Azevedo de Almeida Leitão, jornalista formada na Universidade de Brasília, exerce essa profissão - em jornal, rádio e TV - desde 1974. 
 
Atuou como repórter de assuntos diplomáticos e como editora de economia no jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, O Estado de São Paulo e O Globo.
   
Comentarista de economia na CBN, Globo News e Rede Globo, é a terceira  jornalista brasileira mais premiada.  Entre os prêmios recebidos destacam-se: 

- Jornalista do Ano, em 2013 (concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil);

- o “Maria Moors Cabral”, da Universidade da Colúmbia, pelo combate à desigualdade social (concedido pela Federação Internacional de Jornalistas);

- o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos/2012;

- o Esso de Informação Científica e Ambiental/2013, pela reportagem com os índios Awá, com cobertura fotográfica de Sebastião Salgado...


Publicou os livros: “Convém sonhar” e “Saga brasileira”, que lhe garantiram os prêmios Jabuti de Livro Reportagem e Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção/2012.

Em 2013 publicou o infantil “A perigosa vida dos passarinhos pequenos”.

Em 2014 publicou o infantil “A menina do nome enfeitado” e o de ficção “Tempos extremos”.

Uma mãe de família, repórter, jornalista, escritora que, pela diversidade de suas atividades, manifestações e dinamismo, ainda sonha com um mundo em que as desigualdades, especialmente no inter-relacionamento humano, sejam cada vez diminuídas.

 Dói saber que essa exemplar criatura, por lutar por ideias que ela considera mais justas para a humanidade - narradas com firmeza em “Convém sonhar” e “Saga Brasileira” –, aos dezenove anos de idade esteve presa e  torturada pelo regime militar.  Podia não estar mais entre nós, mas Deus lhe deu coragem e dignidade suficientes para enfrentar e suportar seu  martírio, a princípio psicológico:

- Grávida, trancaram-na num quarto escuro junto a uma crescida jiboia, viva.

As gerações mais novas somente agora, através de depoimentos divulgados pela Comissão da Verdade, estão tomando conhecimento de alguns minúsculos trechos da história de nosso País durante a segunda grande ditadura implantada no último século.  Vinte e um anos de censura, de tortura e de obsessivo e desmesurado poderio militar subjugante.

Com todas as suas falhas - consequentes e consertáveis -, sobreviveu a democracia, a liberdade.

Comprometida com o bem e a verdade, Míriam Leitão, cada vez sobrevivente, cada vez solidária, cada vez mais querida, continuará sempre vista e ouvida pela humanidade - qual uma águia em sua trajetória ascendente.