Joyce Kilmer – Trees (texto de apreciação do poema por Tânia Conceição Meneses)
TREES (Joyce Kilmer)
I think that I shall never see
A poem lovely as a tree.
A tree whose hungry mouth is prest
Against the earth’s sweet flowing breast;
A tree that looks at God all day,
And lifts her leafy arms to pray;
A tree that may in summer wear
A nest of robins in her hair;
Upon whose bosom snow has lain;
Who intimately lives with rain.
Poems are made by fools like me,
But only God can make a tree.
Joyce Kilmer, (born Dec. 6, 1886, New Brunswick, N.J., U.S.—died July 30, 1918, near Seringes, Fr.), American poet known chiefly for his 12-line verse entitled “Trees.”
O poema Trees, de Joyce Kilmer, está disposto em 12 linhas de versos, rimados dois a dois. A rima é muito importante, não apenas como efeito sonoro, mas como um distintivo da poesia, ainda que tenha sido abandonada parcialmente por alguns poetas. A rima anda pelos caminhos do gosto pessoal e a ausência dela não desvirtua o caráter de um texto poético. Isto é, um poema pode não apresentar rimas, mas continuará poesia.
O poema de Joyce Kimler é um canto às árvores, quer pela imponência delas (o eu lírico do poema visualiza as árvores frondosas e altas), quer pela sua capacidade de purificar o ar. Joyce vê nas árvores a manifestação divina na Natureza, uma espécie de musa que faz ver ao vate o quão insignificante ele é perante esses portentos verdes.
O indivíduo que conhece a língua inglesa fluirá ainda mais do sabor da inspiração no poema Trees. Entretanto, poemas podem e devem ser traduzidos, interpretados, analisados, parodiados, parafraseados ou servirem de inspiração. Neste texto, aproprio-me do poema Trees tão somente como inspirador de uma releitura que faço, mas sem manter compromisso com rimas, principalmente.
Árvores (Tânia Conceição Meneses)
Não lograrei escrever um poema
Majestoso como as árvores
Que sugam da terra a seiva
Em uma fome sem fim
Uma árvore ergue milhares de braços
Na direção do Criador, em perene prece
Uma árvore adorna no verão sua cabeleira
Com o ninho do insone sabiá-laranjeira, ouve seu canto
Ela, que se lavou em chuvas
E se enxugou no calor dos relâmpagos
Nada disto tivemos, temos ou teremos
Nós, poetas, somos tolos
Pois o único que sabe fazer árvores
E sabiás-laranjeira é Deus.