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AO PONTO

A que ponto chegamos, olhamos a vida e vemos tudo diferente de como era; tudo mais sublime e perigoso. A amplitude das palavras, ouvimos como grito e ordem: sim, senhor! Que horror esta multiplicação da (des)razão sem diálogo que nos tira o sabor da vida. Encontro na poesia de Alexsander Wolf, “Bons Tempos //... de que o nosso país amado, / um dia seria liberado”.
A que ponto chegamos, ficamos sem opções, objetivos, ideais e espaço para destinar a palavra sem quebrar o ponto de descortino da realidade assustadora. Nas palavras de Christian Svoboda, “... As verdades só se reconhecem como verdades / quando quem as verifica é por si verdadeiro...”.
Gosto da vida, de amar e ser ouvida a ponto de revelar a verdade. Mas, vivencio à distância o eco da solidão, dor e incertezas em que os reflexos, das imagens apresentadas na vida diária, vão além do bom senso. Christian Svoboda alerta, “... Cada passo deve ser medido / dentro deste campo minado / onde muitos estão livres / e poucos libertados...”.
Medimos as palavras tecidas para encontrar a seriedade e a paz sem perder a capacidade de sentir e perceber as maldades ao redor.
Tânia Du Bois
Enviado por Tânia Du Bois em 03/04/2020
Código do texto: T6905618
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Tânia Du Bois
Balneário Camboriú - Santa Catarina - Brasil, 63 anos
414 textos (50041 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/08/20 13:45)
Tânia Du Bois