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A COREIA DO NORTE

A Fome
Ao assumir o poder, o ditador comunista Kim Il-sung prometeu três tigelas diárias de arroz ao povo, mas essa promessa nunca se cumpriu. Até hoje, arroz tem sido artigo de luxo para a população esfomeada.

Devido a invernos prolongados e cadeias montanhosas elevadas, pequena é a faixa de terra para o plantio de produtos agrícolas, o que deixa o mercado interno sem abastecer. De maneira que, como durante o inverno tudo fica congelado, nada resta para alimentar a população, que se queda faminta, desnutrida e miserável.

O Secretário-geral da Missão Portas Abertas, no Brasil, Marco Cruz, participou de um encontro com uma cristã norte-coreana enquanto degustavam uma refeição. Ele se sentiu satisfeito com sua porção, mas deixou uma pequena porção de alface no prato. Nesse momento, a norte-coreana o interrogou, ao dizer-lhe: “Você pode comer tudo que colocou no prato antes de continuarmos? É que passei fome na prisão na Coreia e não consigo ver pessoas deixarem comida no prato.”

Nos anos em que permaneceu prisioneira em um dos vários campos de concentração norte-coreanos, a cristã enfatizou que seu maior medo não era morrer na prisão, mas negar sua fidelidade a Jesus de Nazaré.

O arroz é um produto agrícola arraigado na cultura norte-coreana, mas a escassez não atinge tão somente a população carcerária, como também o prato de quase toda a população.

No início da década de 1990, quando o Estado passou a confiscar quase toda a produção das fazendas coletivas, os agricultores, como resposta, passaram a esconder parte das colheitas; daí surgiu histórias a respeito de tetos de celeiros rurais que desabaram, devido a tanto peso estocado.

A  Adoração
O tio materno de Kim Il-sung era líder da comunidade cristã “Jerusalém do Oriente”. Todavia, quando Kim chegou ao poder, começou a fechar igrejas, banir exemplares da Bíblia e deportar cristãos para outras regiões do país.

Apesar de toda essa ação comunista, exemplares do texto sagrado continuam sendo normalmente contrabandeados através do território chinês, e o povo cristão norte-coreano toma o devido cuidado de enterrar esses exemplares, em locais seguros, para, posteriormente, serem examinados à luz das estrelas.

O regime comunista norte-coreano tem sido tomado como padrão na rede pública escolar para uma limpeza na mente das crianças.
A criação da ideologia Escola Com Partido é mais um projeto da filosofia comunista para fazer uso da rede escolar pública como instrumento fundamental, e assim arrancar da mente da criança conhecimentos a respeito da existência do Criador, da religião cristã e da moral.

Após essa lavagem cerebral, então, a criança passa a ser perfeitamente doutrinada com princípios marxistas, e assim dominar toda a sociedade com o néctar comunista.

Esse artifício foi usado na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, é usado na China e na Coreia do Norte, dentre tantos outros pares comunistas.

Na Coreia do Norte, a religião cristã foi abolida, o cristão tem sido fuzilado ou enviado a um campo de concentração, e a rede escolar tem sido usada para fazer a cabeça das crianças, com a aplicação de ideias marxistas extremistas.

Com um relatório montado, após uma profunda pesquisa de campo empreendida por seus agentes, que operam junto ao povo cristão de vários países, a Missão Portas Abertas Internacional elaborou uma lista com as 50 nações mais intolerantes ao conteúdo da Bíblia Sagrada, após catalogar matérias específicas de uma produção anual para o lançamento de seu projeto “Classificação de Países por Perseguição 2013 (World Watch List – WWL).”

Segundo o WWL, há 11 anos a Coreia do Norte vem sendo classificada como nº 1 dessa lista negra, por ser um dos países mais fechados à penetração da mensagem do Evangelho.

Nesse país oriental existem somente duas igrejas protestantes, uma católica e uma ortodoxa, todas, instaladas na capital Pyongyang. Esses templos religiosos oficiais, conhecidos como “igrejas de fachada”, são controlados pelo Governo, e funcionam como parte da propaganda política mentirosa de liberdade religiosa.

Apesar do rígido controle do regime de exceção, existem inúmeras igrejas não controladas pelo ditador vermelho, conhecidas como “igrejas subterrâneas ou clandestinas”, e estas se reúnem, secretamente, em cavernas de regiões montanhosas rurais.

Mas, sempre que esses núcleos cristãos são delatados por vizinhos ou por seus parentes, seus membros passam a compor um exército de miseráveis enviados a campos de concentração; nessas instalações encontram-se cerca de 60 mil evangélicos enfiados.

Ter em casa um quadro com a foto do ditador Kim II Sung constitui um diferencial muito importante para o cidadão comum; entretanto, para o conhecedor do Livro Sagrado, a convivência com a família e com a vizinhança se torna fator de difícil relacionamento, tamanha a pressão física e psicológica que sobre si incide, por se recusar adorar, de joelhos dobrados, o ditador avermelhado.

Todo lar é obrigado a ter imagens de seus líderes políticos, e aquele que não o fizer é enviado a um campo de concentração. Então, um porta-retrato com a imagem de Kim deve ser pendurado em uma das paredes da residência. E nenhuma parede da unidade residencial pode estampar imagem outra, a não ser a desse personagem.

Junto com o porta-retrato é entregue um pano branco para ser mantido em uma caixa abaixo do porta-retrato, e deve ser usado somente para manter a limpeza do utensílio fixado à parede solitária.

Mas, iluminados pela malandragem sagrada, em um lar cristão, membros da unidade residencial costumam cobrir a imagem do deus comunista antes de se ajoelharem para interceder junto ao Eterno.

Apesar de o sistema comunista manter a população a cabresto curto, o povo norte-coreano tem sido bombardeado por emissoras de rádio que, diariamente, mantêm programas evangélicos que penetram nos lares, e o governo totalitário nada pode fazer para impedir a avalanche de notícias religiosas de qualidade e poder sobrenatural.

Emissoras de rádio, mantidas por instituições estabelecidas em várias nações, mantêm programas evangélicos captados durante a madrugada, horário em que o sistema elétrico norte-coreano se encontra em funcionamento.

A Rede Escolar
A rede escolar norte-coreana tem sido usada como instrumento governamental para remover, da mente das crianças, a ideia religiosa da existência do Criador do Universo.

Caso uma professora obtenha de um aluno ou de um cidadão qualquer uma denúncia da existência de uma família cristã, ainda que oculta, os membros da família são presos e metidos em um dos vários campos de concentração.

A criança, por acreditar na doutrinação que lhe tem sido ministrada pelo regime marxista, pode denunciar seus pais cristãos, convencida de que está fazendo algo correto.

Devido a esse estado policial totalitário, os pais cristãos deixam de ministrar conhecimentos bíblicos a seus filhos pequenos, devido à elevada pressão estatal, porquanto correm o risco de serem fuzilados ou encerrados em míseros campos de concentração.

Como os ensinamentos extraídos da Bíblia Sagrada constituem um ferrenho obstáculo à propagação do comunismo, em toda sua extensão diabólica, os senhores marxistas trabalham, “pelas beiradas”, com a Ideologia de Gênero e a Escola Com Partido, e o fazem para dar cabo a princípios cristãos ministrados a crianças.

A manipulação de crianças na rede escolar tem sido uma espécie de lavagem cerebral cultivada por mentes comunistas. De maneira que, dar cabo ao Evangelho e dominar a rede pública escolar tem sido o grande sonho de lobos comunistas metidos em pele de ovelha.

Em uma matéria do ano de 2011, apesar de 90% da população norte-coreana passar fome, desde cedo, as crianças são devidamente treinadas para adorar Kim Jong II (1941-2011). Segundo o escritor Paul Estabrooks, registrou Tsuli Narimatsu, Gestora de Comunicação da Missão Portas Abertas, na escola norte-coreana as crianças recebem doutrinamento para rejeitar as Sagradas Escrituras.

E para fixar essa imagem na mente das crianças, a professora costuma mostrar-lhes um exemplar da Bíblia Sagrada, de capa preta, e pede que seus alunos(as), procurem, em suas casas, o livro preto do jeito que lhes foi mostrado, e que não digam absolutamente nada a seus pais.

A criança que levar o maior número de exemplares à professora vence a competição. Contudo, como resultado desse projeto diabólico, essas crianças, ao retornarem a seus lares, jamais verão seus pais; pois, estes foram enviados a campos de concentração do regime de exceção. Com isso, o Estado assume a paternidade dessas crianças.

CERQUEIRA, RNFD. O Messias está voltando. Florianópolis, Santa Catarina, 2018. Ainda não revisado nem editado.
RNF Cerqueira
Enviado por RNF Cerqueira em 03/11/2019
Código do texto: T6786150
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