: “ AS QUATRO PENAS BRANCAS” ( THE FOUR FEATHERS )
“O que não entendia, costumava deixar escorregar da mente como ninharia sem valor, que não merecia compreensão”
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“Durante segundos o menino hesitou no limiar e pareceu tentado a voltar à sala iluminada, pois parecia que naquele vazio escuro o perigo o aguardava. E o perigo efetivamente aguardava: o perigo de seus pensamentos.”
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“Por algum tempo depois que Durrance terminou, o general se manteve calado. Levou a mão à testa, cobrindo os olhos, como se o interlocutor enxergasse – e assim permaneceu. Quando falou, não retirou a mão. O orgulho proibia-lhe demonstrar aos retratos na parede que era capaz de uma fraqueza tão natural como a alegria por seu filho reconquistar a honra.”
Trechos de: “ AS QUATRO PENAS BRANCAS” ( THE FOUR FEATHERS ) de A.E.W. MASON
Trata com maestria e sem exageros, as manobras e as limitações criadas na mente humana por fatores próprios e/ou decorrentes de somatórias externas, pressões que apenas o individuo consegue “medir” e sentir, a formação que distorce a percepção da realidade como um todo, desenhando uma ótica surreal, particular e intransferível com a qual um ser traça sua vida. Uma obra que além de revelar as “máscaras” da mente de certos homens, seus medos e covardias interiores que os tornam heróis verdadeiros e sem glória. Desenvolve uma brilhante relação, um triangulo, mais que amoroso... de vidas e perspectivas. Uma aventura heróica, repleta de lirismo, datada numa Inglaterra de Soldados e Senhores (Cavalheiros e damas dentro da mentalidade vitoriana), na época do Império Colonial Britânico com belas discrições sobre lugares ocidentais e do oriente em guerra. Publicado em 1902.